Artrose no tornozelo: quando o desgaste limita caminhar

Saúde dos tornozelos
artrose no tornozelo

Artrose no tornozelo: quando o desgaste limita caminhar

A artrose no tornozelo é uma condição extremamente incapacitante que muitos pacientes atribuem ao envelhecimento natural. Na verdade, na maioria dos casos, é resultado de traumas antigos, fraturas mal consolidadas ou entorses de repetição que deixaram sequelas. Poucos sabem que o tornozelo é uma articulação que sofre muito com pequenos desalinhamentos.

Diferente da artrose de joelho e quadril, a artrose do tornozelo frequentemente tem origem em lesões prévias. Aproximadamente 80% dos casos são pós-traumáticos. 

Apenas 7% são resultado do envelhecimento natural. Isso significa que tratar adequadamente as lesões agudas do tornozelo é fundamental para prevenir artrose anos depois.

O que é artrose no tornozelo

A artrose é o desgaste progressivo da cartilagem articular que reveste os ossos do tornozelo. Essa cartilagem é um tecido liso e flexível que permite o movimento sem atrito. Quando é danificada, os ossos começam a roçar um contra o outro, provocando dor intensa e inflamação.

Com o desgaste da cartilagem, surgem osteófitos (esporões ósseos) que tentam estabilizar a articulação. No entanto, esses osteófitos ocupam espaço e limitam ainda mais o movimento. A cápsula articular inflama, os ligamentos degeneram e o tornozelo fica rígido.

A causa mais comum é artrose pós-traumática, resultado de fraturas, entorses graves ou instabilidade crônica do tornozelo. Pessoas que sofreram fraturas do tornozelo há muitos anos e não tiveram recuperação adequada têm risco muito elevado. Entorses repetidas também predispõem ao desenvolvimento precoce de artrose.

Sintomas e progressão

O primeiro sintoma é dor que piora com o movimento e melhora com repouso. Gradualmente, surge rigidez articular, principalmente ao acordar ou após períodos de inatividade. O tornozelo incha, esquenta e fica vermelho. Andar em terrenos irregulares ou descer escadas piora significativamente.

Com a evolução, a dor passa a ser constante, mesmo em repouso. A pessoa muda seu padrão de caminhada, o que pode sobrecarregar joelho e quadril. A qualidade de vida fica severamente comprometida. Atividades simples como caminhar no parque ou subir escadas ficam impossíveis.

Como faço o diagnóstico

Faço radiografia do tornozelo com carga, que mostra claramente o desgaste da cartilagem e a presença de osteófitos. Avaliações específicas medem a amplitude de movimento residual. A ressonância magnética complementa o diagnóstico, mostrando o estado da cartilagem em detalhes.

O grau de artrose influencia diretamente o tipo de tratamento que vou indicar. Casos leves a moderados geralmente respondem bem ao tratamento conservador. Casos avançados podem exigir cirurgia.

Opções de tratamento conservador

Oriento perda de peso para reduzir a carga sobre a articulação. Uso de órteses (tornozeleiras) oferece suporte e reduz a dor. Infiltrações de ácido hialurônico lubrificam a articulação e melhoram os sintomas por 3 a 6 meses.

Fisioterapia com fortalecimento muscular estabiliza a articulação e reduz o uso anormal do tornozelo. Anti-inflamatórios ajudam no controle da dor. Modificação de atividades, evitando terrenos irregulares e exercícios de impacto, também é fundamental.

Quando a cirurgia está indicada

Existem duas principais opções cirúrgicas. A artrodese funde os ossos do tornozelo, eliminando o movimento articular e portanto a dor, mas o tornozelo fica rígido. A artroplastia (prótese) substitui as superfícies articulares desgastadas, mantendo parte do movimento.

A escolha depende da idade, qualidade óssea, demanda funcional e preferência do paciente. Próteses são mais adequadas para pessoas mais jovens que querem manter mobilidade. Artrodese é preferida para idosos com menor demanda funcional.

A recuperação cirúrgica leva de 6 a 12 semanas. Fisioterapia pós-operatória é essencial para otimizar os resultados. A maioria dos pacientes retorna às atividades diárias em 3 a 4 meses.

Prevenção

Tratar adequadamente as fraturas e entorses do tornozelo é o melhor investimento em prevenção. Reabilitação completa com fisioterapia após lesões agudas reduz drasticamente o risco de artrose futura.

Manter peso saudável e usar calçados apropriados protegem o tornozelo. Evitar terrenos muito irregulares também ajuda. Fortalecer a musculatura do pé e tornozelo através de exercícios previne entorses de repetição.

Tenha uma avaliação completa

A artrose no tornozelo é uma condição degenerativa que causa dor e limitação funcional progressiva. A maioria dos casos é resultado de traumas antigos inadequadamente tratados. Prevenção através do tratamento correto das lesões agudas é essencial.

O tratamento conservador funciona bem em casos leves e moderados. Para casos avançados, cirurgia com prótese ou artrodese oferece alívio duradouro. A decisão deve ser individualizada considerando idade, demanda funcional e preferência do paciente.

Se você tem dor persistente no tornozelo ou foi diagnosticado com artrose, agende consulta. Atendo em São Paulo com avaliação completa e plano de tratamento personalizado. Entre em contato pelo WhatsApp (11) 98799-3104.

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“Humanização no tratamento da dor”

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