Dr. Paulo Zugliani https://drpaulozugliani.com.br/ Fri, 15 May 2026 11:08:34 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://drpaulozugliani.com.br/wp-content/uploads/2024/05/cropped-SIMBOLO_BRANCO_Dr.-PAULO_fundo-transparente-scaled-1-32x32.webp Dr. Paulo Zugliani https://drpaulozugliani.com.br/ 32 32 Joanete: aquele osso que cresce do lado do pé e atrapalha tudo https://drpaulozugliani.com.br/joanete/ https://drpaulozugliani.com.br/joanete/#respond Mon, 25 May 2026 11:07:07 +0000 https://drpaulozugliani.com.br/?p=785 O joanete é uma das queixas mais comuns que recebo no consultório. A pessoa chega mostrando aquela saliência óssea do lado do dedão e reclamando que não consegue mais usar os sapatos que gosta. Dói, fica vermelho, atrapalha para caminhar e muita gente pensa que é um osso crescendo. Na verdade, o joanete é um […]

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O joanete é uma das queixas mais comuns que recebo no consultório. A pessoa chega mostrando aquela saliência óssea do lado do dedão e reclamando que não consegue mais usar os sapatos que gosta. Dói, fica vermelho, atrapalha para caminhar e muita gente pensa que é um osso crescendo. Na verdade, o joanete é um desalinhamento que acontece entre os ossos do dedão.

Dados mostram que até 23% dos adultos têm algum grau de joanete. Esse número sobe para mais de 35% nas pessoas acima de 65 anos. As mulheres são afetadas 10 vezes mais do que os homens. O motivo principal é o uso de calçados inadequados, especialmente sapatos de bico fino e salto alto.

Neste artigo explico o que realmente é o joanete, por que ele aparece, quando precisa operar e quais são as opções de tratamento. Falo também sobre as técnicas cirúrgicas modernas que permitem recuperação muito mais rápida.

O que é o joanete

O joanete, chamado tecnicamente de hálux valgo, não é um osso que cresce ou um calo ósseo. É um desalinhamento progressivo do primeiro dedo do pé. O dedão desvia para o lado, em direção aos outros dedos, e a base do osso metatarsal projeta-se para dentro. Essa proeminência óssea é o que vemos como joanete.

Nos casos mais graves, o dedão cruza por cima ou por baixo do segundo dedo. Isso causa dor não só no joanete, mas também nos dedos menores que ficam pressionados. Muitas vezes, a pessoa desenvolve calos dolorosos na planta do pé por causa do desequilíbrio mecânico provocado pela deformidade.

A causa é multifatorial. O componente genético é forte. Se sua mãe ou avó tem joanete, você tem risco maior de desenvolver. No entanto, o calçado inadequado acelera muito a evolução. Sapatos de bico fino comprimem o dedão forçando-o para dentro. O salto alto piora porque joga todo o peso do corpo para frente do pé.

Como sei que tenho joanete

O diagnóstico é simples e clínico. Vejo aquela saliência na base do dedão, avalio o grau de desvio e testo se o dedão ainda tem mobilidade. Palpo a região procurando por sinais de bursite, que é a inflamação da bolsa que fica sobre a proeminência óssea.

Solicito radiografia dos dois pés com carga. Esse exame mostra o grau de desvio dos ossos e me permite classificar o joanete como leve, moderado ou grave. A medição de ângulos específicos na radiografia determina qual técnica cirúrgica será mais adequada se houver necessidade de operar.

A dor é o sintoma principal. No início, dói apenas ao usar sapatos fechados pelo atrito na saliência óssea. Com a evolução, a dor passa a ser constante. Vermelhidão, inchaço e calos na região são comuns. A dificuldade para calçar sapatos piora progressivamente.

Quando precisa operar o joanete

O tratamento conservador é sempre a primeira opção. Oriento mudança de calçado para modelos mais largos e confortáveis, sem bico fino e com salto baixo. Uso de afastadores e protetores de silicone alivia o atrito. Fisioterapia para fortalecer a musculatura do pé ajuda.

No entanto, é importante entender que tratamento conservador não corrige a deformidade óssea. Apenas alivia os sintomas. A única forma de corrigir o joanete é através de cirurgia. Indico operação quando a dor atrapalha atividades diárias, quando não consegue mais usar sapatos ou quando a deformidade progride rapidamente.

Fazer cirurgia apenas por estética não é minha recomendação. A decisão cirúrgica deve considerar dor, limitação funcional e impacto na qualidade de vida. Se a pessoa tem joanete mas não sente dor e consegue usar sapatos normalmente, não há indicação de operar.

Cirurgia minimamente invasiva para joanete

A técnica minimamente invasiva revolucionou o tratamento do joanete. Faço pequenos furos de 2 a 3 milímetros na pele e uso brocas especiais para cortar e realinhar os ossos. Todo o procedimento é guiado por radioscopia, garantindo precisão.

Uma meta-análise publicada no Journal of Clinical Medicine em 2025 avaliou 22 estudos com seguimento mínimo de 2 anos. Os autores concluíram que a cirurgia minimamente invasiva apresentou recuperação mais rápida, maior satisfação do paciente e melhor qualidade de vida comparada à cirurgia aberta. A correção radiográfica foi duradoura na maioria dos casos.

Outro estudo publicado no European Journal of Orthopaedic Surgery em 2024 comparou 103 pacientes operados por técnica aberta versus minimamente invasiva. O grupo da cirurgia minimamente invasiva teve escore funcional significativamente melhor aos 12 meses. A taxa de complicações foi de 3,8% no grupo minimamente invasivo contra 33,3% no grupo aberto.

Como é a recuperação

Na técnica minimamente invasiva, o paciente recebe alta no mesmo dia. Pode apoiar o pé no chão desde o primeiro dia usando sandália ortopédica específica. A dor pós-operatória é bem controlada com medicações simples. Nas primeiras duas semanas, uso a sandália e faço curativos semanais.

Entre 3 e 6 semanas, retorno gradual às atividades leves com fisioterapia focada em mobilidade e fortalecimento. Aos 2 meses, a maioria dos pacientes já voltou a usar tênis confortável. Retorno total às atividades esportivas e uso de salto acontece em 3 a 4 meses.

A cirurgia aberta tradicional tem recuperação mais longa. Geralmente fica sem apoiar o pé por 2 semanas e a reabilitação completa leva 4 a 6 meses. Por isso, quando possível, prefiro a técnica minimamente invasiva.

Não sobra com a joanete

O joanete é uma deformidade progressiva que afeta a qualidade de vida de milhões de pessoas. O tratamento conservador alivia sintomas mas não corrige a deformidade. A cirurgia é a única forma de correção definitiva e deve ser indicada quando há dor significativa e limitação funcional.

As técnicas minimamente invasivas trouxeram grande evolução no tratamento. Permitem correção eficaz com recuperação muito mais rápida e menor taxa de complicações. A decisão cirúrgica deve ser individualizada e compartilhada entre médico e paciente.

Se você tem joanete que incomoda, agende uma consulta. Atendo em São Paulo e ofereço avaliação completa com radiografia e plano de tratamento personalizado. Entre em contato pelo WhatsApp.

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Dedos tortos no pé: quando a garra e o martelo incomodam https://drpaulozugliani.com.br/dedos-tortos-no-pe/ https://drpaulozugliani.com.br/dedos-tortos-no-pe/#respond Mon, 11 May 2026 11:04:32 +0000 https://drpaulozugliani.com.br/?p=782 Dedos tortos no pé são uma queixa extremamente comum no consultório. O paciente chega mostrando dedos dobrados, calos dolorosos em cima das articulações e dificuldade para usar qualquer sapato fechado. Essas deformidades têm nome: dedos em garra e dedos em martelo. Apesar de parecidas, são condições diferentes que exigem tratamentos específicos. Essas deformidades afetam os […]

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Dedos tortos no pé são uma queixa extremamente comum no consultório. O paciente chega mostrando dedos dobrados, calos dolorosos em cima das articulações e dificuldade para usar qualquer sapato fechado. Essas deformidades têm nome: dedos em garra e dedos em martelo. Apesar de parecidas, são condições diferentes que exigem tratamentos específicos.

Essas deformidades afetam os quatro dedos menores do pé e raramente o dedão. Podem ocorrer em qualquer idade, mas são mais comuns após os 40 anos. As mulheres são mais afetadas pelo uso de calçados inadequados. O joanete está frequentemente associado, causando sobrecarga nos dedos menores.

Neste artigo explico a diferença entre dedo em garra e dedo em martelo, por que essas deformidades aparecem, como faço o tratamento e quando a cirurgia está indicada.

A diferença entre dedo em garra e dedo em martelo

O dedo em garra é uma deformidade que afeta todas as articulações do dedo. A primeira articulação, que liga o dedo ao pé, fica estendida para cima. As duas articulações seguintes ficam flexionadas para baixo. O resultado é um dedo com aparência de garra, com a ponta dobrada tocando o chão.

Essa deformidade geralmente tem origem neuromuscular. Acontece por desequilíbrio entre os músculos intrínsecos do pé. Condições como diabetes, artrite reumatoide, paralisia cerebral e doenças neurológicas aumentam o risco. Também é mais comum em pessoas com pé cavo, onde o arco do pé é muito elevado.

Já o dedo em martelo afeta principalmente a articulação do meio do dedo. Essa articulação fica dobrada para baixo enquanto a ponta do dedo permanece reta ou levemente dobrada. Parece um martelo quando visto de lado. A causa principal é o uso de calçados mal adaptados, especialmente sapatos apertados de bico fino.

Dedos muito longos também têm maior tendência a desenvolver martelo. O segundo dedo, quando é mais comprido que o dedão, fica constantemente dobrado dentro do sapato. Com o tempo, essa posição forçada torna-se permanente. Segundo a American Academy of Orthopaedic Surgeons, essas deformidades afetam milhões de pessoas em todo o mundo.

Sintomas e como identificar

O sintoma mais comum é a dor causada pelo atrito dos dedos dobrados com o sapato. Formam-se calos e calosidades dolorosas em cima das articulações proeminentes. Esses calos ficam vermelhos, inflamados e extremamente sensíveis ao toque.

Além disso, surgem calos na ponta dos dedos quando eles ficam pressionados contra o chão. A unha pode engrossar e deformar. Na planta do pé, aparecem calosidades dolorosas sob a cabeça dos metatarsos, condição chamada metatarsalgia.

A dificuldade para usar sapatos fechados piora progressivamente. A pessoa precisa comprar números maiores para acomodar os dedos tortos. Sapatos muito justos causam dor intensa e feridas que podem infeccionar.

Quando a deformidade ainda é flexível

Nas fases iniciais, os dedos ainda são flexíveis. Consigo empurrá-los e colocá-los na posição correta com a mão. Nesses casos, o tratamento conservador funciona bem e pode evitar a progressão da deformidade.

Oriento troca de calçado para modelos mais largos, com caixa de dedos ampla. Sapatos com salto muito alto devem ser evitados. Exercícios de alongamento dos dedos e da panturrilha ajudam a manter a flexibilidade.

Uso de protetores de silicone reduz o atrito e alivia a dor. Órteses corretoras podem ser tentadas nos casos leves e flexíveis. Fisioterapia com exercícios específicos de fortalecimento da musculatura intrínseca do pé complementa o tratamento.

Quando a cirurgia está indicada

Quando os dedos ficam rígidos e a deformidade não se corrige mais com a mão, o tratamento conservador não resolve. A cirurgia passa a ser a única opção para correção. Indico operação quando há dor persistente que não melhora com medidas conservadoras, calos infectados de repetição ou limitação importante para usar sapatos.

Existem várias técnicas cirúrgicas disponíveis. Nos casos flexíveis, faço liberação e reequilíbrio dos tendões. Isso restaura o alinhamento sem mexer no osso. A recuperação é rápida e o paciente pode caminhar logo após a cirurgia.

Nos casos rígidos, preciso fazer cortes ósseos para realinhar o dedo. Às vezes, fundo a articulação do meio do dedo para mantê-lo reto. Uso fios metálicos temporários que são removidos em 4 a 6 semanas. A cirurgia minimamente invasiva através de pequenos furos também pode ser aplicada nesses casos, similar ao que fazemos na cirurgia de joanete.

Quando há joanete associado, corrijo as duas deformidades na mesma cirurgia. O joanete sobrecarrega os dedos menores e favorece o aparecimento de garras e martelos. Por isso, tratar apenas os dedos sem corrigir o joanete aumenta o risco de recorrência.

Recuperação após a cirurgia

A recuperação varia conforme o tipo de cirurgia realizada. Nas liberações tendíneas simples, o paciente caminha no mesmo dia com sandália pós-operatória. Retorna às atividades normais em 3 a 4 semanas.

Nas cirurgias com cortes ósseos, uso fios que ficam por fora da pele. Curativos semanais são necessários. Os fios são removidos no consultório entre 4 e 6 semanas. Durante esse período, o paciente usa sandália protetora e pode apoiar o pé com cuidado.

Fisioterapia pós-operatória é fundamental. Exercícios de mobilização evitam rigidez. Fortalecimento da musculatura intrínseca previne recorrência. O retorno ao uso de sapatos normais acontece em 6 a 8 semanas em média, similar à recuperação da cirurgia de esporão de calcâneo.

Prevenção das deformidades

Usar sapatos adequados é a melhor forma de prevenção. Evitar bico fino, salto muito alto e calçados apertados protege os dedos. A caixa de dedos deve ser larga e confortável.

Exercícios regulares de alongamento da panturrilha e dos dedos mantêm a flexibilidade. Fortalecer a musculatura intrínseca do pé com exercícios de pegar objetos pequenos com os dedos ajuda a prevenir desequilíbrios musculares.

Tratar o joanete precocemente evita sobrecarga nos dedos menores. Controlar doenças de base como diabetes e artrite reumatoide também reduz o risco de desenvolver dedos em garra secundários a essas condições. A Mayo Clinic oferece orientações detalhadas sobre prevenção dessas deformidades.

Não sofra com essa limitação

Dedos em garra e martelo são deformidades comuns que causam dor e limitação funcional significativa. O tratamento conservador funciona bem nos casos iniciais e flexíveis. Nos casos rígidos, a cirurgia é a única opção de correção.

As técnicas modernas permitem correção eficaz com recuperação rápida. Corrigir o joanete associado quando presente é fundamental para evitar recorrência. A prevenção através de calçados adequados é a melhor estratégia.

Se você tem dedos tortos que incomodam, agende uma consulta. Atendo em São Paulo e ofereço avaliação completa com plano de tratamento individualizado. Entre em contato pelo WhatsApp aqui da clínica.

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Tendinite do tendão de Aquiles: aquela dor atrás do calcanhar que não passa https://drpaulozugliani.com.br/tendinite-do-tendao-de-aquiles/ https://drpaulozugliani.com.br/tendinite-do-tendao-de-aquiles/#respond Mon, 20 Apr 2026 12:47:41 +0000 https://drpaulozugliani.com.br/?p=779 A tendinite do tendão de Aquiles é uma das queixas mais frequentes entre corredores e praticantes de esportes de impacto que atendo. O paciente chega relatando dor na parte de trás do tornozelo que começou leve, piorou com o tempo e agora impede até atividades simples como subir escadas. Essa lesão por sobrecarga tem tratamento […]

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A tendinite do tendão de Aquiles é uma das queixas mais frequentes entre corredores e praticantes de esportes de impacto que atendo. O paciente chega relatando dor na parte de trás do tornozelo que começou leve, piorou com o tempo e agora impede até atividades simples como subir escadas. Essa lesão por sobrecarga tem tratamento eficaz quando iniciado precocemente, mas pode evoluir para ruptura total se negligenciada.

Dados mostram que 70% das pessoas com tendinite de Aquiles são corredores ou praticantes de esportes que envolvem corrida e saltos. No entanto, pessoas sedentárias também desenvolvem o problema, especialmente após os 40 anos quando o tendão perde elasticidade natural. O tendão de Aquiles é o mais forte do corpo humano, suportando até 12 vezes o peso corporal, mas essa força não o torna imune a lesões.

Neste artigo explico o que é a tendinite de Aquiles, por que ela acontece, os dois tipos principais de lesão, como faço o diagnóstico e quais são os tratamentos disponíveis hoje. Falo também sobre quando a cirurgia realmente está indicada. Sigo sempre as diretrizes científicas atualizadas no tratamento dessa condição.

O que é a tendinite do tendão de Aquiles

O tendão de Aquiles conecta os músculos da panturrilha (gastrocnêmio e sóleo) ao osso do calcanhar (calcâneo). Sua função é fundamental: traciona o calcanhar para cima durante a caminhada, corrida e saltos. Quando esse tendão sofre microlesões repetitivas sem tempo adequado para cicatrização, desenvolve-se um processo inflamatório chamado tendinite.

Na verdade, o termo mais correto é tendinopatia de Aquiles. Isso porque, em muitos casos, não há apenas inflamação. Ocorre também degeneração das fibras de colágeno que formam o tendão. Essas fibras desorganizadas enfraquecem a estrutura e aumentam o risco de ruptura. Por isso, tratar precocemente é fundamental para evitar a progressão da lesão.

A tendinopatia resulta de um desequilíbrio entre carga e capacidade de suporte. Quando exigimos do tendão mais do que ele está preparado para aguentar naquele momento, surgem as microlesões. Fatores como aumento súbito de volume de treino, corrida em terrenos inclinados, calçados inadequados, sobrepeso e envelhecimento aumentam o risco de desenvolver a lesão.

Os dois tipos de tendinite de Aquiles

Tendinite não insercional (corpo do tendão)

Essa forma acomete a parte central do tendão, geralmente entre 2 a 6 cm acima do calcanhar. Essa região é chamada de zona crítica porque tem menor vascularização. Ou seja, recebe menos sangue e oxigênio, o que torna a cicatrização mais lenta. Por isso, o tratamento costuma ser mais demorado nesse tipo.

O paciente nota espessamento visível do tendão nessa região. Ao palpar, sinto um tendão endurecido e doloroso. Em casos mais avançados, aparecem nódulos dentro do tendão, que são áreas de degeneração. A dor piora com atividades de impacto e melhora com repouso, especialmente no início do quadro.

Tendinite insercional (inserção no calcâneo)

Aqui a lesão ocorre exatamente no ponto onde o tendão se conecta ao osso do calcanhar. Geralmente está associada a outras alterações como esporão posterior do calcâneo (deformidade de Haglund) e bursite retro calcânea. Essas estruturas ósseas proeminentes friccionam o tendão constantemente, perpetuando a inflamação.

Nesse tipo, a dor é bem localizada na parte posterior do calcanhar. Piora ao usar calçados fechados que comprimem a região e ao subir em superfícies inclinadas. O tratamento conservador funciona bem, mas em alguns casos a remoção cirúrgica do esporão ósseo é necessária quando as medidas clínicas falham.

Como a dor evolui: reconheça os sinais

No começo, a dor aparece apenas no início da atividade física. Após alguns minutos de aquecimento, o tendão “esquenta” e a dor melhora ou desaparece. O paciente consegue terminar o treino sem grandes problemas. Volta a doer após a atividade, especialmente à noite e nas primeiras pisadas do dia seguinte ao acordar.

Esse é o momento ideal para procurar tratamento. Muita gente ignora essa dor inicial achando que é apenas cansaço muscular. No entanto, é nessa fase que o tratamento conservador funciona melhor e mais rápido. Basta ajustar o treino, fortalecer a musculatura e fazer fisioterapia para resolver o problema em 4 a 8 semanas.

Fase intermediária

Com a evolução, a dor passa a estar presente durante toda a atividade física. O paciente não consegue mais “aquecer” o tendão e fazer a dor passar. Precisa reduzir a intensidade do treino ou até interrompê-lo. A dor também aparece em atividades simples como subir escadas e andar em terrenos irregulares.

Nessa fase, o tendão já apresenta alterações estruturais visíveis no ultrassom ou ressonância. O espessamento é evidente e a força muscular da panturrilha diminui. O tratamento ainda é conservador, mas exige mais tempo e dedicação. Fisioterapia, ondas de choque e modificação completa das atividades são necessárias.

Fase avançada

Na forma mais grave, a dor torna-se constante, mesmo em repouso. O paciente tem dificuldade para caminhar e não consegue ficar na ponta dos pés. O tendão fica muito espesso e rígido. Há risco real de ruptura completa a qualquer momento, o que seria uma emergência cirúrgica.

Felizmente, poucos casos chegam a esse ponto. Quando acontece, geralmente é porque o paciente ignorou os sinais por meses ou até anos. Por isso, insisto sempre: ao primeiro sinal de dor persistente no tendão de Aquiles, procure um ortopedista especialista em pé e tornozelo.

Como faço o diagnóstico

A história clínica é fundamental. Pergunto sobre o padrão da dor, quando começou, o que piora e o que alivia. Investigo também mudanças recentes no treino, tipo de calçado usado e presença de doenças como diabetes que afetam a qualidade do tendão. Ao exame físico, palpo todo o trajeto do tendão procurando por áreas de espessamento e dor localizada.

Testo a força muscular pedindo ao paciente para subir repetidamente na ponta dos pés. Na tendinite, esse movimento gera dor e o paciente tem dificuldade. Avalio também a flexibilidade da panturrilha, pois o encurtamento muscular sobrecarrega o tendão. Solicito radiografia lateral do tornozelo para identificar calcificações no tendão ou esporões no calcâneo.

O ultrassom é meu exame de escolha para avaliar a estrutura do tendão. Mostra espessamento, áreas de degeneração, neovascularização e presença de rupturas parciais. A ressonância magnética complementa quando há dúvida diagnóstica ou suspeita de lesões associadas. Segundo protocolos da Mayo Clinic, essa abordagem diagnóstica é a mais adequada.

O que a ciência diz sobre o tratamento

Uma revisão sistemática publicada na revista Cureus em 2022 avaliou a eficácia da terapia por ondas de choque para tendinite de Aquiles. Os autores analisaram 6 estudos randomizados e concluíram que ondas de choque associadas a exercícios excêntricos foram superiores aos exercícios isolados. Houve melhora significativa na dor e na função aos 3 e 6 meses de seguimento.

Outro estudo randomizado publicado no Journal of Bone and Joint Surgery em 2021 comparou ondas de choque mais exercícios excêntricos versus exercícios excêntricos isolados para tendinite insercional. 

Após 24 semanas, ambos os grupos melhoraram significativamente, mas não houve diferença estatística entre eles. Isso mostra que os exercícios excêntricos são a base do tratamento.

Opções de tratamento para tendinite de Aquiles

O primeiro passo é reduzir ou suspender temporariamente as atividades que causam dor. Isso não significa repouso absoluto. Substituir a corrida por atividades de menor impacto como natação, ciclismo ou elíptico mantém o condicionamento sem sobrecarregar o tendão. Essa modificação deve durar de 4 a 8 semanas dependendo da gravidade.

Usar calcanheiras de silicone ou palmilhas que elevam discretamente o calcanhar (5-10mm) reduz a tensão sobre o tendão durante a caminhada. Evitar terrenos muito inclinados, escadas excessivas e atividades que exijam saltos também faz parte do tratamento inicial. Gelo local por 15-20 minutos após atividades ajuda no controle da dor.

Fisioterapia e exercícios excêntricos

Os exercícios excêntricos são o pilar do tratamento conservador. O protocolo de Alfredson é o mais estudado e consiste em subir na ponta dos pés e descer lentamente até o calcanhar ficar abaixo do nível do degrau. Realizar 3 séries de 15 repetições, duas vezes ao dia, por 12 semanas. Esse exercício estimula a reorganização das fibras de colágeno e fortalece o tendão.

A fisioterapia complementa com alongamento da panturrilha, fortalecimento dos músculos intrínsecos do pé e exercícios de propriocepção. Técnicas como laser de baixa potência, ultrassom terapêutico e dry needling aceleram a cicatrização. O fisioterapeuta também corrige padrões de movimento inadequados que contribuem para a sobrecarga do tendão.

Terapia por ondas de choque

As ondas de choque são ondas acústicas de alta energia que estimulam a regeneração tecidual. Realizo o procedimento no consultório, sem necessidade de anestesia em casos leves. São necessárias geralmente 3 a 5 sessões semanais. A energia das ondas provoca microtraumas controlados que aumentam o fluxo sanguíneo e ativam células de reparação.

Os resultados aparecem de forma gradual ao longo de 8 a 12 semanas após o término das sessões. A taxa de sucesso varia de 60 a 80% conforme a literatura. Pacientes que não melhoram com fisioterapia isolada após 3 meses são os melhores candidatos para essa terapia. Uso ondas de choque especialmente na tendinite não insercional, onde a vascularização é menor.

Quando a cirurgia está indicada

A cirurgia fica reservada para casos refratários ao tratamento conservador bem conduzido por pelo menos 6 meses. O procedimento consiste em remover as áreas de tecido degenerado do tendão e estimular a cicatrização. Na tendinite insercional, removo também o esporão ósseo quando presente. Realizo por via aberta ou artroscópica dependendo do caso.

A recuperação cirúrgica leva de 4 a 6 meses até retorno completo às atividades esportivas. Durante esse período, o paciente usa bota imobilizadora por 2 a 4 semanas, seguida de fisioterapia intensiva. A taxa de sucesso cirúrgico é alta, acima de 85%, mas a cirurgia sempre é a última opção após esgotadas todas as medidas conservadoras.

Tenha ajuda especializada

A tendinite do tendão de Aquiles é uma lesão por sobrecarga que responde bem ao tratamento conservador quando iniciado precocemente. Exercícios excêntricos, fisioterapia e ondas de choque são eficazes em até 75% dos casos. Ignorar os sintomas iniciais leva à cronificação e ao risco de ruptura tendínea.

O sucesso do tratamento depende da adesão do paciente ao protocolo de exercícios e da paciência para aguardar a cicatrização do tendão. Voltar ao esporte antes da hora é o erro mais comum e aumenta o risco de recorrência. Portanto, siga rigorosamente as orientações médicas e de fisioterapia.

Se você tem dor persistente atrás do calcanhar, agende uma consulta. Atendo em São Paulo e ofereço avaliação completa com ultrassom no consultório e plano de tratamento individualizado. Entre em contato pelo WhatsApp.

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https://drpaulozugliani.com.br/entorse-de-tornozelo/ https://drpaulozugliani.com.br/entorse-de-tornozelo/#respond Mon, 06 Apr 2026 12:43:15 +0000 https://drpaulozugliani.com.br/?p=776 Entorse de tornozelo: quando pisar em falso vira problema sério A entorse de tornozelo é a lesão musculoesquelética mais comum que vejo no consultório. Atende desde atletas profissionais até pessoas que simplesmente pisaram em falso em um degrau. O tornozelo torce, dói, incha e a primeira pergunta que ouço é sempre a mesma: preciso operar? […]

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Entorse de tornozelo: quando pisar em falso vira problema sério

A entorse de tornozelo é a lesão musculoesquelética mais comum que vejo no consultório. Atende desde atletas profissionais até pessoas que simplesmente pisaram em falso em um degrau. O tornozelo torce, dói, incha e a primeira pergunta que ouço é sempre a mesma: preciso operar? Na verdade, a grande maioria das entorses se recupera muito bem sem cirurgia quando tratada corretamente desde o início.

Dados epidemiológicos mostram que ocorrem aproximadamente 2 milhões de entorses de tornozelo por ano só nos Estados Unidos. No Brasil, representa cerca de 25% de todas as lesões esportivas. Em esportes como basquete essa taxa chega a 45% das lesões, no vôlei até 34%. Por isso, entender como tratar corretamente essa lesão é fundamental para evitar problemas crônicos.

Neste artigo explico o que acontece quando o tornozelo entorta, os diferentes graus de lesão, como faço o diagnóstico e qual é o melhor tratamento. Falo também sobre quando a cirurgia realmente está indicada. Sigo sempre as orientações do Conselho Federal de Medicina no tratamento dessa condição.

O que acontece quando você torce o tornozelo

A entorse de tornozelo acontece quando os ligamentos que estabilizam a articulação são estirados além da sua capacidade normal. O ligamento é uma estrutura fibrosa que conecta os ossos e mantém a articulação alinhada durante os movimentos. Quando essa estrutura é forçada demais, pode ocorrer desde um simples estiramento até a ruptura completa das fibras.

Em 85% dos casos, a entorse acontece por inversão. Isso significa que o pé vira para dentro e o tornozelo para fora. Esse movimento lesiona os ligamentos laterais, especialmente o talofibular anterior e o calcaneofibular. Esses são os ligamentos mais frágeis e mais frequentemente lesionados. Em casos mais raros, a entorse ocorre por eversão, virando o pé para fora, o que afeta os ligamentos mediais.

O mecanismo mais comum é pisar em terreno irregular, em um buraco, ou no pé de outra pessoa durante a prática esportiva. Mulheres que usam salto alto têm maior risco porque o calcanhar elevado deixa o tornozelo em posição instável. Pessoas com sobrepeso, com fraqueza muscular na panturrilha ou que já tiveram entorses prévias também têm maior chance de sofrer novas lesões.

Os três graus da entorse de tornozelo

Grau 1: Estiramento ligamentar leve

Nessa forma mais leve, ocorre apenas um estiramento das fibras ligamentares sem ruptura. A dor é moderada, o inchaço é discreto e o paciente consegue colocar o pé no chão com algum desconforto. A recuperação costuma levar de 7 a 15 dias com tratamento adequado. Não é necessária imobilização rígida nesse grau.

O erro mais comum no grau 1 é ignorar a lesão e voltar ao esporte muito rapidamente. Mesmo sendo leve, o ligamento precisa cicatrizar adequadamente. Por isso, sempre oriento repouso relativo, gelo e fisioterapia precoce para evitar instabilidade futura.

Grau 2: Lesão ligamentar parcial

Aqui ocorre ruptura parcial das fibras do ligamento. A dor é mais intensa, o inchaço é significativo e aparecem manchas roxas ao redor do tornozelo. O paciente tem dificuldade para caminhar e não consegue apoiar totalmente o peso sobre o pé lesionado. A recuperação leva de 6 a 8 semanas em média.

Nesse grau, a imobilização com bota ortopédica ou tala semirrígida é recomendada por 2 a 3 semanas. A fisioterapia começa logo após o período inicial de repouso, focando em recuperação da amplitude de movimento e fortalecimento muscular. Sem fisioterapia adequada, o risco de sequela funcional aumenta bastante.

Grau 3: Lesão ligamentar completa

Essa é a forma mais grave, com ruptura completa do ligamento. A dor é intensa no momento da lesão, o tornozelo incha rapidamente e surgem grandes manchas roxas. O paciente não consegue apoiar o pé no chão e tem sensação de instabilidade. A recuperação pode levar de 8 a 12 semanas, chegando até 4 meses nos casos mais severos.

No grau 3, a imobilização é necessária por 2 a 4 semanas com bota ortopédica. Após esse período inicial, começa a reabilitação com fisioterapia intensiva. A cirurgia raramente está indicada na fase aguda, apenas nos casos em que há lesões associadas graves ou instabilidade extrema que não melhora com tratamento conservador.

Como faço o diagnóstico

O diagnóstico começa pela história do trauma. Pergunto como aconteceu a torção, se a pessoa ouviu algum estalo e se consegue colocar o pé no chão. Ao exame físico, avalio o local exato da dor, o grau de inchaço e a presença de hematomas. Testo a estabilidade dos ligamentos com manobras específicas.

Solicito radiografia do tornozelo sempre que há dificuldade importante para caminhar ou dor à palpação em pontos ósseos específicos. Essas indicações seguem as regras de Ottawa, que evitam radiografias desnecessárias. A radiografia mostra se há fratura associada, o que muda completamente o tratamento. Cerca de 15% das entorses têm fraturas por avulsão associadas.

A ressonância magnética fica reservada para casos em que a dor persiste após 3 meses de tratamento conservador bem conduzido. Esse exame mostra lesões de cartilagem, rupturas ligamentares completas e lesões dos tendões fibulares que podem estar associadas. A American Academy of Orthopaedic Surgeons recomenda esse protocolo de investigação.

O que a ciência diz sobre o tratamento

Uma revisão sistemática publicada na revista Frontiers in Medicine em 2022 (Gaddi et al.) analisou 24 estudos com milhares de pacientes. Os autores concluíram que o tratamento funcional é superior à imobilização prolongada. Pacientes tratados funcionalmente retornaram ao esporte 4,9 dias mais cedo e ao trabalho 8,2 dias mais cedo do que os imobilizados. Além disso, tiveram menos inchaço persistente e menos instabilidade crônica.

Outro estudo publicado no Open Access Journal of Sports Medicine em 2023 (Jungmann et al.) avaliou especificamente o tratamento de entorses grau 3. Os autores recomendam imobilização por no máximo 10 dias, seguida de tratamento funcional com órtese semirrígida por até 6 semanas. Esse protocolo resultou em menos rigidez articular e melhor recuperação funcional comparado à imobilização prolongada.

Opções de tratamento para entorse de tornozelo

Protocolo PRICE nas primeiras 48 horas

O tratamento inicial segue o protocolo PRICE: Proteção, Repouso, Ice (gelo), Compressão e Elevação. Proteger significa evitar apoiar peso sobre o tornozelo lesionado. O repouso não é absoluto, mas relativo às atividades que causam dor. Aplico gelo por 20 minutos a cada 2 a 3 horas durante as primeiras 48 horas.

A compressão com bandagem elástica ajuda a controlar o inchaço. No entanto, não pode apertar demais para não prejudicar a circulação. Manter o pé elevado acima do nível do coração sempre que possível reduz significativamente o edema. Anti-inflamatórios orais podem ser usados por 3 a 5 dias para controle da dor.

Imobilização: quando e por quanto tempo

Para entorses grau 1, uso apenas bandagem elástica ou tornozeleira semirrígida sem restrição de movimento. Para grau 2, recomendo bota ortopédica tipo Robofoot ou Air-Cast por 2 a 3 semanas. Essas órteses permitem a flexão e extensão do tornozelo mas bloqueiam a inversão e eversão, protegendo os ligamentos durante a cicatrização.

No grau 3, a imobilização com bota ortopédica é necessária por 2 a 4 semanas. Jamais uso gesso rígido como primeira escolha porque aumenta muito o risco de rigidez articular, atrofia muscular e perda de propriocepção. A bota pode ser removida para fisioterapia e aplicação de gelo, acelerando a recuperação.

Fisioterapia: a chave da recuperação

A fisioterapia começa logo após o período inicial de repouso. Na fase aguda, o foco é reduzir dor e inchaço com recursos como ultrassom, laser e neuroestimulação. Assim que a dor permite, iniciam-se exercícios de amplitude de movimento para evitar rigidez. Alongamentos suaves da panturrilha são fundamentais.

Na fase de fortalecimento, trabalho os músculos fibulares que estabilizam lateralmente o tornozelo. Exercícios com faixas elásticas, subida na ponta dos pés e exercícios em superfícies instáveis recuperam a força e o equilíbrio. A fase funcional inclui exercícios de agilidade, mudança de direção e saltos progressivos antes do retorno ao esporte.

Quando a cirurgia está indicada

A cirurgia para reconstrução ligamentar fica reservada para casos muito específicos. Indico quando há instabilidade crônica do tornozelo após 6 meses de reabilitação bem conduzida. Também opero quando há fraturas por avulsão desviadas ou lesões ligamentares completas associadas a outras lesões graves. Menos de 5% das entorses agudas necessitam cirurgia.

Realizo a reconstrução ligamentar por via artroscópica sempre que possível. O procedimento reconstrói os ligamentos rompidos usando enxertos ou fazendo reparo anatômico das estruturas. A recuperação cirúrgica leva de 3 a 6 meses até retorno completo ao esporte de alto rendimento.

Como prevenir novas entorses

Quem já teve uma entorse tem risco 5 vezes maior de sofrer outra. Por isso, a prevenção é tão importante quanto o tratamento. Uso de tornozeleira ou enfaixamento funcional durante a prática esportiva por pelo menos 6 meses após a lesão reduz significativamente o risco de recorrência. Estudos mostram que tornozeleiras previnem até 70% das reentorses.

Além disso, oriento programa de treino proprioceptivo contínuo. Exercícios de equilíbrio em uma perna só, apoio em superfícies instáveis e exercícios específicos de agilidade mantêm os ligamentos e músculos preparados. Fortalecimento dos músculos fibulares duas vezes por semana reduz o risco de nova lesão pela metade.

Tenha o tratamento correto

A entorse de tornozelo é uma lesão extremamente comum, mas que exige tratamento correto para evitar problemas crônicos. O tratamento funcional com mobilização precoce e fisioterapia é superior à imobilização prolongada. A grande maioria dos casos se recupera completamente sem necessidade de cirurgia.

O erro mais grave é negligenciar a lesão e voltar às atividades sem reabilitação adequada. Isso aumenta muito o risco de nova entorse e de instabilidade crônica do tornozelo. Portanto, mesmo nas entorses leves, procure avaliação ortopédica e siga corretamente o protocolo de tratamento.

Se você torceu o tornozelo recentemente ou sofre com entorses de repetição, agende uma consulta. Atendo em São Paulo e ofereço avaliação completa com protocolo de tratamento individualizado. Entre em contato pelo WhatsApp.

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Ombro congelado: quando o ombro trava e como tratar https://drpaulozugliani.com.br/ombro-congelado/ https://drpaulozugliani.com.br/ombro-congelado/#respond Mon, 23 Mar 2026 09:50:22 +0000 https://drpaulozugliani.com.br/?p=773 A capsulite adesiva, conhecida popularmente como ombro congelado, é uma condição que literalmente trava o ombro. Atendo pacientes quase toda semana com essa queixa no consultório. A pessoa acorda com dor intensa, não consegue levantar o braço e sente dificuldade até para pentear o cabelo ou prender o sutiã. Esse conjunto de sintomas desesperadores tem […]

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A capsulite adesiva, conhecida popularmente como ombro congelado, é uma condição que literalmente trava o ombro. Atendo pacientes quase toda semana com essa queixa no consultório. A pessoa acorda com dor intensa, não consegue levantar o braço e sente dificuldade até para pentear o cabelo ou prender o sutiã. Esse conjunto de sintomas desesperadores tem explicação e tratamento eficaz.

A prevalência dessa condição atinge até 5% da população geral, segundo dados da literatura ortopédica. As mulheres são mais afetadas do que os homens, especialmente entre 40 e 60 anos. Pessoas com diabetes têm risco até 20% maior de desenvolver ombro congelado. Por isso, o controle metabólico é uma parte importante da prevenção e do tratamento.

Neste artigo explico o que é a capsulite adesiva, por que o ombro congela, quais são as fases da doença e como faço o tratamento. Falo também sobre quando a infiltração resolve e quando precisamos considerar outras opções. Sigo sempre as orientações do Conselho Federal de Medicina, sem promessas de resultado.

O que é a capsulite adesiva

A capsulite adesiva é uma inflamação da cápsula articular do ombro, a membrana que envolve e estabiliza toda a articulação. Quando essa estrutura inflama, ela perde elasticidade natural. As fibras internas ficam espessas e formam aderências, como se estivessem colando por dentro. Por isso, o deslizamento dos tecidos fica travado durante o movimento.

Essa condição pode aparecer sem causa aparente, o que chamamos de forma idiopática. No entanto, alguns fatores aumentam o risco: diabetes mellitus, distúrbios da tireoide, imobilização prolongada após cirurgia ou trauma, e histórico de dor no ombro por outras causas. O diabetes está presente em aproximadamente 20% dos casos de ombro congelado.

É importante diferenciar a capsulite adesiva de outras causas de dor no ombro. Bursite, tendinite do manguito rotador e artrose também provocam dor e limitação. No entanto, na capsulite a rigidez é muito mais intensa e progressiva. O diagnóstico correto no início do quadro faz toda a diferença no resultado final do tratamento.

As três fases do ombro congelado

Fase 1: Congelamento (fase dolorosa)

Essa é a fase mais difícil para o paciente. A dor aparece de forma intensa e constante, mesmo em repouso. Qualquer movimento do ombro piora a dor, não apenas os movimentos com o braço levantado. Por isso, difere das tendinites e bursites comuns. A pessoa tem dificuldade para dormir, pois a dor piora à noite e incomoda ao deitar sobre o ombro afetado.

Nessa fase, a amplitude de movimento ainda pode estar próxima do normal no início. No entanto, a dor é tão intensa que o paciente evita movimentar o braço. Essa fase dura de 2 a 9 meses em geral. Quanto mais cedo o diagnóstico e o tratamento começam, mais rápida tende a ser a evolução para as fases seguintes.

Fase 2: Congelado (fase de rigidez)

A dor diminui de intensidade nessa fase, mas a rigidez aumenta. O ombro fica travado, com bloqueio completo da abdução e das rotações interna e externa. A pessoa não consegue levantar o braço, colocar a mão no bolso de trás da calça ou fazer a higiene das costas. Nas mulheres, prender o sutiã se torna impossível sem auxílio.

A amplitude de movimento pode ficar reduzida em até 50% ou mais. Essa fase dura de 4 a 12 meses. O paciente relata que a dor melhorou, mas o ombro não volta a funcionar. Por isso, muita gente desiste do tratamento nessa fase, acreditando que o problema não tem solução. Esse é um erro que posterga a recuperação.

Fase 3: Descongelamento (fase de recuperação)

Nessa fase, o movimento do ombro retorna gradualmente. A dor continua diminuindo e o paciente recupera a capacidade de realizar as atividades diárias. No entanto, a recuperação completa nem sempre acontece de forma espontânea. Muitos pacientes ficam com alguma limitação residual se não fizerem tratamento adequado durante as fases anteriores.

Essa fase pode durar de 12 a 42 meses. Por isso, o tempo total de evolução natural da capsulite adesiva, sem tratamento, pode chegar a dois anos ou mais. O tratamento correto acelera significativamente esse processo e melhora a recuperação funcional final.

Como faço o diagnóstico

O diagnóstico da capsulite adesiva é principalmente clínico. Avalio a história de dor progressiva, a perda de movimento em múltiplas direções e a presença de fatores de risco como diabetes. Ao exame físico, percebo a limitação da amplitude de movimento tanto ativa quanto passiva. Isso diferencia a capsulite das lesões do manguito rotador, onde o movimento passivo costuma estar preservado.

Solicito radiografia do ombro para descartar artrose, fraturas ou calcificações. A radiografia geralmente está normal na capsulite adesiva. Em seguida, quando há dúvida diagnóstica, complemento com ressonância magnética. Esse exame mostra o espessamento da cápsula articular e sinais de inflamação, confirmando o diagnóstico. A ressonância também ajuda a identificar lesões associadas do manguito rotador.

Opções de tratamento para o ombro congelado

Tratamento conservador

A fisioterapia é a base do tratamento em todas as fases. Na fase dolorosa, o objetivo é reduzir a dor e a inflamação. Por isso, uso recursos como crioterapia, neuroestimulação elétrica e mobilização suave. Na fase de rigidez, o foco muda para alongamentos progressivos e recuperação da amplitude de movimento. Os exercícios domiciliares são fundamentais e devem ser feitos diariamente.

Além disso, oriento o controle da dor com analgésicos e anti-inflamatórios quando necessário. Em pacientes diabéticos, o controle rigoroso da glicemia faz parte do tratamento. Evitar imobilização prolongada e manter movimentos suaves dentro da tolerância à dor ajuda a prevenir a piora da rigidez.

Quando a infiltração está indicada

A infiltração intra-articular de corticosteroide está indicada na fase dolorosa, quando a dor limita a realização da fisioterapia. Realizo o procedimento com guia de ultrassom no consultório. A infiltração reduz a inflamação rapidamente e permite que o paciente avance melhor nos exercícios de alongamento.

Utilizo corticosteroide de ação prolongada associado a anestésico local. O alívio da dor costuma aparecer em 2 a 5 dias após a infiltração. Limito a 2 ou 3 aplicações no mesmo ombro, pois o uso excessivo pode enfraquecer os tecidos periarticulares. A infiltração não substitui a fisioterapia, mas facilita sua realização.

Cirurgia: quando está indicada

A cirurgia fica reservada para casos que não melhoram após 6 a 12 meses de tratamento conservador bem conduzido. Realizo a liberação capsular por via artroscópica, com pequenas incisões. O procedimento rompe as aderências da cápsula e restaura a mobilidade. A recuperação é rápida, com retorno às atividades em 6 a 12 semanas.

No entanto, ressalto que a grande maioria dos pacientes melhora sem cirurgia. Menos de 10% dos casos de ombro congelado que atendo chegam ao tratamento cirúrgico. A decisão cirúrgica é sempre individualizada e compartilhada com o paciente após discussão detalhada.

Maiores dúvidas sobre ombro congelado

  • Quanto tempo dura o ombro congelado? A evolução natural sem tratamento pode levar de 18 meses a 3 anos. Com tratamento adequado, a recuperação acontece em 6 a 12 meses na maioria dos casos.
  • O ombro congelado volta no outro ombro? Em geral não. A recorrência no mesmo ombro também é rara. No entanto, cerca de 5% a 10% dos pacientes desenvolvem a condição no ombro oposto ao longo da vida.
  • Posso fazer exercícios em casa sozinho? Sim, mas sempre com orientação de um fisioterapeuta. Exercícios de alongamento mal executados na fase dolorosa podem piorar a inflamação e prolongar a fase de dor. A progressão correta é fundamental.

Tenha o tratamento correto

A capsulite adesiva é uma condição dolorosa e limitante, mas tem tratamento eficaz. O diagnóstico precoce e o início do tratamento logo na fase dolorosa aceleram a recuperação e melhoram o resultado funcional final. Quanto mais cedo começamos, melhor tende a ser a evolução.

Seguir as orientações de fisioterapia e manter os exercícios domiciliares mesmo após a melhora da dor é fundamental. A capsulite adesiva exige paciência e persistência do paciente. Portanto, abandonar o tratamento no meio do caminho aumenta as chances de sequela funcional.

Se você reconhece esses sintomas ou está com dificuldade de movimentar o ombro, agende uma consulta. Atendo em São Paulo e ofereço avaliação detalhada, com diagnóstico preciso e plano de tratamento individualizado. Entre em contato pelo WhatsApp para agendar sua consulta.

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Bursite do quadril: aquela dor que late na lateral e piora à noite https://drpaulozugliani.com.br/bursite-trocanterica/ https://drpaulozugliani.com.br/bursite-trocanterica/#respond Mon, 09 Mar 2026 09:47:23 +0000 https://drpaulozugliani.com.br/?p=770 A bursite trocantérica é uma das causas mais comuns de dor lateral no quadril que atendo no consultório. O paciente chega relatando dor latejante do lado de fora do quadril, que piora ao deitar sobre o lado afetado. Subir escadas, ficar muito tempo em pé ou caminhar longas distâncias agravam o desconforto. Essa dor característica […]

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A bursite trocantérica é uma das causas mais comuns de dor lateral no quadril que atendo no consultório. O paciente chega relatando dor latejante do lado de fora do quadril, que piora ao deitar sobre o lado afetado. Subir escadas, ficar muito tempo em pé ou caminhar longas distâncias agravam o desconforto. Essa dor característica tem explicação fisiológica e responde bem ao tratamento adequado.

A condição afeta aproximadamente 10% a 25% da população geral ao longo da vida. As mulheres são mais afetadas do que os homens, em uma proporção de até 4 para 1. A faixa etária mais comum é entre 40 e 60 anos. Pessoas com sobrepeso, corredores e praticantes de atividades com movimentos repetitivos de quadril têm risco aumentado de desenvolver essa inflamação.

Neste artigo explico o que é a bursite trocantérica, por que ela causa essa dor lateral característica, como faço o diagnóstico e quais são as opções de tratamento disponíveis hoje. Falo também sobre quando a infiltração resolve e quando precisamos pensar em outras alternativas. Sigo sempre as diretrizes do Conselho Federal de Medicina.

O que é a bursite trocantérica

A bursa trocantérica é uma bolsa cheia de líquido que fica na lateral do quadril, sobre o osso chamado trocânter maior do fêmur. Ela funciona como uma almofada que reduz o atrito entre o osso e os tendões dos músculos glúteos que passam sobre ele. Quando essa bursa inflama por sobrecarga ou trauma repetitivo, surge a bursite trocantérica.

O termo técnico mais atual para essa condição é síndrome da dor trocantérica maior. Isso porque, em muitos casos, a dor não vem apenas da bursa inflamada. Pode haver também tendinopatia dos glúteos médio e mínimo associada. Esses tendões se inserem no trocânter maior e sofrem degeneração com movimentos repetitivos ou envelhecimento natural.

A bursite trocantérica pode aparecer após trauma direto na lateral do quadril, como uma queda. No entanto, a causa mais comum é a sobrecarga mecânica crônica. Desequilíbrios musculares, fraqueza dos abdutores do quadril, diferença de comprimento entre as pernas e alterações da marcha contribuem para o desenvolvimento da inflamação ao longo do tempo.

Por que a bursite trocantérica dói tanto à noite

A dor noturna característica da bursite trocantérica tem explicação biomecânica. Ao deitar de lado, o peso do corpo comprime diretamente a bursa inflamada contra o colchão. Essa pressão sustentada gera dor intensa que acorda o paciente ou impede o sono. Por isso, muitos pacientes relatam que só conseguem dormir do lado oposto ou de barriga para cima.

Além disso, a inflamação da bursa gera liberação local de mediadores inflamatórios. Essas substâncias sensibilizam as terminações nervosas ao redor, tornando a região mais dolorida ao toque e à compressão. Portanto, qualquer pressão externa se torna muito mais desconfortável do que seria em uma bursa saudável.

A dor também piora com atividades como subir escadas, caminhar longas distâncias ou ficar muito tempo em pé. Esses movimentos exigem contração dos músculos glúteos, que tracionam seus tendões sobre a bursa inflamada. Por isso, atividades simples do dia a dia se tornam limitantes para quem tem bursite trocantérica não tratada.

Como faço o diagnóstico

O diagnóstico da bursite trocantérica começa pela história clínica detalhada. Pergunto sobre a localização exata da dor, o que piora e o que alivia os sintomas, e há quanto tempo o problema começou. Ao exame físico, palpo a região lateral do quadril sobre o trocânter maior. A dor à palpação nesse ponto é um achado muito característico da condição.

Em seguida, testo a força dos músculos abdutores do quadril. Peço ao paciente para deitar de lado e elevar a perna contra a resistência da minha mão. A dor ou fraqueza durante esse movimento sugere tendinopatia associada dos glúteos. Solicito também radiografia do quadril para descartar artrose, fraturas ou calcificações.

Quando há dúvida diagnóstica ou suspeita de lesão tendínea associada, complemento com ultrassonografia ou ressonância magnética do quadril. Esses exames mostram o espessamento da bursa, a presença de líquido inflamatório e o estado dos tendões glúteos. 

O que a ciência diz sobre o tratamento

Uma revisão sistemática publicada no Journal of Orthopaedic Surgery and Research avaliou a eficácia da infiltração de corticosteroide na bursite trocantérica. Os autores analisaram múltiplos estudos randomizados e concluíram que a infiltração foi mais eficaz do que placebo ou cuidado usual no alívio da dor no curto prazo (até 3 meses). No entanto, no longo prazo (12 meses), a diferença diminuiu.

Outro estudo randomizado publicado no Annals of Family Medicine comparou infiltração de corticosteroide com cuidado usual. A infiltração mostrou resultado superior aos 3 meses de seguimento. No entanto, aos 12 meses, não houve diferença significativa entre os grupos. Esses dados mostram que a infiltração funciona bem no curto prazo, mas deve ser combinada com fisioterapia para resultados duradouros.

Opções de tratamento para bursite trocantérica

A primeira linha de tratamento inclui repouso relativo, gelo local por 15 a 20 minutos três vezes ao dia, e anti-inflamatórios orais quando necessário. A fisioterapia é fundamental. Os exercícios visam fortalecer os músculos abdutores do quadril, alongar a banda iliotibial e corrigir desequilíbrios musculares.

Além disso, oriento mudanças nos hábitos que sobrecarregam o quadril. Evitar ficar muito tempo em pé em superfícies duras, usar travesseiro entre as pernas ao dormir de lado e reduzir atividades de impacto ajudam na recuperação. Em pessoas com sobrepeso, o controle do peso corporal reduz a carga sobre a bursa e acelera a melhora.

Quando a infiltração está indicada

A infiltração de corticosteroide na bursa trocantérica está indicada quando o paciente não melhora com fisioterapia e medidas conservadoras após 4 a 6 semanas. Realizo o procedimento com guia de ultrassom no consultório. A precisão do ultrassom garante que o medicamento seja depositado exatamente na bursa inflamada.

Utilizo corticosteroide de ação prolongada associado a anestésico local. O alívio da dor costuma aparecer em 2 a 7 dias após a infiltração. Limito a 2 ou 3 aplicações no mesmo local ao longo de um ano. O uso excessivo pode enfraquecer os tendões glúteos que passam sobre a bursa. A infiltração é uma ferramenta dentro de um plano de tratamento completo.

Terapia por ondas de choque

A terapia por ondas de choque é uma opção para pacientes que não melhoram com infiltração ou que não podem usar corticosteroides. O procedimento estimula a reparação tecidual e reduz a inflamação crônica. São necessárias em geral de 3 a 5 sessões semanais. Os resultados aparecem de forma gradual ao longo de semanas.

Cirurgia: quando está indicada

A cirurgia fica reservada para menos de 10% dos casos. Indico quando o paciente não melhora após pelo menos 6 meses de tratamento conservador completo, incluindo fisioterapia, infiltrações e ondas de choque. O procedimento pode ser feito por via artroscópica e consiste em remover a bursa inflamada e reparar lesões tendíneas associadas quando presentes.

A recuperação após cirurgia leva em geral de 6 a 12 semanas. O retorno às atividades físicas acontece de forma progressiva, sempre com acompanhamento de fisioterapia. Antes de indicar cirurgia, avalio o impacto da dor na qualidade de vida e a resposta aos tratamentos anteriores.

Outras dúvidas

  • A bursite do quadril tem cura? Sim. A maioria dos pacientes se recupera completamente com tratamento adequado. Em alguns casos, pode haver recorrência se os fatores causadores não forem corrigidos.
  • Quanto tempo leva para a bursite melhorar? Com tratamento conservador bem conduzido, a melhora significativa aparece em 6 a 12 semanas. Casos mais crônicos podem levar até 6 meses para recuperação completa.
  • Posso continuar praticando esportes? Depende da intensidade da dor. Em geral, oriento reduzir atividades de impacto durante o tratamento. Com a melhora, o retorno é gradual e progressivo.

Recupere sua qualidade de vida

A bursite trocantérica é uma condição dolorosa que afeta significativamente a qualidade de vida. A dor lateral no quadril que piora à noite impede o sono e limita atividades diárias. No entanto, o tratamento adequado resolve a grande maioria dos casos sem necessidade de cirurgia.

O diagnóstico precoce e o início do tratamento logo nos primeiros sintomas aceleram a recuperação. Seguir as orientações de fisioterapia, corrigir fatores biomecânicos e evitar sobrecarga na região são fundamentais. A persistência no tratamento conservador é a chave para o sucesso.

Se você reconhece esses sintomas, agende uma consulta. Atendo em São Paulo e ofereço avaliação completa, com ultrassonografia no consultório e plano de tratamento individualizado. Entre em contato pelo WhatsApp aqui do consultórioo para agendar sua consulta.

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Esporão de calcâneo: por que dói e quando a infiltração resolve https://drpaulozugliani.com.br/esporao-de-calcaneo/ https://drpaulozugliani.com.br/esporao-de-calcaneo/#respond Mon, 23 Feb 2026 10:42:39 +0000 https://drpaulozugliani.com.br/?p=766 O esporão de calcâneo é uma das queixas mais frequentes que recebo no meu consultório. A pessoa pisa no chão e sente como se tivesse um prego cravado na sola do pé. Esse sinal clássico merece atenção e tem tratamento eficaz na grande maioria dos casos. A prevalência é alta. Segundo a Mayo Clinic, até […]

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O esporão de calcâneo é uma das queixas mais frequentes que recebo no meu consultório. A pessoa pisa no chão e sente como se tivesse um prego cravado na sola do pé. Esse sinal clássico merece atenção e tem tratamento eficaz na grande maioria dos casos.

A prevalência é alta. Segundo a Mayo Clinic, até 1 em cada 10 pessoas desenvolve dor no calcanhar associada à fáscia plantar ao longo da vida. Ele afeta especialmente pessoas entre 40 e 60 anos, quem passa muito tempo em pé, praticantes de corrida e beach tennis, além de pacientes com sobrepeso. A dor limita caminhar, trabalhar e até dormir.

Neste artigo explico o que é essa condição, por que ela causa dor, como funciona o diagnóstico e quais são as opções de tratamento disponíveis hoje. Falo também sobre quando a infiltração resolve o problema e quando precisamos pensar em outras alternativas. 

O que é o esporão de calcâneo

O esporão de calcâneo é uma proeminência óssea que cresce na parte inferior do calcanhar. Ele se forma por deposição de cálcio em resposta à tensão repetitiva exercida pela fáscia plantar sobre o osso calcâneo.

Muita gente acredita que o esporão em si causa a dor. Isso é um mito importante de desmistificar. Na maior parte dos casos, o esporão é consequência de um processo inflamatório crônico na fáscia plantar. Por isso, a dor não vem da proeminência óssea, mas da inflamação nos tecidos ao redor.

Existe ainda o esporão retrocalcaneano, que fica na parte de trás do calcanhar, na região de inserção do tendão de Aquiles. Esse tipo tem características diferentes e se relaciona mais com atividades esportivas de alto impacto. É comum que os dois tipos apareçam em corredores que aumentam a carga de treino de forma abrupta.

Por que o esporão de calcâneo dói

A fáscia plantar é uma fita de tecido conjuntivo firme que cobre toda a planta do pé. Ela vai do calcanhar até a base dos dedos e sustenta o arco plantar. A cada passo, essa estrutura sofre tensão mecânica considerável.

Quando essa tensão se repete em excesso, surgem microlesões na inserção da fáscia no calcâneo. O organismo tenta reparar essas microlesões continuamente. Com o tempo, esse processo gera inflamação crônica e calcificação no local, formando o esporão. Portanto, o esporão de calcâneo é, na prática, uma cicatriz óssea do tecido estressado.

A dor matinal característica tem uma explicação fisiológica clara. Durante o sono, o pé fica em posição de flexão plantar, o que encurta a fáscia. Ao pisar no chão pela manhã, a fáscia sofre tração brusca no ponto inflamado. Por isso os primeiros passos doem tanto. Com o movimento, a fáscia se aquece e a dor alivia temporariamente.

Fatores que aumentam a tensão na fáscia plantar

  • Sobrepeso e obesidade: aumentam a carga sobre o calcâneo a cada passo
  • Calçados inadequados: rasteirinhas e sapatos sem amortecimento não absorvem impacto
  • Encurtamento da panturrilha: uma musculatura posterior encurtada aumenta a tensão na fáscia
  • Pé plano ou cavo: alteram a distribuição de carga na planta do pé
  • Atividade física sem progressão: corrida e beach tennis com aumento abrupto de volume
  • Longas horas em pé: especialmente em pisos duros, como acontece com professores e cozinheiros

Como faço o diagnóstico no consultório

No consultório, o diagnóstico começa pela história clínica e pelo exame físico. Pergunto sobre o tipo de dor, em qual momento do dia ela piora e há quanto tempo o paciente convive com o problema. A dor matinal nos primeiros passos, com melhora ao longo do dia, é bastante sugestiva.

Ao exame físico, palpo a região do calcanhar. A dor à pressão no ponto de inserção da fáscia plantar é um achado clássico. Em seguida, solicito uma radiografia em incidência lateral do pé. O esporão aparece como uma projeção óssea na imagem. No entanto, é importante saber que o esporão pode estar presente sem causar nenhuma dor.

Quando há dúvida diagnóstica, complemento com ultrassonografia do pé. Esse exame mostra o espessamento da fáscia e a presença de inflamação ao redor da estrutura. Em casos específicos, indico ressonância magnética para detalhes sobre a extensão da lesão. Cada caso exige avaliação individualizada.

O que a ciência diz sobre o esporão de calcâneo

Um estudo publicado no periódico Cureus analisou a relação entre esporão de calcâneo e fascite plantar. Os autores demonstraram que o esporão está presente em até 85% dos pacientes com fascite plantar sintomática. No entanto, ele também aparece em 16% das pessoas sem qualquer dor no calcanhar.

Essa evidência reforça o que vejo na prática clínica: o esporão não é o vilão isolado. Ele é um marcador do processo inflamatório crônico da fáscia. Por isso, o tratamento precisa focar na resolução da inflamação, não na remoção do osso. Essa distinção muda completamente a conduta terapêutica.

Além disso, um estudo publicado no Journal of Clinical Medicine em 2023 comparou a terapia por ondas de choque com ablação por radiofrequência em pacientes com fascite plantar e esporão. Os dois tratamentos reduziram significativamente a dor e a limitação funcional. A terapia por ondas de choque se mostrou particularmente eficaz na redução da intensidade da dor.

Opções de tratamento para o esporão de calcâneo

Entre 85% e 90% dos pacientes respondem bem ao tratamento conservador dentro de 6 a 12 meses, segundo revisões da literatura ortopédica. Isso significa que a cirurgia é raramente necessária. A escada terapêutica começa pelas medidas mais simples e avança conforme a resposta de cada paciente.

Tratamento conservador

A primeira linha inclui repouso relativo, calçado com bom amortecimento, palmilhas ortopédicas personalizadas e fisioterapia. Os exercícios de alongamento da cadeia posterior, especialmente da fáscia plantar e da panturrilha, são fundamentais. Além disso, orientações sobre controle do peso corporal fazem diferença real no resultado final.

Quando o paciente persiste com dor apesar do tratamento inicial, introduzo a terapia por ondas de choque. Esse procedimento estimula a reparação tecidual por meio de pulsos acústicos de alta energia direcionados ao local inflamado. Em geral, são necessárias de 3 a 5 sessões semanais. Os resultados costumam ser duradouros.

Quando a infiltração está indicada

A infiltração no esporão de calcâneo entra em cena quando o paciente não melhora com fisioterapia após 4 a 6 semanas de tratamento bem conduzido. Utilizo corticosteroide de ação prolongada associado a anestésico local. O procedimento reduz rapidamente a inflamação e alivia a dor.

Realizo a infiltração com guia de ultrassom no consultório. Isso aumenta a precisão e reduz o risco de complicações. O paciente sente um leve desconforto no momento da aplicação, que dura poucos segundos. Após o procedimento, oriento repouso por 24 a 48 horas e retorno à fisioterapia.

Limito o número de infiltrações no mesmo local a no máximo 2 ou 3 aplicações por período. O uso excessivo de corticosteroide pode enfraquecer os tecidos ao redor. Por isso, a infiltração faz parte de um plano de tratamento global, não de uma abordagem isolada e repetida.

E a cirurgia?

A cirurgia fica reservada para casos selecionados. Indico quando o paciente não melhora após pelo menos 6 a 12 meses de tratamento conservador bem realizado. Esses casos representam menos de 10% dos pacientes que atendo com esse diagnóstico.

O procedimento consiste em liberar parcialmente a fáscia plantar e, quando necessário, ressecar o esporão. Realizo por via artroscópica, com duas pequenas incisões e recuperação mais rápida do que a via aberta. O retorno às atividades físicas acontece em geral entre 6 e 8 semanas após a cirurgia.

Antes de indicar qualquer cirurgia, avalio a intensidade da dor, o impacto na qualidade de vida, as condições clínicas gerais e a resposta aos tratamentos anteriores. A decisão cirúrgica é sempre compartilhada com o paciente, após discussão detalhada de riscos e benefícios.

O que acontece se eu não tratar o esporão de calcâneo

Muitos pacientes tentam conviver com a dor por meses, esperando que melhore sozinha. Em alguns casos, a melhora espontânea ocorre. No entanto, sem tratamento adequado, o processo inflamatório crônico progride e agrava a lesão da fáscia plantar.

Ao evitar apoiar o pé por causa da dor, o paciente começa a compensar na postura e no jeito de caminhar. Essas compensações sobrecarregam outras estruturas: joelho, quadril e coluna. Por isso, a dor no calcanhar não tratada pode gerar uma cadeia de problemas musculoesqueléticos ao longo do tempo.

Além disso, a postergação do tratamento torna o processo mais difícil de resolver. Uma fáscia plantar cronicamente inflamada responde menos às medidas conservadoras. Portanto, quando a dor aparece e persiste por mais de duas semanas, recomendo procurar um especialista para avaliação.

Como prevenir o esporão de calcâneo

A prevenção começa com escolhas simples no dia a dia. O calçado adequado é o primeiro passo. Invista em modelos com bom suporte para o arco do pé e amortecimento no calcanhar. Evite ficar descalço em pisos duros por longos períodos, especialmente pela manhã.

Se você pratica corrida ou beach tennis, respeite a progressão de treino. Aumentar volume e intensidade de forma gradual evita sobrecarga. Inclua alongamentos da panturrilha e da fáscia plantar na rotina. Exercícios de fortalecimento do pé e do tornozelo também ajudam a distribuir melhor as forças durante o movimento.

Controlar o peso corporal é outra medida preventiva eficaz. Cada quilo a mais representa aumento considerável na carga sobre o calcanhar. Se você tem histórico de problemas no pé ou pé plano, avalie com um especialista a necessidade de palmilhas ortopédicas personalizadas.

Não conviva com a dor

O esporão de calcâneo tem tratamento eficaz na grande maioria dos casos. A dor que ele gera impacta diretamente a qualidade de vida, mas existem recursos terapêuticos modernos disponíveis, do tratamento conservador às infiltrações guiadas por ultrassom e às ondas de choque. Seguir as orientações de um profissional de saúde é parte essencial do processo de recuperação.

Buscar avaliação ao primeiro sinal de dor persistente no calcanhar é fundamental. O tratamento precoce evita a progressão da inflamação e as compensações posturais que geram outros problemas ao longo do tempo. Quanto mais cedo o diagnóstico, mais simples tende a ser o tratamento.

Se você está sentindo essa dor e quer entender o seu caso, agende uma consulta comigo. Atendo em São Paulo e ofereço avaliação detalhada, com diagnóstico preciso e plano de tratamento individualizado. Entre em contato pelo WhatsApp e tire todas as suas dúvidas.

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Neuroma de Morton: a pedra no sapato que não existe https://drpaulozugliani.com.br/neuroma-de-morton/ https://drpaulozugliani.com.br/neuroma-de-morton/#respond Mon, 09 Feb 2026 10:38:25 +0000 https://drpaulozugliani.com.br/?p=763 O neuroma de Morton é uma das causas de dor no pé que mais confunde os pacientes. A queixa é quase sempre a mesma: “Doutor, sinto como se tivesse uma pedra dentro do sapato, mas não tem nada lá.”  Esse sintoma peculiar é um sinal clássico dessa condição, e entender o que acontece por dentro […]

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O neuroma de Morton é uma das causas de dor no pé que mais confunde os pacientes. A queixa é quase sempre a mesma: “Doutor, sinto como se tivesse uma pedra dentro do sapato, mas não tem nada lá.” 

Esse sintoma peculiar é um sinal clássico dessa condição, e entender o que acontece por dentro do pé é o primeiro passo para tratá-la corretamente.

A condição afeta aproximadamente 4% da população geral, segundo dados da literatura ortopédica. As mulheres são afetadas com muito mais frequência do que os homens, em uma proporção de até 8 para 1. 

O uso frequente de salto alto e bico fino está diretamente ligado a esse desequilíbrio. Por isso, a maioria dos pacientes que atendo com esse diagnóstico tem entre 40 e 60 anos e histórico de uso prolongado desse tipo de calçado.

O que é o neuroma de Morton

O neuroma de Morton não é, tecnicamente, um tumor. O nome pode assustar, mas trata-se de um espessamento do tecido que envolve um nervo digital plantar, em geral localizado entre o terceiro e o quarto metatarso, os ossos que formam o “peito do pé”. Esse espessamento ocorre por compressão e irritação crônica do nervo naquele espaço estreito.

O nome correto seria neurite interdigital ou neuropatia compressiva plantar. No entanto, o termo neuroma de Morton é o mais usado na prática clínica e o que os pacientes trazem quando chegam ao consultório depois de pesquisar os sintomas. Por isso, mantenho esse nome ao explicar a condição, mesmo que tecnicamente impreciso.

O espaço entre os metatarsos tem uma estrutura importante chamada ligamento metatarsal transverso profundo. Esse ligamento passa por cima do nervo. Quando o pé sofre compressão repetida, como acontece com calçados apertados ou atividades de alto impacto, o nervo fica espremido entre o ligamento e o solo. Essa compressão repetida gera fibrose ao redor do nervo, formando o espessamento característico da condição.

Por que aparece aquela sensação de pedra no sapato

A sensação de pedra, ou de algo estranho dentro do calçado, tem uma explicação fisiológica direta. O nervo comprimido começa a enviar sinais elétricos anômalos para o cérebro. Esses sinais chegam como dor em queimação, formigamento, dormência ou a famosa sensação de pressão localizada na planta do pé.

Além disso, o espessamento do nervo ocupa fisicamente espaço entre os metatarsos. Por isso, ao apoiar o pé no chão, o paciente sente de fato um volume ali. A sensação é real, ainda que não exista nenhum objeto estranho. Ao tirar o sapato e massagear o pé, a dor alivia temporariamente porque a pressão sobre o nervo diminui.

Um achado que uso muito no exame clínico é o sinal de Mulder. Ao comprimir lateralmente o antepé com uma mão e pressionar o espaço interdigital com a outra, provoco um clique palpável e dor característica. Esse sinal positivo, combinado com a história clínica típica, já direciona bastante o diagnóstico antes de qualquer exame de imagem.

Como faço o diagnóstico

O diagnóstico começa pela história clínica detalhada. Pergunto sobre o tipo de calçado usado, a localização exata da dor, se há dormência nos dedos e se os sintomas melhoram ao tirar o sapato. Esses dados, combinados com o exame físico, já fornecem um diagnóstico bastante seguro na maioria dos casos.

Para confirmar, solicito ultrassonografia do pé. Esse exame é excelente para identificar o espessamento do nervo e medir seu tamanho, o que ajuda a planejar o tratamento. Espessamentos acima de 5 mm costumam responder menos ao tratamento conservador. Em seguida, complemento com ressonância magnética quando há dúvida ou suspeita de outras lesões associadas, como indicam as diretrizes da American Academy of Orthopaedic Surgeons.

O que a ciência diz sobre o tratamento

Uma revisão sistemática publicada na revista Clinics in Orthopedic Surgery analisou 469 pacientes tratados com infiltração de corticosteroide para neuroma de Morton. Os resultados mostraram satisfação clínica em até 3 a 12 meses de seguimento. 

No entanto, cerca de 30% dos pacientes precisaram de cirurgia posteriormente por dor persistente. Esse dado reforça o que vejo na prática: a infiltração funciona bem como primeira linha, mas nem sempre resolve definitivamente.

Por isso, defendo uma abordagem escalonada. Começo pelo tratamento mais simples e avanço conforme a resposta de cada paciente. A maioria melhora antes de chegar à cirurgia.

Opções de tratamento para o neuroma de Morton

A primeira medida é a troca do calçado. Modelos com bico mais largo, menor salto e bom amortecimento reduzem a compressão sobre o nervo. Palmilhas com separador metatarsal ajudam a distribuir melhor a carga e aliviam a pressão no ponto afetado. Para muitos pacientes, essa mudança simples já traz alívio significativo em poucas semanas.

Além disso, a fisioterapia trabalha o fortalecimento da musculatura intrínseca do pé e melhora a biomecânica do apoio. Em casos iniciais, esse conjunto de medidas resolve o problema sem necessidade de nenhum procedimento. Por isso, sempre inicio por aqui, antes de qualquer intervenção mais invasiva.

Quando a infiltração está indicada

A infiltração para o neuroma de Morton entra em cena quando o paciente não melhora com as medidas conservadoras após 4 a 6 semanas. Realizo o procedimento com guia de ultrassom, o que permite posicionar a agulha com precisão no espaço interdigital afetado. Uso corticosteroide de ação prolongada associado a anestésico local.

O alívio costuma aparecer em poucos dias. Limito a 2 ou 3 aplicações no mesmo local, pois o uso excessivo pode fragilizar os tecidos ao redor. Quando o neuroma tem mais de 5 mm ao ultrassom, a resposta à infiltração tende a ser menor. Nesse caso, avanço mais rapidamente para outras opções.

Cirurgia: quando está indicada

A cirurgia fica reservada para quem não melhora após o tratamento conservador completo e as infiltrações. Realizo a neurectomia, que consiste em retirar o segmento espessado do nervo, por uma pequena incisão no dorso do pé. O paciente costuma ter alta no mesmo dia e retorna às atividades em 3 a 6 semanas.

É importante saber que a retirada do nervo pode deixar dormência permanente entre os dedos afetados. Explico isso com clareza antes de indicar a cirurgia. Na maioria dos casos, os pacientes consideram a dormência bem tolerável em comparação com a dor que tinham antes.

Busque o tratamento mais eficiente

O neuroma de Morton é uma condição real, com sintomas muito específicos e tratamento eficaz disponível. A sensação de pedra no sapato que não existe é um sinal que o nervo está enviando ao cérebro e que merece atenção especializada. Quanto antes o diagnóstico, mais simples tende a ser a abordagem necessária.

Sempre oriento os meus pacientes a não tentar conviver com essa dor por tempo prolongado. A compressão crônica do nervo pode aumentar o espessamento e tornar o tratamento mais complexo. Seguir as orientações de um profissional de saúde faz toda a diferença no resultado final.

Se você reconhece esses sintomas, agende uma consulta comigo. Atendo em São Paulo, com avaliação detalhada, ultrassonografia e plano de tratamento individualizado. Entre em contato e agende sua consulta.

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Fascite plantar: aquela dor na sola do pé ao acordar tem tratamento https://drpaulozugliani.com.br/fascite-plantar/ https://drpaulozugliani.com.br/fascite-plantar/#respond Mon, 19 Jan 2026 18:42:04 +0000 https://drpaulozugliani.com.br/?p=760 A fascite plantar é aquela dor intensa que surge logo nos primeiros passos ao sair da cama. Frequentemente recebo pacientes com essa queixa no meu consultório. Você sente como se estivesse pisando em uma agulha ou pedra pontiaguda. Essa condição afeta diretamente a sua qualidade de vida e o seu humor matinal. No entanto, muitas […]

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A fascite plantar é aquela dor intensa que surge logo nos primeiros passos ao sair da cama. Frequentemente recebo pacientes com essa queixa no meu consultório. Você sente como se estivesse pisando em uma agulha ou pedra pontiaguda.

Essa condição afeta diretamente a sua qualidade de vida e o seu humor matinal. No entanto, muitas pessoas ignoram o sintoma inicial e esperam a dor piorar. O tratamento precoce evita que o problema se torne crônico e limitante.

Quero explicar exatamente o que acontece dentro do seu pé de forma simples. Além disso, vou mostrar as melhores opções para você voltar a caminhar sem sofrimento. Fique tranquilo, pois existe solução e eu vou te ajudar.

Entendendo a anatomia: o que é a fáscia plantar

Imagine uma corda esticada que conecta o seu calcanhar até os dedos do pé. Essa estrutura fibrosa e resistente se chama fáscia plantar. Ela funciona como um amortecedor natural e sustenta o arco do seu pé.

Nós exigimos muito dessa estrutura durante a caminhada, corrida ou apenas ficando em pé. Consequentemente, microlesões podem ocorrer nesse tecido quando há sobrecarga excessiva ou impacto repetitivo. O corpo tenta cicatrizar essas lesões e gera um processo inflamatório local.

Portanto, a dor não vem do osso, mas sim desse tecido mole espessado e inflamado. A falta de elasticidade da fáscia piora o quadro, principalmente após períodos de repouso. Por isso a dor é tão forte pela manhã.

Diferença entre fascite e esporão do calcâneo

Muitos pacientes chegam ao consultório achando que a dor vem de um “osso crescendo”. Você precisa saber que o esporão é apenas uma consequência e raramente causa dor. A verdadeira vilã costuma ser a fascite plantar inflamada.

O esporão aparece no raio-x como uma pontinha óssea no calcanhar. Ele se forma pela tração crônica da fáscia no osso ao longo dos anos. Ou seja, ele é o resultado da tensão e não a causa primária do problema.

Dessa forma, focar no tratamento do esporão é um erro comum que atrasa sua melhora. Problemas biomecânicos, como o joanete, também alteram a pisada e podem agravar o quadro. Assim, precisamos olhar para o pé como um todo.

Fatores de risco e causas comuns

Alguns formatos de pé favorecem o aparecimento dessa inflamação dolorosa. Pés muito planos (chatos) ou pés muito cavos (arcos altos) estressam a fáscia de maneiras diferentes. A biomecânica alterada sobrecarrega o tecido a cada passo que você dá.

Além disso, o uso de calçados inadequados contribui significativamente para o problema. Sapatos com solado muito rígido ou totalmente rasteiros, como chinelos, não oferecem suporte. Essas são lesões comuns em corredores, especialmente quando aumentam o volume de treino repentinamente.

O excesso de peso corporal é outro fator que não podemos ignorar. Cada quilo extra gera um impacto maior sobre as estruturas de amortecimento do pé. Portanto, o controle de peso ajuda bastante no alívio dos sintomas a longo prazo.

Tratamentos conservadores que funcionam

A grande maioria dos casos melhora sem necessidade de cirurgia, o que é ótimo. Segundo a American Academy of Orthopaedic Surgeons, o pilar principal do tratamento envolve alongamentos específicos. Gelo local também ajuda muito no alívio da dor aguda.

Eu costumo indicar o uso de palmilhas personalizadas para corrigir a pisada e dar suporte ao arco. Além disso, a fisioterapia analgésica e as ondas de choque trazem excelentes resultados. Em casos mais resistentes, podemos realizar uma infiltração com precisão.

Veja algumas medidas simples que ajudam:

  • Alongar a panturrilha três vezes ao dia;
  • Congelar uma garrafa d’água e rolar sob o pé;
  • Evitar andar descalço em superfícies rígidas;
  • Usar calçados com salto leve de dois centímetros.

O que a ciência diz sobre os alongamentos

Eu baseio minhas condutas em evidências científicas sólidas para garantir sua segurança. Um estudo clássico de DiGiovanni et al., publicado no Journal of Bone and Joint Surgery, comprovou algo interessante. O estudo comparou alongamentos gerais contra alongamentos específicos da fascite plantar.

Os pesquisadores notaram que pacientes que alongavam especificamente a fáscia tiveram resultados superiores. O grupo que focou apenas no tendão de Aquiles demorou mais para relatar alívio da dor. Isso mostra a importância de um diagnóstico correto e orientação precisa.

Portanto, não adianta fazer qualquer exercício que você vê na internet sem critério. A técnica correta faz toda a diferença entre continuar com dor ou curar a lesão. Eu ensino esses movimentos específicos durante a consulta para acelerar sua recuperação.

Tratamentos avançados e infiltração

Existem casos onde a dor persiste mesmo com alongamentos e medicação oral. Nessas situações, a fascite plantar pode exigir terapias mais diretas e potentes. A infiltração com corticoides ou ácido hialurônico é uma ferramenta poderosa.

Eu realizo esse procedimento no consultório com anestesia local para seu conforto. O processo é muito similar à técnica de infiltração no joelho, sendo rápido e seguro. A melhora da dor costuma ser significativa logo nos primeiros dias.

Outra opção moderna é a terapia por ondas de choque extracorpórea. Esse método estimula a circulação sanguínea local e promove a regeneração do tecido doente. Avalio cada caso individualmente para decidir qual a melhor abordagem para você.

Recupere sua liberdade de caminhar sem dor

Viver com dor no pé limita suas atividades e tira sua alegria de viver. Você viu que a fascite plantar tem diversas opções de tratamento conservador muito eficazes. Não aceite o desconforto como algo normal da sua rotina.

O segredo do sucesso está na constância dos alongamentos e na mudança de alguns hábitos. Pequenos ajustes no calçado e na rotina diária trazem grandes benefícios. Eu estou aqui para guiar você nesse processo de recuperação segura.

Sinto que posso ajudar você a pisar firme e sem dor novamente. Agende sua consulta comigo e vamos avaliar o seu caso com a atenção que você merece. Sua saúde não pode esperar.

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Tendinite de Aquiles: não ignore a dor atrás do tornozelo https://drpaulozugliani.com.br/tendinite-de-aquiles/ https://drpaulozugliani.com.br/tendinite-de-aquiles/#respond Mon, 05 Jan 2026 18:37:19 +0000 https://drpaulozugliani.com.br/?p=757 A tendinite de Aquiles causa um desconforto persistente e limitante na região posterior do tornozelo. Essa estrutura conecta a musculatura da panturrilha ao osso do calcanhar e suporta grandes cargas. Infelizmente, a inflamação começa de forma leve e muitos pacientes acabam ignorando os primeiros sinais. O tendão perde elasticidade e resistência com o passar do […]

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A tendinite de Aquiles causa um desconforto persistente e limitante na região posterior do tornozelo. Essa estrutura conecta a musculatura da panturrilha ao osso do calcanhar e suporta grandes cargas. Infelizmente, a inflamação começa de forma leve e muitos pacientes acabam ignorando os primeiros sinais.

O tendão perde elasticidade e resistência com o passar do tempo ou devido ao excesso de uso. Atletas e pessoas que aumentam a intensidade dos treinos repentinamente formam o principal grupo de risco. Contudo, o uso de calçados inadequados no dia a dia também desencadeia o problema.

A dor costuma piorar pela manhã ou logo após o início de uma atividade física. Entender a gravidade desse quadro evita complicações sérias no futuro, como a ruptura total do tendão. Portanto, a atenção aos sintomas iniciais garante uma recuperação muito mais simples e rápida.

Por que o tendão inflama e dói?

O tendão de Aquiles é o mais forte e espesso do corpo humano. Ele precisa suportar todo o peso do corpo a cada passo, salto ou corrida. No entanto, essa demanda excessiva gera microlesões nas fibras de colágeno que compõem a estrutura.

A região possui uma vascularização sanguínea naturalmente pobre em comparação com outros tecidos. Isso significa que o corpo tem mais dificuldade para reparar essas pequenas lesões espontaneamente. O acúmulo desses danos sem o devido repouso leva ao quadro de tendinite de Aquiles.

Além disso, a falta de fortalecimento muscular e o encurtamento da cadeia posterior agravam a situação. Essa condição aparece frequentemente na lista de lesões comuns em corredores, pois o impacto repetitivo é um grande vilão. Assim, o equilíbrio muscular torna-se essencial para a proteção articular.

O risco silencioso da ruptura total

A maior preocupação médica em relação a essa inflamação crônica é a possibilidade de ruptura. Um tendão degenerado e inflamado perde a capacidade de suportar tensão súbita. Nesses casos, um movimento simples pode fazer com que ele se rompa completamente.

Pacientes descrevem a ruptura como a sensação de receber uma “pedrada” forte atrás do tornozelo. Segundo a Mayo Clinic, isso geralmente vem acompanhado de um estalo audível e dor aguda imediata. A capacidade de caminhar fica imediatamente comprometida após esse evento traumático.

A ruptura exige um tratamento muito mais complexo e, muitas vezes, cirúrgico para reconstrução. Por isso, tratar a tendinite de Aquiles enquanto ela é apenas uma inflamação é a melhor estratégia. A prevenção da ruptura deve ser a prioridade absoluta no cuidado ortopédico.

Diagnóstico e primeiros cuidados

A identificação correta do problema depende de um exame físico detalhado e exames de imagem. O ultrassom e a ressonância magnética mostram o grau de espessamento e a qualidade do tecido. Esses exames ajudam a descartar outras patologias que afetam o retropé.

O tratamento inicial foca na redução da dor e no controle da inflamação local. O uso de gelo, repouso relativo e calçados com pequena elevação no calcanhar alivia a tensão. Em alguns casos, o uso de órteses ajuda a estabilizar a articulação.

Saber como prevenir lesões no tornozelo inclui também o cuidado com a superfície onde você caminha ou treina. Terrenos muito duros ou irregulares aumentam a vibração e o estresse sobre o tendão doente. Portanto, a modificação das atividades diárias é parte fundamental da cura.

A importância dos exercícios excêntricos

A reabilitação moderna da tendinite de Aquiles baseia-se fortemente em exercícios de fortalecimento específicos. O protocolo de exercícios excêntricos demonstrou ser extremamente eficaz na reorganização das fibras do tendão. Esse movimento consiste em alongar o músculo enquanto ele está contraído sob carga.

Uma revisão sistemática recente, disponível na National Library of Medicine, confirmou que o exercício excêntrico é mais eficaz que outras modalidades para tratar a porção média do tendão. O fortalecimento aumenta a resistência do tecido e estimula a produção de colágeno saudável. A fisioterapia guiada garante que a execução do movimento seja perfeita e segura.

Diferente de outras tendinites, o repouso absoluto prolongado nem sempre é a melhor saída aqui. O tendão precisa de estímulo mecânico controlado para se regenerar corretamente. Assim, o movimento supervisionado atua como um verdadeiro remédio para a estrutura lesionada.

Terapias complementares e retorno ao esporte

Existem opções para casos onde a fisioterapia tradicional não apresenta a resposta esperada. A Terapia por Ondas de Choque é uma excelente alternativa não invasiva para casos crônicos. Ela estimula a vascularização local e acelera o processo de cicatrização natural.

É preciso ter cautela com infiltrações de corticoide diretamente no tendão de Aquiles. O uso indiscriminado dessa substância nessa região específica pode aumentar o risco de ruptura e enfraquecimento. Por isso, a avaliação de um especialista em pé e tornozelo é indispensável.

O retorno às atividades esportivas deve ocorrer de maneira gradual e sem dor. A pressa para voltar a correr ou jogar bola frequentemente causa a recidiva da tendinite de Aquiles. O respeito aos prazos biológicos do corpo define o sucesso do tratamento.

Volte a movimentar-se com segurança

A dor atrás do tornozelo não deve ser uma companheira constante na sua rotina diária. A tendinite de Aquiles tem cura e o tratamento conservador apresenta altas taxas de sucesso. Você não precisa conviver com o medo de uma ruptura repentina.

A chave para a recuperação plena está na disciplina com os exercícios e na paciência. Pequenos ajustes na carga de treino e no calçado fazem uma diferença enorme. O acompanhamento profissional oferece a segurança necessária para cada passo da reabilitação.

Investir na saúde dos seus pés garante liberdade para praticar esportes e caminhar por muitos anos. Vamos avaliar a saúde do seu tendão e traçar o melhor plano para você. Agende sua consulta e comece a tratar a causa da sua dor.

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