Dr. Paulo Zugliani https://drpaulozugliani.com.br/ Tue, 06 Oct 2026 21:26:07 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://drpaulozugliani.com.br/wp-content/uploads/2024/05/cropped-SIMBOLO_BRANCO_Dr.-PAULO_fundo-transparente-scaled-1-32x32.webp Dr. Paulo Zugliani https://drpaulozugliani.com.br/ 32 32 Sesamoidite: quando o dedão do pé dói e fica inchaço na planta durante esportes https://drpaulozugliani.com.br/dedao-do-pe-doi/ https://drpaulozugliani.com.br/dedao-do-pe-doi/#respond Mon, 19 Oct 2026 21:24:07 +0000 https://drpaulozugliani.com.br/?p=819 Atendo muitos dançarinos, corredores e atletas de impacto em São Paulo com uma queixa bem específica: dor intensa logo sob o dedão do pé na planta. Descobrem que têm sesamoidite e frequentemente não sabem nem o que são os ossos sesamoides. Na verdade, você tem dois pequenos ossos redondos embutidos nos tendões sob o dedão. […]

The post Sesamoidite: quando o dedão do pé dói e fica inchaço na planta durante esportes appeared first on Dr. Paulo Zugliani.

]]>

Atendo muitos dançarinos, corredores e atletas de impacto em São Paulo com uma queixa bem específica: dor intensa logo sob o dedão do pé na planta. Descobrem que têm sesamoidite e frequentemente não sabem nem o que são os ossos sesamoides. Na verdade, você tem dois pequenos ossos redondos embutidos nos tendões sob o dedão. Quando esses ossos inflamam, causa uma dor debilitante que impede caminhar normalmente.

A sesamoidite é inflamação dos ossos sesamoides e dos tendões ao redor deles. Esses ossos pequeninhos são extremamente importantes para a biomecânica do pé durante caminhada e especialmente durante corrida, dança ou qualquer atividade que exija impacto repetitivo sob o dedão.

Neste artigo explico o que são os sesamoides, por que inflamam especialmente em atletas de São Paulo, como diagnosticar corretamente, e qual é o melhor tratamento para voltar a caminhar e treinar sem dor.

Anatomia dos sesamoides e por que são tão importantes

Os sesamoides são dois pequenos ossos arredondados que se parecem com grãos de milho, embutidos nos tendões que passam pela planta do pé sob a cabeça do primeiro metatarso. Esses ossos funcionam como uma polia: aumentam a força mecânica dos tendões flexores do dedão e distribuem o impacto durante atividades que exigem caminhar ou pular.

Durante corrida ou dança, praticamente todo o peso corporal passa sobre esses pequenos ossos repetidamente. Quando a atividade é excessiva ou a biomecânica está desalinhada, esses ossos ficam inflamados. Diferente de outras partes do pé, os sesamoides recebem pouco fluxo sanguíneo, o que torna a cicatrização mais lenta. O desalinhamento também pode estar associado a joanete, que altera toda a biomecânica do pé anterior.

Sintomas característicos de sesamoidite

A dor se localiza bem sob a cabeça do primeiro metatarso, na planta do pé logo atrás do dedão. Inicialmente, dói apenas durante atividades de impacto como corrida ou dança. Muitos pacientes descrevem uma sensação de “pedra” sob o pé ou brutalidade na planta.

Com o tempo, o inchaço fica mais evidente e visível na planta. A criança ou atleta desenvolve uma marcha alterada tentando evitar colocar peso naquela região. Eventualmente, mesmo andar normalmente causa dor significativa.

Importante: sesamoidite é diferente de fratura de sesamoide, embora possam coexistir. Na sesamoidite, o osso está intacto mas os tendões ao redor estão inflamados. Se houver também dor durante impacto progressivo, pode indicar múltiplas sobrecargas no pé anterior.

Diagnóstico que diferencia de outras dores no pé

Palpo especificamente sobre os sesamoides, entre a planta do pé e o dedão. Reproduzo a dor comprimindo a região. Também realizo teste de flexão do dedão contra resistência observando se há dor.

Radiografia mostra os ossos sesamoides com clareza e afasta fraturas. Ultrassom é perfeito para visualizar inflamação dos tendões ao redor. Ressonância magnética complementa quando há suspeita de lesão tendínea associada. O diferencial entre sesamoidite e metatarsalgia é a localização exata da dor e o padrão de resposta ao teste do dedão.

O que a ciência diz sobre tratamento conservador

Uma revisão sistemática publicada em 2024 analisou tratamento conservador de sesamoidite em populações atléticas. Os autores descobriram que modificação de atividade, repouso e órteses personalizadas resultaram em retorno ao esporte em 60-80% dos casos sem cirurgia.

Outro estudo da Mayo Clinic confirmou que estratégias biomecânicas combinadas com modificação de atividade acelerasse cicatrização quando tratamento conservador inicial é bem estruturado.

Tratamento conservador que alivia a dor

O tratamento começa com repouso relativo de atividades que causam dor. Gelo local por 15-20 minutos, 3-4 vezes ao dia reduz inflamação nos primeiros dias. Anti-inflamatórios orais (ibuprofeno) ajudam no controle da dor.

Modificação de calçado é essencial: sapatos com “rocker bottom” (sola em forma de U) reduzem movimento excessivo do dedão. Evitar salto alto e ficar descalço também ajuda. Sapatos muito planos sobrecarregam os sesamoides.

Palmilhas customizadas com alívio sob os sesamoides distribuem melhor as pressões. Fitas adesivas especiais com absorção de impacto também oferecem alívio. Fisioterapia com alongamento suave e fortalecimento complementa a recuperação.

A maioria dos casos melhora completamente em 6-12 semanas com essas medidas simples.

Quando procedimentos mais avançados são necessários

Se tratamento conservador bem conduzido por 6-8 semanas não resolve, técnicas de infiltração com orientação ultrassonográfica podem reduzir inflamação rapidamente e permitir progresso melhor no retorno às atividades.

Cirurgia é extremamente rara e reservada para casos com fratura sesamoide associada ou inflamação crônica refratária. Remover o sesamoide cirurgicamente é controversial porque altera a biomecânica permanentemente.

Sesamoidite é uma condição frequente em dançarinos, corredores e atletas em São Paulo, mas totalmente tratável com abordagem correta. Palmilhas customizadas, modificação de calçado e repouso relativo resolvem a maioria dos casos sem cirurgia. Diagnóstico precoce e tratamento rápido evitam cronificação.

Se você tem dor sob o dedão do pé durante esportes ou caminhada, procure avaliação. Atendo em São Paulo com ultrassom no consultório. Entre em contato pelo WhatsApp (11) 98799-3104.

The post Sesamoidite: quando o dedão do pé dói e fica inchaço na planta durante esportes appeared first on Dr. Paulo Zugliani.

]]>
https://drpaulozugliani.com.br/dedao-do-pe-doi/feed/ 0
Fratura de estresse no metatarso: quando a dor no pé piora com o treino e não passa em repouso https://drpaulozugliani.com.br/fratura-de-estresse/ https://drpaulozugliani.com.br/fratura-de-estresse/#respond Mon, 05 Oct 2026 21:20:45 +0000 https://drpaulozugliani.com.br/?p=816 A fratura de estresse no metatarso é uma lesão que atendo frequentemente em corredores e atletas de São Paulo que chegam ao consultório com uma história típica: começou como uma dor leve durante a corrida, foi ignorada, e agora dói até ao caminhar normalmente. Muitos correm maratonas ou aumentaram repentinamente a quilometragem e desenvolveram uma […]

The post Fratura de estresse no metatarso: quando a dor no pé piora com o treino e não passa em repouso appeared first on Dr. Paulo Zugliani.

]]>

A fratura de estresse no metatarso é uma lesão que atendo frequentemente em corredores e atletas de São Paulo que chegam ao consultório com uma história típica: começou como uma dor leve durante a corrida, foi ignorada, e agora dói até ao caminhar normalmente. Muitos correm maratonas ou aumentaram repentinamente a quilometragem e desenvolveram uma fissura microscópica no osso do pé. É uma condição que assusta, mas responde muito bem ao tratamento quando diagnosticada cedo.

A fratura de estresse é uma pequena fissura no osso causada por sobrecarga repetitiva e microtraumas cumulativos sem tempo suficiente para recuperação. Diferente de uma fratura aguda causada por trauma direto, a fratura de estresse surge gradualmente durante semanas ou meses de atividade excessiva. O segundo, terceiro e quarto metatarsos são os mais afetados em atletas de São Paulo que correm, jogam futebol ou fazem atividades de impacto.

Neste artigo explico por que atletas em São Paulo desenvolvem fratura de estresse no pé, como diferenciar dessa simples dor muscular, e qual é o tratamento correto para retornar ao esporte.

Por que a fratura de estresse no metatarso acontece durante o treino intenso

A fratura de estresse ocorre quando há desequilíbrio entre destruição óssea e formação óssea. Durante exercício intenso, osteoclastos (células que removem osso) trabalham mais rápido que osteoblastos (células que formam osso novo). Esse desequilíbrio causa microfissuras progressivas.

Aumento rápido da intensidade ou volume de treino é a causa número um. Vi muitos corredores em São Paulo que decidiram treinar para maratona e aumentaram a quilometragem de 20 para 40 quilômetros por semana em poucas semanas. Pior ainda: mudanças no tipo de treino, como passar de pista para rua irregular, disparam a fratura de estresse.

Atletas mulheres têm risco aumentado, especialmente aquelas com desequilíbrio hormonal. Deficiência de vitamina D, nutrição inadequada e desalinhamento biomecânico dos pés também predispõem. Sapatos inadequados com amortecimento insuficiente pioram o problema. Pessoas que sofrem com entorse de tornozelo recorrente também desenvolvem compensações que predispõem a fratura de estresse.

Sintomas que começam leves e pioram progressivamente

Inicialmente, o paciente sente dor específica no pé apenas durante atividades de impacto, principalmente ao correr. A dor desaparece com repouso. Muitos atletas continuam treinando achando que é apenas fadiga muscular.

Gradualmente, a dor piora e passa a aparecer mais cedo durante a corrida. Inchaço leve no local onde dói surge. A criança ou atleta começa a coxear ligeiramente. Eventualmente, a dor aparece até ao caminhar normalmente, limitando completamente qualquer atividade física.

A diferença entre dor muscular e fratura de estresse é que a dor muscular melhora com dias de repouso. A fratura de estresse piora progressivamente se o atleta continuar atividades de impacto. Isso é diferente também de metatarsalgia, que é sobrecarga do metatarso sem fissura óssea.

Diagnóstico que não deve ser perdido

Pergunto detalhadamente sobre o padrão da dor, quando começou e o que piora. Palpo especificamente a região afetada do metatarso procurando por ponto de dor muito localizado e possivelmente pequeno inchaço.

Radiografia simples é frequentemente negativa nos primeiros dias da fratura de estresse, o que assusta muitos atletas. Se minha suspeita clínica for alta e radiografia negativa, solicito ultrassom ou ressonância magnética que detectam edema ósseo e microfissuras muito antes que radiografia mostre qualquer coisa.

O que a ciência diz sobre tratamento conservador

Uma revisão sistemática publicada em 2024 mostrou que fraturas de estresse dos metatarsos 2-4 cicatrizam bem com tratamento conservador, atingindo 90% de retorno ao esporte. A pesquisa confirmou que proteção com boot de marcha e modificação de atividade resolvem a maioria dos casos.

Outro estudo em British Journal of Sports Medicine 2023 (Hoenig et al.) avaliou retorno ao esporte após fraturas de estresse. Atletas com metatarsos 2-4 voltaram ao esporte em média em 8-12 semanas com tratamento conservador bem estruturado.

Tratamento conservador que funciona

O tratamento começa com repouso relativo imediato. Atividades de alto impacto (corrida, futebol, saltos) param completamente. Natação ou ciclismo sem peso no pé são permitidos se não causarem dor.

Uso de boot de marcha por 4-6 semanas protege o osso enquanto cicatriza. Gelo local por 15 minutos, 3-4 vezes ao dia reduz inchaço. Anti-inflamatórios orais (ibuprofeno) ajudam nos primeiros dias.

Palmilhas customizadas com alinhamento correto distribuem melhor as pressões durante recuperação. Vitamina D e nutrição adequada são essenciais para cicatrização óssea. Fisioterapia com exercícios progressivos reconstrói força quando a dor diminui.

Retorno gradual ao esporte é crucial: aumentar atividade em máximo 10% por semana. Maioria dos atletas retorna completamente entre 8-12 semanas.

Quando a cirurgia é necessária

Cirurgia é reservada para fraturas do quinto metatarso (zona 2) em atletas de alta performance, onde risco de não-cicatrização é alto. O procedimento envolve colocar parafuso através da fratura para estimular cicatrização. Recuperação é de 8-12 semanas com enxerto adequado.

Fratura de estresse no metatarso é uma lesão comum em atletas ativos em São Paulo, mas totalmente evitável com treino progressivo. O diagnóstico precoce e tratamento conservador resolvem a maioria dos casos sem necessidade de cirurgia. Atletas que retornam gradualmente após cicatrização completa têm excelentes resultados.

Se você tem dor no pé relacionada a esportes que não melhora com repouso, procure avaliação ortopédica. Atendo em São Paulo na zona sul com ultrassom e ressonância magnética no consultório para diagnóstico preciso. Entre em contato pelo WhatsApp (11) 98799-3104.

The post Fratura de estresse no metatarso: quando a dor no pé piora com o treino e não passa em repouso appeared first on Dr. Paulo Zugliani.

]]>
https://drpaulozugliani.com.br/fratura-de-estresse/feed/ 0
Síndrome de Sever: quando a criança atleta em São Paulo sente dor intensa no calcanhar https://drpaulozugliani.com.br/sindrome-de-sever/ https://drpaulozugliani.com.br/sindrome-de-sever/#respond Mon, 21 Sep 2026 20:56:04 +0000 https://drpaulozugliani.com.br/?p=811 A síndrome de Sever é uma condição que vejo com frequência em meu consultório em São Paulo quando pais levam seus filhos reclamando de dor intensa no calcanhar.  Frequentemente, essas crianças praticam futebol, basquete ou fazem atletismo e simplesmente pararam de jogar porque a dor não passa. O erro comum é achar que é um […]

The post Síndrome de Sever: quando a criança atleta em São Paulo sente dor intensa no calcanhar appeared first on Dr. Paulo Zugliani.

]]>

A síndrome de Sever é uma condição que vejo com frequência em meu consultório em São Paulo quando pais levam seus filhos reclamando de dor intensa no calcanhar. 

Frequentemente, essas crianças praticam futebol, basquete ou fazem atletismo e simplesmente pararam de jogar porque a dor não passa. O erro comum é achar que é um problema grave que exige cirurgia. Na verdade, entendida corretamente, a síndrome de Sever responde muito bem ao tratamento conservador.

A apofisita do calcâneo, nome técnico para síndrome de Sever, é uma inflamação da placa de crescimento no calcanhar que afeta crianças durante o estirão de crescimento puberal, geralmente entre 9 e 14 anos. 

Durante esse período, os ossos crescem mais rápido que os músculos e tendões. O tendão de Aquiles, que se insere no calcanhar, fica tenso demais e traciona a placa de crescimento ainda não completamente ossificada. Isso causa inflamação e dor.

Neste artigo explico exatamente o que é a síndrome de Sever, por que afeta especialmente crianças atletas em São Paulo, como diagnosticar corretamente e qual é o melhor tratamento para que seu filho volte a praticar esportes sem dor.

Por que a síndrome de Sever afeta crianças atletas especificamente

A síndrome de Sever ocorre durante o pico de crescimento, quando a placa de ossificação do calcâneo ainda está em desenvolvimento. Essa estrutura está sendo constantemente submetida a força. O tendão de Aquiles, responsável por flexionar o pé para caminhar, correr e pular, exerce tração contínua nessa placa ainda imatura.

Crianças que praticam esportes que envolvem corrida, saltos e mudanças de direção rápidas sofrem mais microtraumas repetitivos. Futebol, basquete, vôlei e atletismo são especialmente frequentes causa de síndrome de Sever em São Paulo. Aumentos rápidos no volume de treino sem adaptação progressiva também dispara a condição.

Interessantemente, a síndrome de Sever é bilateral em aproximadamente 60% dos casos, ou seja, afeta ambos os pés. A proporção de meninos afetados é de 2-3 para cada menina. Crianças que usam calçados muito planos e sem amortecimento também têm risco aumentado.

Sintomas que aparecem progressivamente

O primeiro sinal é dor no calcanhar após atividades esportivas. Inicialmente, a criança consegue continuar jogando, mas sente dor ao final da prática ou no dia seguinte. Gradualmente, a dor passa a aparecer durante a atividade, limitando o desempenho.

A criança pode começar a coxear ou mudar sua forma de caminhar tentando aliviar a dor. Alguns relatam que o calcanhar fica “duro” ou “rígido” após atividades. O inchaço é discreto e pode não ser visível, mas a criança sente dor à palpação no local de inserção do tendão de Aquiles no calcâneo.

Na fase avançada, a criança simplesmente para de praticar esportes porque a dor fica insuportável. Alguns pais chegam ao consultório em São Paulo dizendo que seu filho parou completamente de jogar futebol, seu esporte favorito.

Diagnóstico correto diferencia de outras condições

O diagnóstico é clinicamente evidente. Observo se há dor à compressão medial-lateral do calcâneo, teste muito específico para síndrome de Sever. Avaliou também a flexibilidade da panturrilha: crianças com síndrome de Sever frequentemente têm encurtamento muscular significativo.

Solicito radiografia do pé em carga para visualizar a placa de crescimento. Na síndrome de Sever, vemos esclerose e fragmentação característica da apófise calcanear. Esse achado radiográfico confirma o diagnóstico. Não preciso de ressonância magnética: radiografia simples é diagnóstica.

O que a ciência diz sobre tratamento

Uma revisão sistemática publicada no Cureus em 2025 analisou 17 estudos sobre tratamento conservador de síndrome de Sever. Os autores concluíram que palmilhas customizadas, fisioterapia com alongamento de panturrilha e fortalecimento, além de modificação de atividades, reduzem eficazmente a dor e permitem retorno ao esporte.

Outra revisão em 2024 publicada na revista MDPI (DMJ, 2024) confirmou que palmilhas customizadas superaram significativamente os levantamentos simples do calcanhar em eficácia.

Tratamento conservador que funciona

O tratamento começa com repouso relativo da atividade que causa dor. Não é repouso absoluto: a criança pode fazer atividades leves sem dor. Gelo local por 15 minutos após qualquer atividade que cause desconforto ajuda no controle da inflamação.

Anti-inflamatórios orais (ibuprofeno) em doses apropriadas para a idade da criança controlam a dor nos primeiros dias. Palmilhas customizadas com elevação do calcanhar reduzem a tração do tendão de Aquiles sobre a apófise. Essas palmilhas são extremamente eficazes.

Fisioterapia com alongamento diário da panturrilha é fundamental. Peço aos pais que orientem a criança a fazer alongamentos simples 2-3 vezes ao dia. Fortalecimento muscular do pé e tornozelo, realizado após melhora da dor, previne recorrência.

Modificação do treino é essencial: reduzir volume de atividade, evitar terrenos muito irregulares, usar calçados com bom amortecimento. A maioria dos casos melhora em 6-12 semanas com essas medidas simples.

Prognóstico e retorno ao esporte

A síndrome de Sever é uma condição autolimitada. Quando a placa de crescimento se ossificar completamente (por volta dos 15 anos), o problema desaparece naturalmente. O tratamento objetivo acelerar essa recuperação e permitir que a criança continue participando do esporte.

Com tratamento adequado, 90% das crianças retornam ao esporte sem nenhuma limitação. A recorrência é rara se os fatores precipitantes foram identificados e corrigidos (flexibilidade mantida, atividade progressiva).

A síndrome de Sever é uma condição frequente em crianças atletas em São Paulo, mas totalmente evitável e tratável com abordagem correta. Alongamento de panturrilha, palmilhas customizadas e modificação de atividade resolvem a maioria dos casos. Nenhuma criança deve ser privada de praticar seu esporte favorito por essa condição.

Se seu filho em São Paulo tem dor no calcanhar relacionada a esportes, agende avaliação. Oferecemos diagnóstico preciso, palmilhas customizadas e plano de tratamento para retorno seguro ao esporte. Entre em contato pelo WhatsApp (11) 98799-3104.

Dr. Paulo Zugliani — Ortopedista e Traumatologista | CRM 67141/SP | Especialista em Pé e Tornozelo | São Paulo, SP | Especialista em Ortopedia Pediátrica

The post Síndrome de Sever: quando a criança atleta em São Paulo sente dor intensa no calcanhar appeared first on Dr. Paulo Zugliani.

]]>
https://drpaulozugliani.com.br/sindrome-de-sever/feed/ 0
Tendinite fibular: a dor lateral do tornozelo que afeta atletas ativos em São Paulo https://drpaulozugliani.com.br/tendinite/ https://drpaulozugliani.com.br/tendinite/#comments Mon, 07 Sep 2026 20:53:06 +0000 https://drpaulozugliani.com.br/?p=808 A tendinite dos tendões fibulares é uma condição que vejo frequentemente em corredores, jogadores de futebol e pessoas ativas em São Paulo que chegam ao consultório com queixa de dor intensa na lateral do tornozelo.  Muitos confundem com entorse ou instabilidade, mas a verdade é que se trata de uma inflamação dos tendões que correm […]

The post Tendinite fibular: a dor lateral do tornozelo que afeta atletas ativos em São Paulo appeared first on Dr. Paulo Zugliani.

]]>
A tendinite dos tendões fibulares é uma condição que vejo frequentemente em corredores, jogadores de futebol e pessoas ativas em São Paulo que chegam ao consultório com queixa de dor intensa na lateral do tornozelo. 

Muitos confundem com entorse ou instabilidade, mas a verdade é que se trata de uma inflamação dos tendões que correm pelo lado externo do tornozelo. Quando tratada cedo, essa condição responde muito bem. Negligenciada, pode evoluir para rupturas.

A tendinite peroneal afeta os tendões dos músculos fibulares que estabilizam lateralmente o pé e tornozelo. Esses tendões ficam inflamados por sobrecarga repetitiva, especialmente em atividades que envolvem corrida em terrenos irregulares, mudanças rápidas de direção ou aumento súbito de intensidade de treino.

Neste artigo explico o que causa tendinite fibular, por que atletas em São Paulo sofrem com essa condição, como diagnosticar corretamente e qual é o melhor tratamento conservador antes de considerar cirurgia.

Anatomia dos tendões fibulares e por que inflamam

Os músculos fibulares estão localizados na lateral da perna. O fibular longo e o fibular curto originam-se na fíbula (osso lateral da perna) e seus tendões descem até a lateral do tornozelo. Esses tendões passam por um “túnel” ósseo atrás do maléolo lateral (osso mais proeminente da lateral do tornozelo).

Esses tendões são responsáveis por um movimento chamado eversão: inclinar a sola do pé para fora. Quando corremos, mudamos de direção ou pisamos em terreno irregular, os fibulares trabalham intensamente para manter o tornozelo estável.

Quando há sobrecarga repetitiva, os tendões desenvolvem inflamação. Se a carga for muito rápida ou o tendão não tiver tempo para se recuperar entre treinos, a inflamação vira tendinite. Alguns atletas em São Paulo que aumentam repentinamente o volume de corrida desenvolvem tendinite fibular em dias.

Sintomas que começam leves e progridem

Inicialmente, o paciente sente dor apenas na lateral do tornozelo durante atividades de impacto ou mudanças de direção. A dor diminui com repouso. Frequentemente, o atleta continua treinando achando que passa.

Gradualmente, a dor passa a aparecer durante aquecimento, piora durante o treino e persiste após. Alguns descrevem uma sensação de “instabilidade” lateral do tornozelo. O inchaço pode aparecer na região lateral do tornozelo.

Na fase avançada, a simples caminhada causa dor. O tendão fica tão inflamado que qualquer movimento causa desconforto. Nesse ponto, o atleta foi forçado a parar completamente.

Diagnóstico preciso diferencia de instabilidade

O diagnóstico começa com história detalhada. Pergunto quando começou, o que piora, se há histórico de entorse. Durante o exame, palpo a região lateral do tornozelo sobre o trajeto dos tendões fibulares. Reproduzo a dor comprimindo o tendão.

Realizo testes de resistência específicos para os fibulares: peço ao paciente para fazer eversão do pé contra minha resistência. Dor durante esse movimento confirma envolvimento dos fibulares.

Ultrassom é meu exame de escolha: mostra inflamação dos tendões, possível espessamento, e descarta rupturas. Ressonância magnética complementa quando há suspeita de ruptura completa. Radiografia afasta problemas ósseos associados.

Tratamento conservador que verdadeiramente funciona

Uma revisão sistemática publicada no Foot and Ankle Surgery em 2023 mostrou que tratamento conservador com atividade modificada, imobilização temporária e injeções de corticosteroide resulta em sucesso em 60-70% dos pacientes.

Outra publicação em StatPearls 2023 (NIH) confirmou que tratamento conservador deve ser mantido por 4-6 meses para permitir cicatrização adequada dos tendões inflamados.

O tratamento começa com repouso relativo. O atleta reduz drasticamente ou interrompe a atividade que causa dor. Substitui corrida por natação ou ciclismo se possível. Gelo local por 20 minutos, 3-4 vezes ao dia nos primeiros dias controla inflamação.

Anti-inflamatórios orais (ibuprofeno) ajudam nos primeiros 7-10 dias. Órteses específicas para suportar a lateral do tornozelo reduzem movimento excessivo dos fibulares. Bandagem de suporte também estabiliza o tornozelo.

Fisioterapia começa assim que a dor diminui. Alongamento suave da panturrilha e músculos fibulares é essencial. Fortalecimento dos fibulares com faixas elásticas reconstrói a força dos tendões. Propriocepção e equilíbrio melhoram a estabilidade funcional.

A maioria dos casos melhora completamente em 8-12 semanas com essas medidas. O retorno ao esporte é progressivo: aumentar atividade gradualmente em 10% por semana.

Quando a infiltração é necessária

Se o tratamento conservador não melhora após 4-6 semanas, indico infiltração de corticosteroide guiada por ultrassom na bainha do tendão. Essa infiltração reduz inflamação rapidamente e permite progresso melhor na fisioterapia.

Limito a 1-2 infiltrações máximo. Múltiplas infiltrações podem enfraquecer o tendão a longo prazo.

Tendinite fibular é uma condição comum em atletas ativos em São Paulo, mas totalmente evitável com treino progressivo e prevenção. Tratamento conservador com repouso relativo, fisioterapia e fortalecimento resolve 70% dos casos. Infiltrações e raramente cirurgia são necessárias apenas em casos resistentes.

Se você tem dor lateral do tornozelo persistente, procure avaliação ortopédica especializada. Atendo em São Paulo com ultrassom no consultório para diagnóstico preciso. Entre em contato pelo WhatsApp (11) 98799-3104.

Dr. Paulo Zugliani — Ortopedista e Traumatologista | CRM 67141/SP | Especialista em Pé e Tornozelo | São Paulo, SP | Especialista em Medicina do Esporte

The post Tendinite fibular: a dor lateral do tornozelo que afeta atletas ativos em São Paulo appeared first on Dr. Paulo Zugliani.

]]>
https://drpaulozugliani.com.br/tendinite/feed/ 1
Unha encravada: aquela dor que infecciona e só cirurgia resolve corretamente https://drpaulozugliani.com.br/unha-encravada/ https://drpaulozugliani.com.br/unha-encravada/#respond Mon, 24 Aug 2026 19:52:51 +0000 https://drpaulozugliani.com.br/?p=804 A unha encravada é uma das queixas mais frequentes de pacientes que chegam ao meu consultório em São Paulo reclamando de dor intensa no pé. O que começou como um pequeno incômodo evoluiu para um problema crônico com inflamação recorrente, infecção, e aquela “carne esponjosa” que pia pus. A maioria chega no consultório dizendo que […]

The post Unha encravada: aquela dor que infecciona e só cirurgia resolve corretamente appeared first on Dr. Paulo Zugliani.

]]>

A unha encravada é uma das queixas mais frequentes de pacientes que chegam ao meu consultório em São Paulo reclamando de dor intensa no pé. O que começou como um pequeno incômodo evoluiu para um problema crônico com inflamação recorrente, infecção, e aquela “carne esponjosa” que pia pus. A maioria chega no consultório dizendo que já tentou de tudo em casa e na farmácia, mas nada resolveu.

A onicocriptose, nome técnico para unha encravada, afeta um número surpreendentemente alto de pessoas. É mais comum no dedão do pé e afeta principalmente adolescentes e adultos jovens. No entanto, vejo pacientes de todas as idades sofrendo com essa condição em São Paulo. O grande erro da maioria é achar que vai resolver com higiene caseira ou medicamentos tópicos. Quando a unha encrava de verdade, apenas intervenção adequada resolve.

Neste artigo explico exatamente o que causa a unha encravalhe, por que se torna uma infecção crônica recorrente, qual é o melhor tratamento conservador para pegar no início e quando a cirurgia é não apenas uma opção, mas a solução definitiva.

O que acontece quando a unha encrava

Uma unha encravada ocorre quando a borda da unha cresce não para fora, mas para dentro, penetrando na pele circundante. Esse crescimento anormal causa irritação imediata, inflamação e vermelhidão. Se não tratado, a borda da unha afiada penetra cada vez mais profundamente na pele, causando ferida aberta.

Essa ferida aberta fica constantemente irritada pela pressão do calçado e pela borda da unha. Com o tempo, o organismo reage formando um tecido de cicatrização abnormal chamado “granuloma piogênico”, que leigos chamam de “carne esponjosa”. Esse tecido ooze sangue e pus regularmente, causando inflamação crônica.

Se a unha encravada não for tratada, evolui para infecção. O paciente desenvolve eritema (vermelhidão) mais intensa, edema (inchaço) maior, dor progressiva e liberação de pus. Alguns pacientes desenvolvem infecções recorrentes que exigem antibióticos repetidos. Nesse ponto, a abordagem caseira é completamente ineficaz.

Por que as tentativas caseiras não funcionam

Muitos pacientes tentam resolver a unha encravada em casa com banhos de água morna, aplicação de pomadas antibióticas, elevação da borda da unha com algodão ou até mesmo tentativas de cortar a unha encravada. Nenhuma dessas medidas resolve o problema fundamental: a matriz ungueal continua produzindo unha que crescerá da mesma forma anormal.

Banhos de água morna podem oferecer alívio temporário da dor, mas não alteram a forma de crescimento da unha. Pomadas antibióticas controlam infecção secundária, mas não impedem que a unha continue encravando. Tentativas de “levantar” a borda com algodão são temporárias e ineficazes.

Pior ainda, quando pacientes tentam cortar a unha encravada em casa, frequentemente cortam ainda mais fundo os cantos laterais. Isso deixa bordas ainda mais afiadas que penetram ainda mais na pele quando a unha cresce novamente. Portanto, o paciente piora seu próprio problema.

Diagnóstico e avaliação correta

O diagnóstico de unha encravada é simples e baseia-se no exame físico. Observo a região afetada procurando por sinais de inflamação, infecção, presença de granuloma piogênico. Palpo a região para avaliar sensibilidade e profundidade da penetração da unha na pele.

Avalio também a forma da unha e a possível causa. Uma matriz ungueal geneticamente larga produz unhas largas que têm maior tendência a encravação. Calçados inadequados comprimem lateralmente a unha. Um histórico de traumas (tropeços, objetos caindo no dedo) pode ter iniciado o problema.

Em casos de infecção suspeita, posso solicitar culturas para identificar o agente responsável. Radiografia também ajuda a descartar infecção óssea ou envolvimento do leito ungueal mais profundo.

O que a ciência diz sobre tratamento

Uma revisão sistemática publicada no Cureus em 2024 avaliou múltiplas técnicas cirúrgicas para unha encravada. Os autores concluíram que procedimentos que removem parcialmente a matriz ungueal são eficazes em reduzir recorrência.

Outro estudo importante publicado na Revista de Cirurgia Geral em 2024 comparou matricectomia cirúrgica versus química. Ambas foram eficazes, mas a fenolização (uso de fenol para destruir a matriz) resultou em cicatrização mais rápida e menos inflamação comparada ao método cirúrgico puro.

Tratamento conservador que pode funcionar no início

Se a unha encravada for diagnosticada muito cedo, antes de desenvolver infecção crônica ou granuloma piogênico, algumas medidas conservadoras podem evitar cirurgia.

Recomendo banhos diários de água morna com sal por 15-20 minutos. Após o banho, secar completamente a região. Usar apenas sapatos abertos ou sandálias durante o período de tratamento. Calçados fechados só piorem a compressão lateral.

Aplicação de antiséptico tópico (clorexidina ou iodopovidona) mantém a área limpa. Uso de antibiótico tópico (mupirocina) quando há sinais de infecção leve. Anti-inflamatorios orais (ibuprofeno) ajudam no controle da dor e da inflamação.

O crucial é cortar a unha de forma absolutamente reta e nunca redonda. Corte reto deixa as bordas menos afiadas e menos propensas a penetrar a pele. Manter a unha mais curta também é importante. Esses cuidados simples, iniciados precocemente, podem evitar progressão.

A cirurgia: o verdadeiro tratamento definitivo

Quando a unha encravada evoluiu para inflamação crônica, infecção recorrente ou formação de granuloma piogênico, a cirurgia é a solução correta. Operações caseiras fracassaram porque não removem a causa: o tecido da matriz que produz a borda de unha anormal.

A procedimento mais comum é a matricectomia parcial com fenolização. Fazemos anestesia local, removemos parcialmente a borda da unha e a porção correspondente da matriz ungueal que a produz. Em seguida, aplicamos fenol para cauterizar a matriz remanescente, impedindo que nova unha cresça anormalmente naquele local.

Outra opção é a fenolização química pura, sem remoção cirúrgica prévia. Essa técnica é menos agressiva, cicatriza mais rápido e causa menos inflamação. A taxa de sucesso é semelhante: entre 95-98% de cura definitiva.

A recuperação é rápida. O paciente caminha normalmente dentro de dias. A ferida cirúrgica cicatriza em 2-4 semanas. A unha fica levemente mais fina, mas totalmente funcional e sem qualquer deformidade visível.

Prevenção de recorrência após cirurgia

Após a cirurgia, cuidados simples previnem recorrência. Usar calçados abertos ou bem largos pelos primeiros dias. Manter a ferida limpa e seca. Não submergir a região em água por tempo prolongado durante a primeira semana.

Após a cicatrização, cortar a unha reta, nunca redonda. Usar sapatos com espaço adequado no antepé. Evitar traumatismo na região. Pacientes com matriz ungueal naturalmente grande podem considerar remover mais da matriz durante a cirurgia para reduzir ainda mais o risco de recorrência.

Perguntas frequentes sobre unha encravada

Tomar antibiótico resolve unha encravada?
Antibiótico controla infecção secundária, mas não resolve a causa fundamental. A unha continuará encravando mesmo após cicatrização da infecção.

Qual é a taxa de cura com cirurgia?
A taxa de cura com matricectomia é superior a 95%. Recorrência ocorre em menos de 5% dos casos quando realizada corretamente.

Quanto tempo demora para voltar às atividades normais?
A maioria consegue caminhar normalmente em 3-5 dias. Retorno a esportes e atividades mais intensas em 2-3 semanas.

Como saber se preciso de cirurgia?
Se há inflamação recorrente, infecção recorrente, presença de “carne esponjosa” ou se tentativas conservadoras falharam, cirurgia é indicada.

Não conviva com a dor

A unha encravada é uma condição que deve ser tratada assim que reconhecida. Tentativas conservadoras podem funcionar se iniciadas muito cedo, antes de infecção crônica ou granuloma se formar. No entanto, uma vez que a condição se cronificou, a cirurgia é a solução correta e definitiva.

A matricectomia com fenolização oferece taxa de sucesso superior a 95%, com recuperação rápida e possibilidade de retorno às atividades normais em dias. O risco de recorrência é mínimo quando realizado corretamente.

Se você tem unha encravada que causa inflamação recorrente, agende consulta comigo em São Paulo. Atendo na zona sul com experiência em tratamento cirúrgico de onicocriptose. Ofereceremos diagnóstico correto e orientação sobre melhor opção de tratamento. Entre em contato pelo WhatsApp (11) 98799-3104.

The post Unha encravada: aquela dor que infecciona e só cirurgia resolve corretamente appeared first on Dr. Paulo Zugliani.

]]>
https://drpaulozugliani.com.br/unha-encravada/feed/ 0
Dedão do pé rígido: quando o movimento fica cada vez mais limitado e dói https://drpaulozugliani.com.br/dedao-do-pe-rigido/ https://drpaulozugliani.com.br/dedao-do-pe-rigido/#respond Mon, 10 Aug 2026 19:50:54 +0000 https://drpaulozugliani.com.br/?p=801 O hálux rígidus é uma condição que afeta milhões de pessoas em São Paulo, especialmente a partir dos 40 anos. Atendo regularmente pacientes em meu consultório na zona sul de São Paulo que chegam reclamando de dor intensa no dedão do pé, principalmente ao caminhar ou subir escadas. O que começa como uma dor leve […]

The post Dedão do pé rígido: quando o movimento fica cada vez mais limitado e dói appeared first on Dr. Paulo Zugliani.

]]>

O hálux rígidus é uma condição que afeta milhões de pessoas em São Paulo, especialmente a partir dos 40 anos. Atendo regularmente pacientes em meu consultório na zona sul de São Paulo que chegam reclamando de dor intensa no dedão do pé, principalmente ao caminhar ou subir escadas. O que começa como uma dor leve durante atividades físicas evolui progressivamente para uma rigidez que compromete atividades simples do dia a dia.

O nome técnico “hálux rígidus” significa exatamente o que parece: o dedão do pé fica rígido. A condição afeta a articulação entre o dedão e o osso metatarsal, causando degeneração progressiva da cartilagem articular. Essa é uma das formas de artrite que mais impactam a qualidade de vida do paciente, pois o pé é constantemente solicitado em atividades diárias.

O hálux rígidus é a forma mais comum de artrite do pé. Em São Paulo, particularmente entre executivos que trabalham em pé o dia inteiro, a condição é extremamente prevalente. Neste artigo explico o que causa o dedão ficar rígido, como diagnosticar precocemente, quais são os melhores tratamentos conservadores e quando a cirurgia é realmente necessária.

O que é hálux rígidus e por que desenvolve progressivamente

O hálux rígidus é resultado do desgaste progressivo da cartilagem articular na primeira articulação metatarsofalângica, aquela que conecta o dedão ao resto do pé. Diferente do joanete, que é um desvio ósseo, o hálux rígidus é primariamente um processo degenerativo-artrósico.

Com o passar do tempo, a cartilagem que reveste os ossos da articulação se desgasta. Esse desgaste provoca inflamação e causa pequenas rupturas nas fibras de colágeno. O corpo tenta se proteger formando novos ossos (osteófitos) ao redor da articulação, criando proeminências ósseas dorsais que são características da condição. Essas proeminências limitam ainda mais o movimento.

A verdadeira causa do hálux rígidus não é completamente entendida, mas existem fatores de risco bem estabelecidos. Pessoas com primeiro metatarso anormalmente alongado têm risco maior. Traumas repetitivos na articulação, como em atletas ou pessoas que trabalham muito em pé em São Paulo, aceleram a degeneração. Predisposição genética também é importante: se seus pais tiveram hálux rígidus, você tem risco elevado.

Os sintomas que progridem sem você perceber

No estágio inicial, o paciente sente dor principalmente ao caminhar, ao subir escadas ou ao praticar esportes que exigem flexão do dedão. A dor é localizada na base do dedão, logo após o metatarso. Muitos pacientes descrevem uma dor queimante ou latejante.

Conforme o hálux rígidus evolui, a rigidez fica mais evidente. O movimento do dedão fica progressivamente limitado. Tarefas simples como colocar um sapato fechado, caminhar em superfícies irregulares ou fazer atividades que exigem flexão do dedão passam a gerar dor intensa.

Na fase avançada, a pessoa desenvolve uma marcha compensatória. Ela passa a caminhar mais sobre a lateral dos pés para evitar flexionar o dedão rígido. Isso sobrecarrega outras estruturas do pé e do tornozelo. Inchaço, vermelhidão e rigidez matinal também aparecem. A qualidade de vida fica severamente comprometida.

Diagnóstico precoce através de uma consulta especializada

O diagnóstico do hálux rígidus começa com a história clínica. Pergunto ao paciente sobre o padrão da dor, se piora com atividades específicas e há quanto tempo começou. Durante o exame físico, realizo testes específicos de mobilidade do dedão.

Palpam-se os osteófitos (proeminências ósseas) característicos na parte superior da articulação. Testo a amplitude de movimento do dedão e percebo a restrição típica. A partir de determinado ponto da flexão, o paciente sente dor ou sente bloqueio do movimento.

Solicito radiografia do pé com carga para visualizar o desgaste articular e o grau de degeneração. A radiografia mostra claramente os osteófitos e redução do espaço articular. Nos casos complexos, complemento com ressonância magnética para avaliar o estado da cartilagem em detalhes.

O que a ciência diz sobre tratamento conservador

Uma revisão sistemática publicada no Foot & Ankle Clinics em 2024 avaliou evidências de tratamento conservador para hálux rígidus. Os autores concluíram que modificação de calçado e palmilhas customizadas são recomendadas, embora a evidência robusta seja limitada. Infiltrações de ácido hialurônico mostraram benefício em alguns pacientes.

Outro estudo importante publicado no Cureus em 2023 comparou técnicas cirúrgicas. Curiosamente, descobriu que tanto procedimentos que preservam a articulação quanto aqueles que sacrificam a articulação apresentaram resultados funccionais semelhantes, demonstrando que a escolha deve ser individualizada.

Tratamento conservador que verdadeiramente funciona

O tratamento conservador começa com modificação de calçado. Recomendo sapatos com sola rígida que limite o movimento do dedão, com salto baixo (máximo 4 cm) e espaço amplo na caixa de dedos. Mulheres em São Paulo que trabalham em ambientes corporativos devem ter sapatos específicos para trabalho e sapatos confortáveis para usar fora do escritório.

Palmilhas customizadas com Morton’s extension são extremamente eficazes. Essa palmilha é rígida e suporta a região anterior do pé, limitando a flexão excessiva do dedão durante a marcha. Quando bem prescrita e ajustada, essa simples intervenção pode reduzir significativamente a dor e melhorar a capacidade de caminhar.

Exercícios suaves de alongamento do dedão e fortalecimento muscular complementam o tratamento. Anti-inflamatórios orais controlam a dor quando necessário. Gelo local após atividades também ajuda. A maioria dos pacientes em fase inicial de hálux rígidus responde bem a essas medidas.

Infiltrações e terapias: quando intensificar o tratamento

Quando o tratamento conservador não proporciona alívio suficiente após 2-3 meses, indico infiltrações intra-articulares. Realizo infiltração com ácido hialurônico ou corticosteroide, guiada por ultrassom para garantir precisão máxima. Essas infiltrações melhoram a lubrificação articular e reduzem a inflamação.

Ondas de choque também podem ser benéficas em casos selecionados. Estimulam a regeneração tecidual e podem melhorar a função articular. Geralmente recomendo 3-5 sessões semanais. Os resultados aparecem gradualmente ao longo de semanas.

Cirurgia: quando é realmente a melhor opção

A cirurgia é indicada quando o tratamento conservador falha após 6 meses bem conduzido, e a dor limita significativamente as atividades diárias. Existem diferentes técnicas cirúrgicas disponíveis, cada uma com suas indicações.

A cheilectomia (remoção da proeminência óssea dorsal) preserva o movimento da articulação e é apropriada para casos leves a moderados. A artrodese funde os ossos da articulação, eliminando completamente o movimento, mas aliviando a dor e oferecendo estabilidade. A escolha depende do grau de degeneração e da demanda funcional do paciente.

A recuperação após cirurgia leva 6-12 semanas. Durante esse período, o pé fica imobilizado e fisioterapia é essencial para otimizar os resultados.

Perguntas frequentes sobre hálux rígidus

O hálux rígidus pode desaparecer sem cirurgia?
Não desaparece, mas pode ser controlado e mantido estável com tratamento conservador bem conduzido. A degeneração articular é irreversível, mas os sintomas podem melhorar significativamente.

Quanto tempo leva para a dor melhorar com tratamento conservador?
Melhora significativa ocorre entre 6-12 semanas com tratamento adequado. Casos mais crônicos podem levar 3-6 meses.

A cirurgia vai eliminar completamente a dor?
A maioria dos pacientes cirúrgicos experimenta alívio dramático da dor. No entanto, algumas limitações funcionais podem persistir dependendo da técnica usada.

Tenha o melhor tratamento

O hálux rígidus é uma condição degenerativa progressiva que afeta milhões de pessoas em São Paulo. O diagnóstico precoce e o início do tratamento conservador logo nos primeiros sintomas podem prevenir progressão para estágios avançados. Modificação de calçado, palmilhas customizadas e infiltrações são frequentemente suficientes para manter função adequada.

Quando o tratamento conservador falha, a cirurgia oferece excelentes resultados funcionais. A decisão entre diferentes técnicas cirúrgicas deve ser individualizada conforme o grau de degeneração e a demanda do paciente.

Se você tem dor persistente no dedão do pé ou sente rigidez ao caminhar, procure avaliação ortopédica especializada. Atendo em São Paulo na zona sul com consultório equipado com ultrassom para diagnóstico e tratamento precisos. Entre em contato pelo WhatsApp (11) 98799-3104.

The post Dedão do pé rígido: quando o movimento fica cada vez mais limitado e dói appeared first on Dr. Paulo Zugliani.

]]>
https://drpaulozugliani.com.br/dedao-do-pe-rigido/feed/ 0
Pé chato em crianças: quando preocupar e quando é apenas parte do desenvolvimento https://drpaulozugliani.com.br/pe-chato-em-criancas/ https://drpaulozugliani.com.br/pe-chato-em-criancas/#respond Mon, 27 Jul 2026 14:03:47 +0000 https://drpaulozugliani.com.br/?p=798 Pé chato em crianças é uma das consultas mais frequentes que recebo em meu consultório em São Paulo. Mães e pais chegam preocupados quando notam que o pé da criança não tem aquele “arco” que veem em outras crianças. A boa notícia é que pé chato em crianças pequenas é completamente normal. A questão não […]

The post Pé chato em crianças: quando preocupar e quando é apenas parte do desenvolvimento appeared first on Dr. Paulo Zugliani.

]]>

Pé chato em crianças é uma das consultas mais frequentes que recebo em meu consultório em São Paulo. Mães e pais chegam preocupados quando notam que o pé da criança não tem aquele “arco” que veem em outras crianças. A boa notícia é que pé chato em crianças pequenas é completamente normal. A questão não é se seu filho tem pé chato, mas se ele vai desenvolver problemas ao longo da vida.

Durante os primeiros anos de vida, as crianças naturalmente têm pé chato. Esse é um processo normal de desenvolvimento. O arco plantar ainda não formou porque aquela região se preenche por gordura que protege o pé do impacto. Apenas entre os 3 e 6 anos é que o pé começa a adquirir sua forma definida. Portanto, ver seu filho com pé chato aos 2 ou 3 anos é completamente normal.

Em São Paulo, muitos pais desnecessariamente se preocupam e buscam tratamento cirúrgico precoce para pé chato que é apenas uma variação anatômica normal. Meu objetivo neste artigo é ajudar você a entender quando pé chato é apenas desenvolvimento normal e quando realmente precisa de intervenção. Explico também o que fazer se seu filho em São Paulo for diagnosticado com pé chato persistente ou sintomático.

Desenvolvimento normal do arco plantar: timeline do desenvolvimento

Quando um bebê nasce, seus pés parecem ter poucas estruturas ósseas. Na verdade, grande parte do pé é formada por cartilagem mole e uma gordura protectora na planta do pé. Essa gordura é tão importante que oferece amortecimento natural, como um colchão invisível sob o pé.

Entre o nascimento e os 2 anos, o pé permanece completamente chato e gordo. Todas as crianças nessa faixa etária têm o que chamamos de “pé chato fisiológico”. Esse é um processo normal. Os ossos ainda estão se ossificando e os ligamentos ainda estão se desenvolvendo.

A partir dos 2 anos, o corpo da criança começa a absorver essa gordura plantar. Simultaneamente, os ossos se ossificam progressivamente. O arco plantar vai adquirindo forma gradualmente. Entre os 3 e 6 anos é o período crítico de desenvolvimento do arco. A maioria das crianças tem arco bem formado aos 6 anos.

Crianças prematuras muitas vezes desenvolvem o arco um pouco mais tarde, por volta dos 8 anos. Isso é completamente normal e não representa nenhum problema. O importante é que o arco desenvolva com o tempo.

Os dois tipos de pé chato: flexível versus rígido

Existem dois tipos de pé chato que precisam ser diferenciados no diagnóstico. O pé chato flexível é aquele que fica completamente plano quando a criança está em pé apoiando o peso corporal, mas que volta a ter arco quando a criança fica na ponta dos pés ou quando levanta o pé do chão.

O pé chato flexível é a forma mais comum em crianças e geralmente não causa nenhum problema. A criança consegue caminhar, correr, praticar esportes normalmente sem dor. Cerca de 95% dos casos de pé chato em crianças são flexíveis e se resolvem espontaneamente com o desenvolvimento.

Já o pé chato rígido é aquele que permanece completamente plano mesmo quando a criança fica na ponta dos pés ou quando o médico tenta movimentar o pé passivamente. Esse tipo é mais raro e pode indicar alguma alteração anatômica óssea, como a coalizão tarsal (fusão incorreta de ossos do pé).

O pé chato rígido causa dor, especialmente se o desenvolvimento for muito acentuado ou progressivo. Nesses casos, realmente precisa de avaliação especializada. Muitas vezes é necessário acompanhamento mais próximo e, em alguns casos, intervenção.

Quando pé chato em crianças realmente precisa de tratamento

A maioria das crianças com pé chato flexível nunca precisará de tratamento específico. O desenvolvimento natural do pé resolve a questão com o tempo. No entanto, se recomenda avaliação ortopédica especializada.

Procure um ortopedista especialista em crianças quando: o pé chato é assimétrico (um pé com arco normal e outro completamente chato), a criança reclama de dor durante caminhadas ou atividades esportivas, o pé chato é muito acentuado e progressivo, ou quando há história familiar forte de pé chato que causou problemas em parentes.

Também indico avaliação quando a criança tem outras condições que afetam o desenvolvimento do pé, como paralisia cerebral, síndrome de Down, ou outras doenças neuromusculares. Nesses casos, o pé chato pode ser parte de uma condição mais ampla que precisa de acompanhamento específico.

Diagnóstico do pé chato em crianças

O diagnóstico ocorre através de exame clínico detalhado. Observo como o pé da criança se comporta em diferentes posições. Peço para a criança ficar em pé apoiando o peso e verifico se o arco desaparece completamente. Em seguida, peço para ela ficar na ponta dos pés para observar se o arco reaparece.

Essa simples manobra diferencia o pé chato flexível do rígido. Se o arco desaparece quando em pé mas reaparece na ponta do pé, é flexível e geralmente não precisa de tratamento. Se o pé permanece completamente plano em todas as posições, pode ser rígido e precisa investigação adicional.

Solicito radiografia dos pés com carga para avaliar a estrutura óssea subjacente. Esse exame mostra se há anomalias ósseas que explicariam o pé chato persistente ou rígido. Também avalio a alinhamento geral do pé e a presença de outras deformidades associadas.

Tratamento conservador para pé chato em crianças

A maioria das crianças com pé chato flexível não precisa de tratamento específico. O desenvolvimento natural do pé durante o crescimento resolve a questão. No entanto, algumas medidas simples podem acelerar o desenvolvimento e prevenir problemas futuros.

Recomendo que a criança passe períodos do dia descalça, especialmente em superfícies diversas como grama, areia ou texturas diferentes. Isso estimula o desenvolvimento natural da musculatura do pé. Evitar sapatos muito rígidos que imobilizem totalmente o pé também é importante.

Sapatos com bom suporte do arco são preferidos, especialmente durante atividades prolongadas. Palmilhas customizadas com suporte do arco podem ser indicadas quando há dor ou quando o pé chato é muito acentuado. Exercícios simples de fortalecimento, como pedir para a criança ficar na ponta dos pés ou fazer movimentos de preensão com os dedos, ajudam.

A fisioterapia é indicada quando há dor associada ou quando há suspeita de desequilíbrio muscular. O fisioterapeuta especializado em crianças realiza exercícios específicos de fortalecimento e alongamento.

Quando a cirurgia é realmente necessária

A cirurgia para pé chato em crianças é rara e reservada para casos muito específicos. Indico quando: o pé chato é rígido e progressivo com piora acentuada com o crescimento, a criança tem dor importante que atrapalha atividades normais mesmo após tratamento conservador adequado, há deformidade tão acentuada que causa problemas funcionais sérios.

A decisão pela cirurgia nunca deve ser apressada. Sempre espero até ao menos os 8-10 anos de idade, pois até essa idade o pé ainda está em desenvolvimento. O procedimento cirúrgico realinhas os ossos do pé para restaurar o arco.

Crianças toleram bem a recuperação cirúrgica. Após 6-8 semanas de imobilização, a criança inicia fisioterapia e volta gradualmente às atividades. A maioria retorna às atividades normais em 12 semanas.

Prevenção de problemas futuros relacionados ao pé chato

Mesmo que seu filho tenha pé chato, medidas simples previnem problemas futuros. Manter a criança em peso saudável reduz sobrecarga nos pés. Calçados apropriados, com suporte adequado, fazem diferença importante.

Estimular atividades diversas que fortaleçam naturalmente os pés é fundamental. Esportes como natação, futebol ou dança desenvolvem musculatura do pé. Evitar sedentarismo é crucial, pois a inatividade predispõe a piora do pé chato.

Avaliações periódicas com ortopedista durante a infância ajudam a acompanhar o desenvolvimento e detectar precocemente qualquer desvio do normal.

Busque orientação especializada

Pé chato em crianças pequenas é uma condição completamente normal que faz parte do desenvolvimento. A maioria das crianças com pé chato flexível desenvolvem arco plantar normal com o tempo sem precisar de qualquer intervenção. Não deixe que preocupações desnecessárias o levem a cirurgias precoces que podem prejudicar o desenvolvimento natural do pé.

No entanto, quando o pé chato é rígido, progressivo ou causa dor, avaliação especializada é importante. Um diagnóstico preciso no início permite acompanhamento adequado e intervenções quando realmente necessárias.

Se seu filho em São Paulo tem pé chato e você está preocupado, agende avaliação comigo. Ofereço diagnóstico completo e orientações detalhadas sobre o melhor caminho para seu filho. Atendo em consultório na zona sul de São Paulo com experiência em ortopedia pediátrica. Entre em contato pelo WhatsApp (11) 98799-3104.

Dr. Paulo Zugliani — Ortopedista e Traumatologista | CRM 67141/SP | Especialista em Pé e Tornozelo | São Paulo, SP | Atendimento Pediátrico Especializado

The post Pé chato em crianças: quando preocupar e quando é apenas parte do desenvolvimento appeared first on Dr. Paulo Zugliani.

]]>
https://drpaulozugliani.com.br/pe-chato-em-criancas/feed/ 0
Metatarsalgia: a dor na planta do pé que executivas ignoram até não conseguir caminhar https://drpaulozugliani.com.br/dor-na-planta-do-pe/ https://drpaulozugliani.com.br/dor-na-planta-do-pe/#respond Mon, 13 Jul 2026 14:01:22 +0000 https://drpaulozugliani.com.br/?p=795 A metatarsalgia é uma condição extremamente comum entre mulheres executivas em São Paulo que usam salto alto diariamente. Atendo na região do Jardim Paulista muitas pacientes que chegam ao consultório reclamando de uma dor intensa na planta do pé, especialmente sob os dedos menores.  Essa dor característica de metatarsalgia frequentemente é negligenciada nos primeiros meses, […]

The post Metatarsalgia: a dor na planta do pé que executivas ignoram até não conseguir caminhar appeared first on Dr. Paulo Zugliani.

]]>

A metatarsalgia é uma condição extremamente comum entre mulheres executivas em São Paulo que usam salto alto diariamente. Atendo na região do Jardim Paulista muitas pacientes que chegam ao consultório reclamando de uma dor intensa na planta do pé, especialmente sob os dedos menores. 

Essa dor característica de metatarsalgia frequentemente é negligenciada nos primeiros meses, quando o tratamento conservador funciona melhor. Quando finalmente procuram ajuda, a deformidade já está avançada.

A metatarsalgia afeta principalmente a região anterior do pé, onde estão os ossos metatarsais que suportam praticamente todo o peso corporal ao caminhar. Esse é o mesmo local que sofre mais pressão quando usamos sapatos inadequados. 

Dados mostram que aproximadamente 90% dos casos de metatarsalgia em mulheres estão relacionados ao uso de calçados de salto alto ou bico fino.

Em São Paulo, a capital brasileira onde a vida acelerada exige produtividade máxima, muitas mulheres convivem com metatarsalgia por meses ou até anos sem tratamento adequado, achando que é apenas fadiga. Neste artigo explico o que é essa condição, por que os executivos de São Paulo sofrem mais com ela, como diagnosticar e quais são as opções de tratamento mais eficazes.

O que é metatarsalgia e por que causa tanta dor

A metatarsalgia é o termo técnico para a dor que surge na planta do pé, especificamente na região do antepé onde estão os ossos metatarsais. Esses ossos formam o alicerce que sustenta todo o peso corporal durante a caminhada, corrida e outras atividades. Quando há sobrecarga repetitiva nessa região, desenvolvem-se inflamação e microlesões que causam dor intensa.

O sintoma mais característico é uma sensação de queimação ou dor aguda na planta do pé, principalmente na região logo atrás dos dedos menores. Muitos pacientes descrevem a metatarsalgia como sentir um “calo” ou uma “pedra” dentro do sapato, mesmo que não haja nada lá. Essa descrição é extremamente comum entre os pacientes que atendo em meu consultório em São Paulo.

As principais causas de metatarsalgia incluem o uso de sapatos inadequados, principalmente de bico fino e salto muito alto, que concentram toda a pressão corporal na ponta dos pés. Mulheres que trabalham o dia inteiro em ambientes corporativos de São Paulo, como na Avenida Paulista ou Vila Mariana, frequentemente usam sapatos de salto alto para manter a imagem profissional, sem perceber o dano que causa aos pés.

Atletas e corredores também desenvolvem metatarsalgia pela sobrecarga repetitiva durante treinamento intenso. A prática frequente de esportes com impacto alto, como corrida de longa distância ou basquete, sobrecarrega os metatarsos. Além disso, pessoas com sobrepeso têm risco aumentado porque o peso distribui-se de forma inadequada nos pés.

Deformidades prévias nos pés, como joanete não tratado, também predispõem à metatarsalgia. O joanete desalinha todo o pé e sobrecarrega os dedos menores. Por isso, tratar o joanete precocemente previne o desenvolvimento posterior de metatarsalgia.

Como a metatarsalgia progride se não tratar

Na fase inicial, a dor aparece apenas durante atividades que exigem uso de sapatos inadequados ou exercícios de impacto. O paciente consegue continuar suas atividades rotineiras e geralmente ignora o desconforto inicial. Esse é o erro mais grave, pois essa é a melhor fase para intervir com tratamento conservador.

Gradualmente, a dor passa a estar presente durante todo o dia, mesmo com sapatos confortáveis. Surgem calosidades dolorosas na planta do pé, especialmente sob a cabeça do metatarso mais afetado. O inchaço fica visível, a região fica quente e vermelha. Em alguns casos, desenvolve-se metatarsalgia associada a neuroma de Morton, que piora ainda mais os sintomas.

Se continuar ignorada, a condição evolui para deformidades dos dedos menores, como dedos em garra ou martelo. Nesse ponto, o paciente já não consegue usar praticamente nenhum tipo de sapato, sua qualidade de vida fica severamente comprometida, e a cirurgia passa a ser mais provável.

Como diagnosticar metatarsalgia corretamente

O diagnóstico começa com a história clínica detalhada. Pergunto ao paciente sobre o padrão da dor, se piora ao usar sapatos específicos, se há histórico de esportes de impacto ou atividades profissionais que sobrecarregam o pé.

Ao exame físico, palpo a região específica dos metatarsos procurando por áreas de sensibilidade excessiva, inchaço ou calosidades. Realizo testes de pressão sobre os metatarsos para reproduzir a dor e confirmar o diagnóstico. Em seguida, solicito radiografia dos pés com carga para descartar outras deformidades ósseas ou artrose.

O ultrassom é extremamente útil para visualizar o inchaço dos tecidos moles ao redor dos metatarsos e descartar a presença de neuroma de Morton associado. Nos casos mais complexos, complemento com ressonância magnética para avaliação detalhada.

O que a ciência diz sobre tratamento de metatarsalgia

Um estudo publicado na revista Foot & Ankle International em 2022 (Männikkö et al.) avaliou 45 pacientes com metatarsalgia tratados com palmilhas customizadas com pads metatarsais. Os resultados mostraram redução significativa na dor, com 80% dos pacientes satisfeitos com o tratamento após um ano. A palmilha funcionou especialmente bem quando combinada com mudança de calçado.

Outro estudo publicado no Journal of Foot and Ankle Surgery em 2019 investigou a instabilidade das articulações metatarsofalangeanas, que frequentemente acompanha a metatarsalgia. Os autores concluíram que imobilização com taping e pads metatarsais foram eficazes em 75% dos pacientes tratados conservadoramente.

Tratamento conservador que realmente funciona

O tratamento começa com imediata mudança de calçado. Recomendo sapatos com sola amortecida, sem salto alto (máximo 3-4 cm) e espaço amplo na caixa de dedos. Mulheres em São Paulo que trabalham em ambientes que exigem salto alto podem utilizar sapatos confortáveis até o trabalho e trocar por calçados adequados no escritório.

Palmilhas customizadas com pad metatarsal específico distribuem melhor as pressões e descarregam a região dos metatarsos. Essas palmilhas devem ser prescritas por ortopedista especializado, pois o posicionamento do pad metatarsal é crítico para eficácia. A massagem regular da região afetada, feita até mesmo em casa, reduz inflamação e alivia dor.

Exercícios de fortalecimento muscular do pé, realizados diariamente, estabilizam a região e reduzem a sobrecarga dos metatarsos. Alongamento da panturrilha também é fundamental, pois encurtamento muscular favorece metatarsalgia. Anti-inflamatórios orais controlam a inflamação quando indicado pelo médico.

A fisioterapia complementa o tratamento com técnicas de taping metatarsal, que reduz o movimento excessivo durante a marcha. Reeducação da forma de caminhar também é importante, pois muitos pacientes desenvolvem padrão de marcha inadequado em compensação à dor.

Quando infiltração e cirurgia estão indicadas

Quando o tratamento conservador bem conduzido não melhora os sintomas após 3 meses, indico infiltração de corticosteroide na região inflamada, guiada por ultrassom. Essa infiltração reduz a inflamação rapidamente e permite que o paciente avance melhor na fisioterapia. Geralmente, não preciso fazer mais de 2 infiltrações.

A cirurgia fica reservada para menos de 10% dos casos. Indico quando há metatarsalgia associada a deformidades rígidas dos dedos menores, após falha do tratamento conservador de pelo menos 6 meses. O procedimento envolve reposicionar os ossos metatarsais e corrigir as deformidades digitais. A recuperação leva 6 a 8 semanas.

Busque o tratamento adequado

A metatarsalgia é uma condição extremamente comum, especialmente entre mulheres em São Paulo que usam calçados inadequados. O tratamento conservador com palmilhas customizadas, mudança de calçado e fisioterapia resolve a maioria dos casos quando iniciado precocemente. Ignorar os sintomas iniciais é o maior erro, pois leva à progressão da doença e à necessidade de cirurgia.

Se você tem dor na planta do pé ou sente aquela sensação de “pedra” dentro do sapato, não ignore. Procure avaliação médica especializada antes que a condição progida. Atendo em São Paulo com consultório na zona sul, oferecendo diagnóstico preciso com ultrassom e plano de tratamento personalizado. Entre em contato pelo WhatsApp (11) 98799-3104.

Dr. Paulo Zugliani — Ortopedista e Traumatologista | CRM 67141/SP | Especialista em Pé e Tornozelo | São Paulo, SP | Atendimento em Consultório na Zona Sul

The post Metatarsalgia: a dor na planta do pé que executivas ignoram até não conseguir caminhar appeared first on Dr. Paulo Zugliani.

]]>
https://drpaulozugliani.com.br/dor-na-planta-do-pe/feed/ 0
Artrose no tornozelo: quando o desgaste limita caminhar https://drpaulozugliani.com.br/artrose-no-tornozelo/ https://drpaulozugliani.com.br/artrose-no-tornozelo/#respond Mon, 22 Jun 2026 13:36:44 +0000 https://drpaulozugliani.com.br/?p=792 A artrose no tornozelo é uma condição extremamente incapacitante que muitos pacientes atribuem ao envelhecimento natural. Na verdade, na maioria dos casos, é resultado de traumas antigos, fraturas mal consolidadas ou entorses de repetição que deixaram sequelas. Poucos sabem que o tornozelo é uma articulação que sofre muito com pequenos desalinhamentos. Diferente da artrose de […]

The post Artrose no tornozelo: quando o desgaste limita caminhar appeared first on Dr. Paulo Zugliani.

]]>

A artrose no tornozelo é uma condição extremamente incapacitante que muitos pacientes atribuem ao envelhecimento natural. Na verdade, na maioria dos casos, é resultado de traumas antigos, fraturas mal consolidadas ou entorses de repetição que deixaram sequelas. Poucos sabem que o tornozelo é uma articulação que sofre muito com pequenos desalinhamentos.

Diferente da artrose de joelho e quadril, a artrose do tornozelo frequentemente tem origem em lesões prévias. Aproximadamente 80% dos casos são pós-traumáticos. 

Apenas 7% são resultado do envelhecimento natural. Isso significa que tratar adequadamente as lesões agudas do tornozelo é fundamental para prevenir artrose anos depois.

O que é artrose no tornozelo

A artrose é o desgaste progressivo da cartilagem articular que reveste os ossos do tornozelo. Essa cartilagem é um tecido liso e flexível que permite o movimento sem atrito. Quando é danificada, os ossos começam a roçar um contra o outro, provocando dor intensa e inflamação.

Com o desgaste da cartilagem, surgem osteófitos (esporões ósseos) que tentam estabilizar a articulação. No entanto, esses osteófitos ocupam espaço e limitam ainda mais o movimento. A cápsula articular inflama, os ligamentos degeneram e o tornozelo fica rígido.

A causa mais comum é artrose pós-traumática, resultado de fraturas, entorses graves ou instabilidade crônica do tornozelo. Pessoas que sofreram fraturas do tornozelo há muitos anos e não tiveram recuperação adequada têm risco muito elevado. Entorses repetidas também predispõem ao desenvolvimento precoce de artrose.

Sintomas e progressão

O primeiro sintoma é dor que piora com o movimento e melhora com repouso. Gradualmente, surge rigidez articular, principalmente ao acordar ou após períodos de inatividade. O tornozelo incha, esquenta e fica vermelho. Andar em terrenos irregulares ou descer escadas piora significativamente.

Com a evolução, a dor passa a ser constante, mesmo em repouso. A pessoa muda seu padrão de caminhada, o que pode sobrecarregar joelho e quadril. A qualidade de vida fica severamente comprometida. Atividades simples como caminhar no parque ou subir escadas ficam impossíveis.

Como faço o diagnóstico

Faço radiografia do tornozelo com carga, que mostra claramente o desgaste da cartilagem e a presença de osteófitos. Avaliações específicas medem a amplitude de movimento residual. A ressonância magnética complementa o diagnóstico, mostrando o estado da cartilagem em detalhes.

O grau de artrose influencia diretamente o tipo de tratamento que vou indicar. Casos leves a moderados geralmente respondem bem ao tratamento conservador. Casos avançados podem exigir cirurgia.

Opções de tratamento conservador

Oriento perda de peso para reduzir a carga sobre a articulação. Uso de órteses (tornozeleiras) oferece suporte e reduz a dor. Infiltrações de ácido hialurônico lubrificam a articulação e melhoram os sintomas por 3 a 6 meses.

Fisioterapia com fortalecimento muscular estabiliza a articulação e reduz o uso anormal do tornozelo. Anti-inflamatórios ajudam no controle da dor. Modificação de atividades, evitando terrenos irregulares e exercícios de impacto, também é fundamental.

Quando a cirurgia está indicada

Existem duas principais opções cirúrgicas. A artrodese funde os ossos do tornozelo, eliminando o movimento articular e portanto a dor, mas o tornozelo fica rígido. A artroplastia (prótese) substitui as superfícies articulares desgastadas, mantendo parte do movimento.

A escolha depende da idade, qualidade óssea, demanda funcional e preferência do paciente. Próteses são mais adequadas para pessoas mais jovens que querem manter mobilidade. Artrodese é preferida para idosos com menor demanda funcional.

A recuperação cirúrgica leva de 6 a 12 semanas. Fisioterapia pós-operatória é essencial para otimizar os resultados. A maioria dos pacientes retorna às atividades diárias em 3 a 4 meses.

Prevenção

Tratar adequadamente as fraturas e entorses do tornozelo é o melhor investimento em prevenção. Reabilitação completa com fisioterapia após lesões agudas reduz drasticamente o risco de artrose futura.

Manter peso saudável e usar calçados apropriados protegem o tornozelo. Evitar terrenos muito irregulares também ajuda. Fortalecer a musculatura do pé e tornozelo através de exercícios previne entorses de repetição.

Tenha uma avaliação completa

A artrose no tornozelo é uma condição degenerativa que causa dor e limitação funcional progressiva. A maioria dos casos é resultado de traumas antigos inadequadamente tratados. Prevenção através do tratamento correto das lesões agudas é essencial.

O tratamento conservador funciona bem em casos leves e moderados. Para casos avançados, cirurgia com prótese ou artrodese oferece alívio duradouro. A decisão deve ser individualizada considerando idade, demanda funcional e preferência do paciente.

Se você tem dor persistente no tornozelo ou foi diagnosticado com artrose, agende consulta. Atendo em São Paulo com avaliação completa e plano de tratamento personalizado. Entre em contato pelo WhatsApp (11) 98799-3104.

The post Artrose no tornozelo: quando o desgaste limita caminhar appeared first on Dr. Paulo Zugliani.

]]>
https://drpaulozugliani.com.br/artrose-no-tornozelo/feed/ 0
Fascite plantar: aquela dor horrível no calcanhar ao acordar https://drpaulozugliani.com.br/fascite-plantar-2/ https://drpaulozugliani.com.br/fascite-plantar-2/#respond Mon, 08 Jun 2026 13:36:23 +0000 https://drpaulozugliani.com.br/?p=788 A fascite plantar é a causa mais comum de dor no calcanhar que atendo no consultório. O paciente chega reclamando de uma dor intensa logo ao acordar, que piora ao colocar o pé no chão para os primeiros passos.  Essa dor característica melhora um pouco com o aquecimento durante o dia, mas volta à noite […]

The post Fascite plantar: aquela dor horrível no calcanhar ao acordar appeared first on Dr. Paulo Zugliani.

]]>

A fascite plantar é a causa mais comum de dor no calcanhar que atendo no consultório. O paciente chega reclamando de uma dor intensa logo ao acordar, que piora ao colocar o pé no chão para os primeiros passos. 

Essa dor característica melhora um pouco com o aquecimento durante o dia, mas volta à noite ou após atividades que exigem impacto. É uma condição extremamente incapacitante que afeta cerca de 10% da população.

A fascite plantar é mais comum entre 40 e 60 anos e afeta igualmente homens e mulheres. No entanto, vejo casos em pessoas mais jovens, especialmente atletas e corredores. Mulheres que usam salto alto constantemente têm risco aumentado. O sobrepeso e o envelhecimento também contribuem para o desenvolvimento dessa inflamação.

O que é a fascite plantar

A fascite plantar é a inflamação da fáscia plantar, um tecido fibroso espesso que percorre toda a sola do pé, desde o calcanhar até os dedos. Essa estrutura funciona como uma mola, absorvendo o impacto durante a caminhada e mantendo o arco do pé. Quando esse tecido é sobrecarregado, desenvolve microlesões repetitivas que causam inflamação.

Na verdade, o termo fascite pode ser enganoso. Estudos modernos mostram que não se trata apenas de inflamação aguda, mas de um processo degenerativo crônico. O tecido da fáscia sofre microrupturas e degeneração das fibras de colágeno. Por isso, o tratamento deve focar em restaurar a saúde e a resistência do tecido, não apenas reduzir a inflamação.

As principais causas são o encurtamento da cadeia posterior da perna, uso de calçados inadequados, pés com arcos muito altos ou muito planos, sobrepeso, e aumento súbito de atividade física. Certos trabalhos que exigem ficar muito tempo em pé também favorecem o desenvolvimento da fascite.

Por que dói ao acordar

A dor ao acordar é uma característica marcante dessa condição. Durante a noite, enquanto dormimos, a fáscia fica contraída e “encurtada”. Ao acordarmos e colocarmos o pé no chão para caminhar, essa estrutura encurtada é subitamente esticada. Isso causa uma dor aguda e intensa que é o sintoma mais típico da fascite plantar.

Com alguns minutos de movimento, a fáscia aquece e alonga um pouco, melhorando a dor. No entanto, se a pessoa fica muito tempo parada durante o dia e volta a caminhar, a dor retorna. Atividades que exigem impacto, como corrida ou pular, também provocam dor, geralmente ocorrendo horas depois da atividade ou no dia seguinte.

Como faço o diagnóstico

O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história típica e no exame físico. Palpo especificamente a região do calcâneo, procurando por um ponto de dor muito localizado na inserção da fáscia no osso. A dor ao alongar a fáscia (deixando a ponta do pé levantada) é muito característica.

Solicito radiografia do pé com carga para avaliar se há esporão de calcâneo associado. Apesar do nome popular, o esporão não é a causa principal da dor, mas uma consequência do desalinhamento biomecânico. O ultrassom é meu exame preferido para avaliar a espessura da fáscia e confirmar o diagnóstico.

O que a ciência diz

Uma meta-análise publicada em Balneol Med 2024 (Melese et al.) incluiu 11 estudos randomizados sobre tratamento com ondas de choque para fascite plantar. Os autores concluíram que a terapia por ondas de choque (ESWT) é eficaz e bem tolerada, com poucos efeitos colaterais. Melhorias significativas em dor e função foram observadas em até 70% dos pacientes.

Outro estudo publicado comparou ondas de choque com ultrassom terapêutico para fascite plantar. Ambas as técnicas foram eficazes, mas ondas de choque mostraram superioridade na redução da dor matinal, o sintoma mais incapacitante.

Opções de tratamento

Tratamento conservador

O primeiro passo é sempre conservador. Oriento alongamentos regulares da panturrilha e da fáscia plantar, realizados pelo menos 3 vezes ao dia. Uso de palmilhas com suporte do arco ajuda a distribuir melhor as forças e reduz a tensão na fáscia.

Sapatos adequados com bom amortecimento fazem diferença. Evitar salto muito alto ou muito plano é importante. Gelo local por 15 minutos após atividades, anti-inflamatórios orais e repouso relativo complementam o tratamento. Mais de 90% dos pacientes melhoram com essas medidas quando realizadas consistentemente por 6 a 12 semanas.

Terapia por ondas de choque

Quando o tratamento conservador não resolve em 3 meses, indico ondas de choque. Realizo o procedimento no consultório, sem necessidade de anestesia geral. São necessárias 3 a 5 sessões semanais. A taxa de sucesso varia de 60% a 80% conforme a literatura.

A terapia funciona estimulando a regeneração tecidual e aumentando o fluxo sanguíneo na região. Os resultados aparecem de forma gradual ao longo de 8 a 12 semanas após o término das sessões.

Quando a cirurgia está indicada

A cirurgia é reservada para menos de 10% dos casos que não melhoram após 6 meses de tratamento conservador bem conduzido. O procedimento consiste em relaxar a fáscia fazendo um pequeno corte na sua inserção no calcâneo, e geralmente associo alongamento do tendão de Aquiles.

A recuperação cirúrgica leva 4 a 6 semanas. Após esse período, fisioterapia intensiva é necessária. Porém, a maioria dos pacientes pode ser evitada com diagnóstico e tratamento precoces.

Prevenção

Manter a flexibilidade da panturrilha através de alongamentos regulares é a melhor prevenção. Usar sapatos com bom suporte e evitar calçados inadequados protege a fáscia. Controlar o peso corporal reduz a sobrecarga. Aumentar a atividade física de forma gradual, não brusca, também previne o surgimento da fascite.

Não conviva com a dor

A fascite plantar é uma condição comum e incapacitante que causa dor intensa ao acordar. O tratamento conservador com alongamentos, sapatos adequados e fisioterapia resolve a maioria dos casos. Ondas de choque são uma excelente opção para casos resistentes, com taxa de sucesso acima de 60%.

A cirurgia é raramente necessária quando o tratamento é iniciado precocemente. Por isso, ao primeiro sinal de dor no calcanhar, procure avaliação médica. E para agendar consulta comigo em São Paulo para diagnóstico e plano de tratamento, entre em contato pelo WhatsApp (11) 98799-3104.

The post Fascite plantar: aquela dor horrível no calcanhar ao acordar appeared first on Dr. Paulo Zugliani.

]]>
https://drpaulozugliani.com.br/fascite-plantar-2/feed/ 0