Saúde óssea Archives - Dr. Paulo Zugliani https://drpaulozugliani.com.br/category/saude-ossea/ Tue, 06 Oct 2026 21:23:32 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://drpaulozugliani.com.br/wp-content/uploads/2024/05/cropped-SIMBOLO_BRANCO_Dr.-PAULO_fundo-transparente-scaled-1-32x32.webp Saúde óssea Archives - Dr. Paulo Zugliani https://drpaulozugliani.com.br/category/saude-ossea/ 32 32 Fratura de estresse no metatarso: quando a dor no pé piora com o treino e não passa em repouso https://drpaulozugliani.com.br/fratura-de-estresse/ https://drpaulozugliani.com.br/fratura-de-estresse/#respond Mon, 05 Oct 2026 21:20:45 +0000 https://drpaulozugliani.com.br/?p=816 A fratura de estresse no metatarso é uma lesão que atendo frequentemente em corredores e atletas de São Paulo que chegam ao consultório com uma história típica: começou como uma dor leve durante a corrida, foi ignorada, e agora dói até ao caminhar normalmente. Muitos correm maratonas ou aumentaram repentinamente a quilometragem e desenvolveram uma […]

The post Fratura de estresse no metatarso: quando a dor no pé piora com o treino e não passa em repouso appeared first on Dr. Paulo Zugliani.

]]>

A fratura de estresse no metatarso é uma lesão que atendo frequentemente em corredores e atletas de São Paulo que chegam ao consultório com uma história típica: começou como uma dor leve durante a corrida, foi ignorada, e agora dói até ao caminhar normalmente. Muitos correm maratonas ou aumentaram repentinamente a quilometragem e desenvolveram uma fissura microscópica no osso do pé. É uma condição que assusta, mas responde muito bem ao tratamento quando diagnosticada cedo.

A fratura de estresse é uma pequena fissura no osso causada por sobrecarga repetitiva e microtraumas cumulativos sem tempo suficiente para recuperação. Diferente de uma fratura aguda causada por trauma direto, a fratura de estresse surge gradualmente durante semanas ou meses de atividade excessiva. O segundo, terceiro e quarto metatarsos são os mais afetados em atletas de São Paulo que correm, jogam futebol ou fazem atividades de impacto.

Neste artigo explico por que atletas em São Paulo desenvolvem fratura de estresse no pé, como diferenciar dessa simples dor muscular, e qual é o tratamento correto para retornar ao esporte.

Por que a fratura de estresse no metatarso acontece durante o treino intenso

A fratura de estresse ocorre quando há desequilíbrio entre destruição óssea e formação óssea. Durante exercício intenso, osteoclastos (células que removem osso) trabalham mais rápido que osteoblastos (células que formam osso novo). Esse desequilíbrio causa microfissuras progressivas.

Aumento rápido da intensidade ou volume de treino é a causa número um. Vi muitos corredores em São Paulo que decidiram treinar para maratona e aumentaram a quilometragem de 20 para 40 quilômetros por semana em poucas semanas. Pior ainda: mudanças no tipo de treino, como passar de pista para rua irregular, disparam a fratura de estresse.

Atletas mulheres têm risco aumentado, especialmente aquelas com desequilíbrio hormonal. Deficiência de vitamina D, nutrição inadequada e desalinhamento biomecânico dos pés também predispõem. Sapatos inadequados com amortecimento insuficiente pioram o problema. Pessoas que sofrem com entorse de tornozelo recorrente também desenvolvem compensações que predispõem a fratura de estresse.

Sintomas que começam leves e pioram progressivamente

Inicialmente, o paciente sente dor específica no pé apenas durante atividades de impacto, principalmente ao correr. A dor desaparece com repouso. Muitos atletas continuam treinando achando que é apenas fadiga muscular.

Gradualmente, a dor piora e passa a aparecer mais cedo durante a corrida. Inchaço leve no local onde dói surge. A criança ou atleta começa a coxear ligeiramente. Eventualmente, a dor aparece até ao caminhar normalmente, limitando completamente qualquer atividade física.

A diferença entre dor muscular e fratura de estresse é que a dor muscular melhora com dias de repouso. A fratura de estresse piora progressivamente se o atleta continuar atividades de impacto. Isso é diferente também de metatarsalgia, que é sobrecarga do metatarso sem fissura óssea.

Diagnóstico que não deve ser perdido

Pergunto detalhadamente sobre o padrão da dor, quando começou e o que piora. Palpo especificamente a região afetada do metatarso procurando por ponto de dor muito localizado e possivelmente pequeno inchaço.

Radiografia simples é frequentemente negativa nos primeiros dias da fratura de estresse, o que assusta muitos atletas. Se minha suspeita clínica for alta e radiografia negativa, solicito ultrassom ou ressonância magnética que detectam edema ósseo e microfissuras muito antes que radiografia mostre qualquer coisa.

O que a ciência diz sobre tratamento conservador

Uma revisão sistemática publicada em 2024 mostrou que fraturas de estresse dos metatarsos 2-4 cicatrizam bem com tratamento conservador, atingindo 90% de retorno ao esporte. A pesquisa confirmou que proteção com boot de marcha e modificação de atividade resolvem a maioria dos casos.

Outro estudo em British Journal of Sports Medicine 2023 (Hoenig et al.) avaliou retorno ao esporte após fraturas de estresse. Atletas com metatarsos 2-4 voltaram ao esporte em média em 8-12 semanas com tratamento conservador bem estruturado.

Tratamento conservador que funciona

O tratamento começa com repouso relativo imediato. Atividades de alto impacto (corrida, futebol, saltos) param completamente. Natação ou ciclismo sem peso no pé são permitidos se não causarem dor.

Uso de boot de marcha por 4-6 semanas protege o osso enquanto cicatriza. Gelo local por 15 minutos, 3-4 vezes ao dia reduz inchaço. Anti-inflamatórios orais (ibuprofeno) ajudam nos primeiros dias.

Palmilhas customizadas com alinhamento correto distribuem melhor as pressões durante recuperação. Vitamina D e nutrição adequada são essenciais para cicatrização óssea. Fisioterapia com exercícios progressivos reconstrói força quando a dor diminui.

Retorno gradual ao esporte é crucial: aumentar atividade em máximo 10% por semana. Maioria dos atletas retorna completamente entre 8-12 semanas.

Quando a cirurgia é necessária

Cirurgia é reservada para fraturas do quinto metatarso (zona 2) em atletas de alta performance, onde risco de não-cicatrização é alto. O procedimento envolve colocar parafuso através da fratura para estimular cicatrização. Recuperação é de 8-12 semanas com enxerto adequado.

Fratura de estresse no metatarso é uma lesão comum em atletas ativos em São Paulo, mas totalmente evitável com treino progressivo. O diagnóstico precoce e tratamento conservador resolvem a maioria dos casos sem necessidade de cirurgia. Atletas que retornam gradualmente após cicatrização completa têm excelentes resultados.

Se você tem dor no pé relacionada a esportes que não melhora com repouso, procure avaliação ortopédica. Atendo em São Paulo na zona sul com ultrassom e ressonância magnética no consultório para diagnóstico preciso. Entre em contato pelo WhatsApp (11) 98799-3104.

The post Fratura de estresse no metatarso: quando a dor no pé piora com o treino e não passa em repouso appeared first on Dr. Paulo Zugliani.

]]>
https://drpaulozugliani.com.br/fratura-de-estresse/feed/ 0
Síndrome de Sever: quando a criança atleta em São Paulo sente dor intensa no calcanhar https://drpaulozugliani.com.br/sindrome-de-sever/ https://drpaulozugliani.com.br/sindrome-de-sever/#respond Mon, 21 Sep 2026 20:56:04 +0000 https://drpaulozugliani.com.br/?p=811 A síndrome de Sever é uma condição que vejo com frequência em meu consultório em São Paulo quando pais levam seus filhos reclamando de dor intensa no calcanhar.  Frequentemente, essas crianças praticam futebol, basquete ou fazem atletismo e simplesmente pararam de jogar porque a dor não passa. O erro comum é achar que é um […]

The post Síndrome de Sever: quando a criança atleta em São Paulo sente dor intensa no calcanhar appeared first on Dr. Paulo Zugliani.

]]>

A síndrome de Sever é uma condição que vejo com frequência em meu consultório em São Paulo quando pais levam seus filhos reclamando de dor intensa no calcanhar. 

Frequentemente, essas crianças praticam futebol, basquete ou fazem atletismo e simplesmente pararam de jogar porque a dor não passa. O erro comum é achar que é um problema grave que exige cirurgia. Na verdade, entendida corretamente, a síndrome de Sever responde muito bem ao tratamento conservador.

A apofisita do calcâneo, nome técnico para síndrome de Sever, é uma inflamação da placa de crescimento no calcanhar que afeta crianças durante o estirão de crescimento puberal, geralmente entre 9 e 14 anos. 

Durante esse período, os ossos crescem mais rápido que os músculos e tendões. O tendão de Aquiles, que se insere no calcanhar, fica tenso demais e traciona a placa de crescimento ainda não completamente ossificada. Isso causa inflamação e dor.

Neste artigo explico exatamente o que é a síndrome de Sever, por que afeta especialmente crianças atletas em São Paulo, como diagnosticar corretamente e qual é o melhor tratamento para que seu filho volte a praticar esportes sem dor.

Por que a síndrome de Sever afeta crianças atletas especificamente

A síndrome de Sever ocorre durante o pico de crescimento, quando a placa de ossificação do calcâneo ainda está em desenvolvimento. Essa estrutura está sendo constantemente submetida a força. O tendão de Aquiles, responsável por flexionar o pé para caminhar, correr e pular, exerce tração contínua nessa placa ainda imatura.

Crianças que praticam esportes que envolvem corrida, saltos e mudanças de direção rápidas sofrem mais microtraumas repetitivos. Futebol, basquete, vôlei e atletismo são especialmente frequentes causa de síndrome de Sever em São Paulo. Aumentos rápidos no volume de treino sem adaptação progressiva também dispara a condição.

Interessantemente, a síndrome de Sever é bilateral em aproximadamente 60% dos casos, ou seja, afeta ambos os pés. A proporção de meninos afetados é de 2-3 para cada menina. Crianças que usam calçados muito planos e sem amortecimento também têm risco aumentado.

Sintomas que aparecem progressivamente

O primeiro sinal é dor no calcanhar após atividades esportivas. Inicialmente, a criança consegue continuar jogando, mas sente dor ao final da prática ou no dia seguinte. Gradualmente, a dor passa a aparecer durante a atividade, limitando o desempenho.

A criança pode começar a coxear ou mudar sua forma de caminhar tentando aliviar a dor. Alguns relatam que o calcanhar fica “duro” ou “rígido” após atividades. O inchaço é discreto e pode não ser visível, mas a criança sente dor à palpação no local de inserção do tendão de Aquiles no calcâneo.

Na fase avançada, a criança simplesmente para de praticar esportes porque a dor fica insuportável. Alguns pais chegam ao consultório em São Paulo dizendo que seu filho parou completamente de jogar futebol, seu esporte favorito.

Diagnóstico correto diferencia de outras condições

O diagnóstico é clinicamente evidente. Observo se há dor à compressão medial-lateral do calcâneo, teste muito específico para síndrome de Sever. Avaliou também a flexibilidade da panturrilha: crianças com síndrome de Sever frequentemente têm encurtamento muscular significativo.

Solicito radiografia do pé em carga para visualizar a placa de crescimento. Na síndrome de Sever, vemos esclerose e fragmentação característica da apófise calcanear. Esse achado radiográfico confirma o diagnóstico. Não preciso de ressonância magnética: radiografia simples é diagnóstica.

O que a ciência diz sobre tratamento

Uma revisão sistemática publicada no Cureus em 2025 analisou 17 estudos sobre tratamento conservador de síndrome de Sever. Os autores concluíram que palmilhas customizadas, fisioterapia com alongamento de panturrilha e fortalecimento, além de modificação de atividades, reduzem eficazmente a dor e permitem retorno ao esporte.

Outra revisão em 2024 publicada na revista MDPI (DMJ, 2024) confirmou que palmilhas customizadas superaram significativamente os levantamentos simples do calcanhar em eficácia.

Tratamento conservador que funciona

O tratamento começa com repouso relativo da atividade que causa dor. Não é repouso absoluto: a criança pode fazer atividades leves sem dor. Gelo local por 15 minutos após qualquer atividade que cause desconforto ajuda no controle da inflamação.

Anti-inflamatórios orais (ibuprofeno) em doses apropriadas para a idade da criança controlam a dor nos primeiros dias. Palmilhas customizadas com elevação do calcanhar reduzem a tração do tendão de Aquiles sobre a apófise. Essas palmilhas são extremamente eficazes.

Fisioterapia com alongamento diário da panturrilha é fundamental. Peço aos pais que orientem a criança a fazer alongamentos simples 2-3 vezes ao dia. Fortalecimento muscular do pé e tornozelo, realizado após melhora da dor, previne recorrência.

Modificação do treino é essencial: reduzir volume de atividade, evitar terrenos muito irregulares, usar calçados com bom amortecimento. A maioria dos casos melhora em 6-12 semanas com essas medidas simples.

Prognóstico e retorno ao esporte

A síndrome de Sever é uma condição autolimitada. Quando a placa de crescimento se ossificar completamente (por volta dos 15 anos), o problema desaparece naturalmente. O tratamento objetivo acelerar essa recuperação e permitir que a criança continue participando do esporte.

Com tratamento adequado, 90% das crianças retornam ao esporte sem nenhuma limitação. A recorrência é rara se os fatores precipitantes foram identificados e corrigidos (flexibilidade mantida, atividade progressiva).

A síndrome de Sever é uma condição frequente em crianças atletas em São Paulo, mas totalmente evitável e tratável com abordagem correta. Alongamento de panturrilha, palmilhas customizadas e modificação de atividade resolvem a maioria dos casos. Nenhuma criança deve ser privada de praticar seu esporte favorito por essa condição.

Se seu filho em São Paulo tem dor no calcanhar relacionada a esportes, agende avaliação. Oferecemos diagnóstico preciso, palmilhas customizadas e plano de tratamento para retorno seguro ao esporte. Entre em contato pelo WhatsApp (11) 98799-3104.

Dr. Paulo Zugliani — Ortopedista e Traumatologista | CRM 67141/SP | Especialista em Pé e Tornozelo | São Paulo, SP | Especialista em Ortopedia Pediátrica

The post Síndrome de Sever: quando a criança atleta em São Paulo sente dor intensa no calcanhar appeared first on Dr. Paulo Zugliani.

]]>
https://drpaulozugliani.com.br/sindrome-de-sever/feed/ 0
Dedos tortos no pé: quando a garra e o martelo incomodam https://drpaulozugliani.com.br/dedos-tortos-no-pe/ https://drpaulozugliani.com.br/dedos-tortos-no-pe/#respond Mon, 11 May 2026 11:04:32 +0000 https://drpaulozugliani.com.br/?p=782 Dedos tortos no pé são uma queixa extremamente comum no consultório. O paciente chega mostrando dedos dobrados, calos dolorosos em cima das articulações e dificuldade para usar qualquer sapato fechado. Essas deformidades têm nome: dedos em garra e dedos em martelo. Apesar de parecidas, são condições diferentes que exigem tratamentos específicos. Essas deformidades afetam os […]

The post Dedos tortos no pé: quando a garra e o martelo incomodam appeared first on Dr. Paulo Zugliani.

]]>

Dedos tortos no pé são uma queixa extremamente comum no consultório. O paciente chega mostrando dedos dobrados, calos dolorosos em cima das articulações e dificuldade para usar qualquer sapato fechado. Essas deformidades têm nome: dedos em garra e dedos em martelo. Apesar de parecidas, são condições diferentes que exigem tratamentos específicos.

Essas deformidades afetam os quatro dedos menores do pé e raramente o dedão. Podem ocorrer em qualquer idade, mas são mais comuns após os 40 anos. As mulheres são mais afetadas pelo uso de calçados inadequados. O joanete está frequentemente associado, causando sobrecarga nos dedos menores.

Neste artigo explico a diferença entre dedo em garra e dedo em martelo, por que essas deformidades aparecem, como faço o tratamento e quando a cirurgia está indicada.

A diferença entre dedo em garra e dedo em martelo

O dedo em garra é uma deformidade que afeta todas as articulações do dedo. A primeira articulação, que liga o dedo ao pé, fica estendida para cima. As duas articulações seguintes ficam flexionadas para baixo. O resultado é um dedo com aparência de garra, com a ponta dobrada tocando o chão.

Essa deformidade geralmente tem origem neuromuscular. Acontece por desequilíbrio entre os músculos intrínsecos do pé. Condições como diabetes, artrite reumatoide, paralisia cerebral e doenças neurológicas aumentam o risco. Também é mais comum em pessoas com pé cavo, onde o arco do pé é muito elevado.

Já o dedo em martelo afeta principalmente a articulação do meio do dedo. Essa articulação fica dobrada para baixo enquanto a ponta do dedo permanece reta ou levemente dobrada. Parece um martelo quando visto de lado. A causa principal é o uso de calçados mal adaptados, especialmente sapatos apertados de bico fino.

Dedos muito longos também têm maior tendência a desenvolver martelo. O segundo dedo, quando é mais comprido que o dedão, fica constantemente dobrado dentro do sapato. Com o tempo, essa posição forçada torna-se permanente. Segundo a American Academy of Orthopaedic Surgeons, essas deformidades afetam milhões de pessoas em todo o mundo.

Sintomas e como identificar

O sintoma mais comum é a dor causada pelo atrito dos dedos dobrados com o sapato. Formam-se calos e calosidades dolorosas em cima das articulações proeminentes. Esses calos ficam vermelhos, inflamados e extremamente sensíveis ao toque.

Além disso, surgem calos na ponta dos dedos quando eles ficam pressionados contra o chão. A unha pode engrossar e deformar. Na planta do pé, aparecem calosidades dolorosas sob a cabeça dos metatarsos, condição chamada metatarsalgia.

A dificuldade para usar sapatos fechados piora progressivamente. A pessoa precisa comprar números maiores para acomodar os dedos tortos. Sapatos muito justos causam dor intensa e feridas que podem infeccionar.

Quando a deformidade ainda é flexível

Nas fases iniciais, os dedos ainda são flexíveis. Consigo empurrá-los e colocá-los na posição correta com a mão. Nesses casos, o tratamento conservador funciona bem e pode evitar a progressão da deformidade.

Oriento troca de calçado para modelos mais largos, com caixa de dedos ampla. Sapatos com salto muito alto devem ser evitados. Exercícios de alongamento dos dedos e da panturrilha ajudam a manter a flexibilidade.

Uso de protetores de silicone reduz o atrito e alivia a dor. Órteses corretoras podem ser tentadas nos casos leves e flexíveis. Fisioterapia com exercícios específicos de fortalecimento da musculatura intrínseca do pé complementa o tratamento.

Quando a cirurgia está indicada

Quando os dedos ficam rígidos e a deformidade não se corrige mais com a mão, o tratamento conservador não resolve. A cirurgia passa a ser a única opção para correção. Indico operação quando há dor persistente que não melhora com medidas conservadoras, calos infectados de repetição ou limitação importante para usar sapatos.

Existem várias técnicas cirúrgicas disponíveis. Nos casos flexíveis, faço liberação e reequilíbrio dos tendões. Isso restaura o alinhamento sem mexer no osso. A recuperação é rápida e o paciente pode caminhar logo após a cirurgia.

Nos casos rígidos, preciso fazer cortes ósseos para realinhar o dedo. Às vezes, fundo a articulação do meio do dedo para mantê-lo reto. Uso fios metálicos temporários que são removidos em 4 a 6 semanas. A cirurgia minimamente invasiva através de pequenos furos também pode ser aplicada nesses casos, similar ao que fazemos na cirurgia de joanete.

Quando há joanete associado, corrijo as duas deformidades na mesma cirurgia. O joanete sobrecarrega os dedos menores e favorece o aparecimento de garras e martelos. Por isso, tratar apenas os dedos sem corrigir o joanete aumenta o risco de recorrência.

Recuperação após a cirurgia

A recuperação varia conforme o tipo de cirurgia realizada. Nas liberações tendíneas simples, o paciente caminha no mesmo dia com sandália pós-operatória. Retorna às atividades normais em 3 a 4 semanas.

Nas cirurgias com cortes ósseos, uso fios que ficam por fora da pele. Curativos semanais são necessários. Os fios são removidos no consultório entre 4 e 6 semanas. Durante esse período, o paciente usa sandália protetora e pode apoiar o pé com cuidado.

Fisioterapia pós-operatória é fundamental. Exercícios de mobilização evitam rigidez. Fortalecimento da musculatura intrínseca previne recorrência. O retorno ao uso de sapatos normais acontece em 6 a 8 semanas em média, similar à recuperação da cirurgia de esporão de calcâneo.

Prevenção das deformidades

Usar sapatos adequados é a melhor forma de prevenção. Evitar bico fino, salto muito alto e calçados apertados protege os dedos. A caixa de dedos deve ser larga e confortável.

Exercícios regulares de alongamento da panturrilha e dos dedos mantêm a flexibilidade. Fortalecer a musculatura intrínseca do pé com exercícios de pegar objetos pequenos com os dedos ajuda a prevenir desequilíbrios musculares.

Tratar o joanete precocemente evita sobrecarga nos dedos menores. Controlar doenças de base como diabetes e artrite reumatoide também reduz o risco de desenvolver dedos em garra secundários a essas condições. A Mayo Clinic oferece orientações detalhadas sobre prevenção dessas deformidades.

Não sofra com essa limitação

Dedos em garra e martelo são deformidades comuns que causam dor e limitação funcional significativa. O tratamento conservador funciona bem nos casos iniciais e flexíveis. Nos casos rígidos, a cirurgia é a única opção de correção.

As técnicas modernas permitem correção eficaz com recuperação rápida. Corrigir o joanete associado quando presente é fundamental para evitar recorrência. A prevenção através de calçados adequados é a melhor estratégia.

Se você tem dedos tortos que incomodam, agende uma consulta. Atendo em São Paulo e ofereço avaliação completa com plano de tratamento individualizado. Entre em contato pelo WhatsApp aqui da clínica.

The post Dedos tortos no pé: quando a garra e o martelo incomodam appeared first on Dr. Paulo Zugliani.

]]>
https://drpaulozugliani.com.br/dedos-tortos-no-pe/feed/ 0
Bursite do quadril: aquela dor que late na lateral e piora à noite https://drpaulozugliani.com.br/bursite-trocanterica/ https://drpaulozugliani.com.br/bursite-trocanterica/#respond Mon, 09 Mar 2026 09:47:23 +0000 https://drpaulozugliani.com.br/?p=770 A bursite trocantérica é uma das causas mais comuns de dor lateral no quadril que atendo no consultório. O paciente chega relatando dor latejante do lado de fora do quadril, que piora ao deitar sobre o lado afetado. Subir escadas, ficar muito tempo em pé ou caminhar longas distâncias agravam o desconforto. Essa dor característica […]

The post Bursite do quadril: aquela dor que late na lateral e piora à noite appeared first on Dr. Paulo Zugliani.

]]>

A bursite trocantérica é uma das causas mais comuns de dor lateral no quadril que atendo no consultório. O paciente chega relatando dor latejante do lado de fora do quadril, que piora ao deitar sobre o lado afetado. Subir escadas, ficar muito tempo em pé ou caminhar longas distâncias agravam o desconforto. Essa dor característica tem explicação fisiológica e responde bem ao tratamento adequado.

A condição afeta aproximadamente 10% a 25% da população geral ao longo da vida. As mulheres são mais afetadas do que os homens, em uma proporção de até 4 para 1. A faixa etária mais comum é entre 40 e 60 anos. Pessoas com sobrepeso, corredores e praticantes de atividades com movimentos repetitivos de quadril têm risco aumentado de desenvolver essa inflamação.

Neste artigo explico o que é a bursite trocantérica, por que ela causa essa dor lateral característica, como faço o diagnóstico e quais são as opções de tratamento disponíveis hoje. Falo também sobre quando a infiltração resolve e quando precisamos pensar em outras alternativas. Sigo sempre as diretrizes do Conselho Federal de Medicina.

O que é a bursite trocantérica

A bursa trocantérica é uma bolsa cheia de líquido que fica na lateral do quadril, sobre o osso chamado trocânter maior do fêmur. Ela funciona como uma almofada que reduz o atrito entre o osso e os tendões dos músculos glúteos que passam sobre ele. Quando essa bursa inflama por sobrecarga ou trauma repetitivo, surge a bursite trocantérica.

O termo técnico mais atual para essa condição é síndrome da dor trocantérica maior. Isso porque, em muitos casos, a dor não vem apenas da bursa inflamada. Pode haver também tendinopatia dos glúteos médio e mínimo associada. Esses tendões se inserem no trocânter maior e sofrem degeneração com movimentos repetitivos ou envelhecimento natural.

A bursite trocantérica pode aparecer após trauma direto na lateral do quadril, como uma queda. No entanto, a causa mais comum é a sobrecarga mecânica crônica. Desequilíbrios musculares, fraqueza dos abdutores do quadril, diferença de comprimento entre as pernas e alterações da marcha contribuem para o desenvolvimento da inflamação ao longo do tempo.

Por que a bursite trocantérica dói tanto à noite

A dor noturna característica da bursite trocantérica tem explicação biomecânica. Ao deitar de lado, o peso do corpo comprime diretamente a bursa inflamada contra o colchão. Essa pressão sustentada gera dor intensa que acorda o paciente ou impede o sono. Por isso, muitos pacientes relatam que só conseguem dormir do lado oposto ou de barriga para cima.

Além disso, a inflamação da bursa gera liberação local de mediadores inflamatórios. Essas substâncias sensibilizam as terminações nervosas ao redor, tornando a região mais dolorida ao toque e à compressão. Portanto, qualquer pressão externa se torna muito mais desconfortável do que seria em uma bursa saudável.

A dor também piora com atividades como subir escadas, caminhar longas distâncias ou ficar muito tempo em pé. Esses movimentos exigem contração dos músculos glúteos, que tracionam seus tendões sobre a bursa inflamada. Por isso, atividades simples do dia a dia se tornam limitantes para quem tem bursite trocantérica não tratada.

Como faço o diagnóstico

O diagnóstico da bursite trocantérica começa pela história clínica detalhada. Pergunto sobre a localização exata da dor, o que piora e o que alivia os sintomas, e há quanto tempo o problema começou. Ao exame físico, palpo a região lateral do quadril sobre o trocânter maior. A dor à palpação nesse ponto é um achado muito característico da condição.

Em seguida, testo a força dos músculos abdutores do quadril. Peço ao paciente para deitar de lado e elevar a perna contra a resistência da minha mão. A dor ou fraqueza durante esse movimento sugere tendinopatia associada dos glúteos. Solicito também radiografia do quadril para descartar artrose, fraturas ou calcificações.

Quando há dúvida diagnóstica ou suspeita de lesão tendínea associada, complemento com ultrassonografia ou ressonância magnética do quadril. Esses exames mostram o espessamento da bursa, a presença de líquido inflamatório e o estado dos tendões glúteos. 

O que a ciência diz sobre o tratamento

Uma revisão sistemática publicada no Journal of Orthopaedic Surgery and Research avaliou a eficácia da infiltração de corticosteroide na bursite trocantérica. Os autores analisaram múltiplos estudos randomizados e concluíram que a infiltração foi mais eficaz do que placebo ou cuidado usual no alívio da dor no curto prazo (até 3 meses). No entanto, no longo prazo (12 meses), a diferença diminuiu.

Outro estudo randomizado publicado no Annals of Family Medicine comparou infiltração de corticosteroide com cuidado usual. A infiltração mostrou resultado superior aos 3 meses de seguimento. No entanto, aos 12 meses, não houve diferença significativa entre os grupos. Esses dados mostram que a infiltração funciona bem no curto prazo, mas deve ser combinada com fisioterapia para resultados duradouros.

Opções de tratamento para bursite trocantérica

A primeira linha de tratamento inclui repouso relativo, gelo local por 15 a 20 minutos três vezes ao dia, e anti-inflamatórios orais quando necessário. A fisioterapia é fundamental. Os exercícios visam fortalecer os músculos abdutores do quadril, alongar a banda iliotibial e corrigir desequilíbrios musculares.

Além disso, oriento mudanças nos hábitos que sobrecarregam o quadril. Evitar ficar muito tempo em pé em superfícies duras, usar travesseiro entre as pernas ao dormir de lado e reduzir atividades de impacto ajudam na recuperação. Em pessoas com sobrepeso, o controle do peso corporal reduz a carga sobre a bursa e acelera a melhora.

Quando a infiltração está indicada

A infiltração de corticosteroide na bursa trocantérica está indicada quando o paciente não melhora com fisioterapia e medidas conservadoras após 4 a 6 semanas. Realizo o procedimento com guia de ultrassom no consultório. A precisão do ultrassom garante que o medicamento seja depositado exatamente na bursa inflamada.

Utilizo corticosteroide de ação prolongada associado a anestésico local. O alívio da dor costuma aparecer em 2 a 7 dias após a infiltração. Limito a 2 ou 3 aplicações no mesmo local ao longo de um ano. O uso excessivo pode enfraquecer os tendões glúteos que passam sobre a bursa. A infiltração é uma ferramenta dentro de um plano de tratamento completo.

Terapia por ondas de choque

A terapia por ondas de choque é uma opção para pacientes que não melhoram com infiltração ou que não podem usar corticosteroides. O procedimento estimula a reparação tecidual e reduz a inflamação crônica. São necessárias em geral de 3 a 5 sessões semanais. Os resultados aparecem de forma gradual ao longo de semanas.

Cirurgia: quando está indicada

A cirurgia fica reservada para menos de 10% dos casos. Indico quando o paciente não melhora após pelo menos 6 meses de tratamento conservador completo, incluindo fisioterapia, infiltrações e ondas de choque. O procedimento pode ser feito por via artroscópica e consiste em remover a bursa inflamada e reparar lesões tendíneas associadas quando presentes.

A recuperação após cirurgia leva em geral de 6 a 12 semanas. O retorno às atividades físicas acontece de forma progressiva, sempre com acompanhamento de fisioterapia. Antes de indicar cirurgia, avalio o impacto da dor na qualidade de vida e a resposta aos tratamentos anteriores.

Outras dúvidas

  • A bursite do quadril tem cura? Sim. A maioria dos pacientes se recupera completamente com tratamento adequado. Em alguns casos, pode haver recorrência se os fatores causadores não forem corrigidos.
  • Quanto tempo leva para a bursite melhorar? Com tratamento conservador bem conduzido, a melhora significativa aparece em 6 a 12 semanas. Casos mais crônicos podem levar até 6 meses para recuperação completa.
  • Posso continuar praticando esportes? Depende da intensidade da dor. Em geral, oriento reduzir atividades de impacto durante o tratamento. Com a melhora, o retorno é gradual e progressivo.

Recupere sua qualidade de vida

A bursite trocantérica é uma condição dolorosa que afeta significativamente a qualidade de vida. A dor lateral no quadril que piora à noite impede o sono e limita atividades diárias. No entanto, o tratamento adequado resolve a grande maioria dos casos sem necessidade de cirurgia.

O diagnóstico precoce e o início do tratamento logo nos primeiros sintomas aceleram a recuperação. Seguir as orientações de fisioterapia, corrigir fatores biomecânicos e evitar sobrecarga na região são fundamentais. A persistência no tratamento conservador é a chave para o sucesso.

Se você reconhece esses sintomas, agende uma consulta. Atendo em São Paulo e ofereço avaliação completa, com ultrassonografia no consultório e plano de tratamento individualizado. Entre em contato pelo WhatsApp aqui do consultórioo para agendar sua consulta.

The post Bursite do quadril: aquela dor que late na lateral e piora à noite appeared first on Dr. Paulo Zugliani.

]]>
https://drpaulozugliani.com.br/bursite-trocanterica/feed/ 0
Esporão de calcâneo: por que dói e quando a infiltração resolve https://drpaulozugliani.com.br/esporao-de-calcaneo/ https://drpaulozugliani.com.br/esporao-de-calcaneo/#respond Mon, 23 Feb 2026 10:42:39 +0000 https://drpaulozugliani.com.br/?p=766 O esporão de calcâneo é uma das queixas mais frequentes que recebo no meu consultório. A pessoa pisa no chão e sente como se tivesse um prego cravado na sola do pé. Esse sinal clássico merece atenção e tem tratamento eficaz na grande maioria dos casos. A prevalência é alta. Segundo a Mayo Clinic, até […]

The post Esporão de calcâneo: por que dói e quando a infiltração resolve appeared first on Dr. Paulo Zugliani.

]]>

O esporão de calcâneo é uma das queixas mais frequentes que recebo no meu consultório. A pessoa pisa no chão e sente como se tivesse um prego cravado na sola do pé. Esse sinal clássico merece atenção e tem tratamento eficaz na grande maioria dos casos.

A prevalência é alta. Segundo a Mayo Clinic, até 1 em cada 10 pessoas desenvolve dor no calcanhar associada à fáscia plantar ao longo da vida. Ele afeta especialmente pessoas entre 40 e 60 anos, quem passa muito tempo em pé, praticantes de corrida e beach tennis, além de pacientes com sobrepeso. A dor limita caminhar, trabalhar e até dormir.

Neste artigo explico o que é essa condição, por que ela causa dor, como funciona o diagnóstico e quais são as opções de tratamento disponíveis hoje. Falo também sobre quando a infiltração resolve o problema e quando precisamos pensar em outras alternativas. 

O que é o esporão de calcâneo

O esporão de calcâneo é uma proeminência óssea que cresce na parte inferior do calcanhar. Ele se forma por deposição de cálcio em resposta à tensão repetitiva exercida pela fáscia plantar sobre o osso calcâneo.

Muita gente acredita que o esporão em si causa a dor. Isso é um mito importante de desmistificar. Na maior parte dos casos, o esporão é consequência de um processo inflamatório crônico na fáscia plantar. Por isso, a dor não vem da proeminência óssea, mas da inflamação nos tecidos ao redor.

Existe ainda o esporão retrocalcaneano, que fica na parte de trás do calcanhar, na região de inserção do tendão de Aquiles. Esse tipo tem características diferentes e se relaciona mais com atividades esportivas de alto impacto. É comum que os dois tipos apareçam em corredores que aumentam a carga de treino de forma abrupta.

Por que o esporão de calcâneo dói

A fáscia plantar é uma fita de tecido conjuntivo firme que cobre toda a planta do pé. Ela vai do calcanhar até a base dos dedos e sustenta o arco plantar. A cada passo, essa estrutura sofre tensão mecânica considerável.

Quando essa tensão se repete em excesso, surgem microlesões na inserção da fáscia no calcâneo. O organismo tenta reparar essas microlesões continuamente. Com o tempo, esse processo gera inflamação crônica e calcificação no local, formando o esporão. Portanto, o esporão de calcâneo é, na prática, uma cicatriz óssea do tecido estressado.

A dor matinal característica tem uma explicação fisiológica clara. Durante o sono, o pé fica em posição de flexão plantar, o que encurta a fáscia. Ao pisar no chão pela manhã, a fáscia sofre tração brusca no ponto inflamado. Por isso os primeiros passos doem tanto. Com o movimento, a fáscia se aquece e a dor alivia temporariamente.

Fatores que aumentam a tensão na fáscia plantar

  • Sobrepeso e obesidade: aumentam a carga sobre o calcâneo a cada passo
  • Calçados inadequados: rasteirinhas e sapatos sem amortecimento não absorvem impacto
  • Encurtamento da panturrilha: uma musculatura posterior encurtada aumenta a tensão na fáscia
  • Pé plano ou cavo: alteram a distribuição de carga na planta do pé
  • Atividade física sem progressão: corrida e beach tennis com aumento abrupto de volume
  • Longas horas em pé: especialmente em pisos duros, como acontece com professores e cozinheiros

Como faço o diagnóstico no consultório

No consultório, o diagnóstico começa pela história clínica e pelo exame físico. Pergunto sobre o tipo de dor, em qual momento do dia ela piora e há quanto tempo o paciente convive com o problema. A dor matinal nos primeiros passos, com melhora ao longo do dia, é bastante sugestiva.

Ao exame físico, palpo a região do calcanhar. A dor à pressão no ponto de inserção da fáscia plantar é um achado clássico. Em seguida, solicito uma radiografia em incidência lateral do pé. O esporão aparece como uma projeção óssea na imagem. No entanto, é importante saber que o esporão pode estar presente sem causar nenhuma dor.

Quando há dúvida diagnóstica, complemento com ultrassonografia do pé. Esse exame mostra o espessamento da fáscia e a presença de inflamação ao redor da estrutura. Em casos específicos, indico ressonância magnética para detalhes sobre a extensão da lesão. Cada caso exige avaliação individualizada.

O que a ciência diz sobre o esporão de calcâneo

Um estudo publicado no periódico Cureus analisou a relação entre esporão de calcâneo e fascite plantar. Os autores demonstraram que o esporão está presente em até 85% dos pacientes com fascite plantar sintomática. No entanto, ele também aparece em 16% das pessoas sem qualquer dor no calcanhar.

Essa evidência reforça o que vejo na prática clínica: o esporão não é o vilão isolado. Ele é um marcador do processo inflamatório crônico da fáscia. Por isso, o tratamento precisa focar na resolução da inflamação, não na remoção do osso. Essa distinção muda completamente a conduta terapêutica.

Além disso, um estudo publicado no Journal of Clinical Medicine em 2023 comparou a terapia por ondas de choque com ablação por radiofrequência em pacientes com fascite plantar e esporão. Os dois tratamentos reduziram significativamente a dor e a limitação funcional. A terapia por ondas de choque se mostrou particularmente eficaz na redução da intensidade da dor.

Opções de tratamento para o esporão de calcâneo

Entre 85% e 90% dos pacientes respondem bem ao tratamento conservador dentro de 6 a 12 meses, segundo revisões da literatura ortopédica. Isso significa que a cirurgia é raramente necessária. A escada terapêutica começa pelas medidas mais simples e avança conforme a resposta de cada paciente.

Tratamento conservador

A primeira linha inclui repouso relativo, calçado com bom amortecimento, palmilhas ortopédicas personalizadas e fisioterapia. Os exercícios de alongamento da cadeia posterior, especialmente da fáscia plantar e da panturrilha, são fundamentais. Além disso, orientações sobre controle do peso corporal fazem diferença real no resultado final.

Quando o paciente persiste com dor apesar do tratamento inicial, introduzo a terapia por ondas de choque. Esse procedimento estimula a reparação tecidual por meio de pulsos acústicos de alta energia direcionados ao local inflamado. Em geral, são necessárias de 3 a 5 sessões semanais. Os resultados costumam ser duradouros.

Quando a infiltração está indicada

A infiltração no esporão de calcâneo entra em cena quando o paciente não melhora com fisioterapia após 4 a 6 semanas de tratamento bem conduzido. Utilizo corticosteroide de ação prolongada associado a anestésico local. O procedimento reduz rapidamente a inflamação e alivia a dor.

Realizo a infiltração com guia de ultrassom no consultório. Isso aumenta a precisão e reduz o risco de complicações. O paciente sente um leve desconforto no momento da aplicação, que dura poucos segundos. Após o procedimento, oriento repouso por 24 a 48 horas e retorno à fisioterapia.

Limito o número de infiltrações no mesmo local a no máximo 2 ou 3 aplicações por período. O uso excessivo de corticosteroide pode enfraquecer os tecidos ao redor. Por isso, a infiltração faz parte de um plano de tratamento global, não de uma abordagem isolada e repetida.

E a cirurgia?

A cirurgia fica reservada para casos selecionados. Indico quando o paciente não melhora após pelo menos 6 a 12 meses de tratamento conservador bem realizado. Esses casos representam menos de 10% dos pacientes que atendo com esse diagnóstico.

O procedimento consiste em liberar parcialmente a fáscia plantar e, quando necessário, ressecar o esporão. Realizo por via artroscópica, com duas pequenas incisões e recuperação mais rápida do que a via aberta. O retorno às atividades físicas acontece em geral entre 6 e 8 semanas após a cirurgia.

Antes de indicar qualquer cirurgia, avalio a intensidade da dor, o impacto na qualidade de vida, as condições clínicas gerais e a resposta aos tratamentos anteriores. A decisão cirúrgica é sempre compartilhada com o paciente, após discussão detalhada de riscos e benefícios.

O que acontece se eu não tratar o esporão de calcâneo

Muitos pacientes tentam conviver com a dor por meses, esperando que melhore sozinha. Em alguns casos, a melhora espontânea ocorre. No entanto, sem tratamento adequado, o processo inflamatório crônico progride e agrava a lesão da fáscia plantar.

Ao evitar apoiar o pé por causa da dor, o paciente começa a compensar na postura e no jeito de caminhar. Essas compensações sobrecarregam outras estruturas: joelho, quadril e coluna. Por isso, a dor no calcanhar não tratada pode gerar uma cadeia de problemas musculoesqueléticos ao longo do tempo.

Além disso, a postergação do tratamento torna o processo mais difícil de resolver. Uma fáscia plantar cronicamente inflamada responde menos às medidas conservadoras. Portanto, quando a dor aparece e persiste por mais de duas semanas, recomendo procurar um especialista para avaliação.

Como prevenir o esporão de calcâneo

A prevenção começa com escolhas simples no dia a dia. O calçado adequado é o primeiro passo. Invista em modelos com bom suporte para o arco do pé e amortecimento no calcanhar. Evite ficar descalço em pisos duros por longos períodos, especialmente pela manhã.

Se você pratica corrida ou beach tennis, respeite a progressão de treino. Aumentar volume e intensidade de forma gradual evita sobrecarga. Inclua alongamentos da panturrilha e da fáscia plantar na rotina. Exercícios de fortalecimento do pé e do tornozelo também ajudam a distribuir melhor as forças durante o movimento.

Controlar o peso corporal é outra medida preventiva eficaz. Cada quilo a mais representa aumento considerável na carga sobre o calcanhar. Se você tem histórico de problemas no pé ou pé plano, avalie com um especialista a necessidade de palmilhas ortopédicas personalizadas.

Não conviva com a dor

O esporão de calcâneo tem tratamento eficaz na grande maioria dos casos. A dor que ele gera impacta diretamente a qualidade de vida, mas existem recursos terapêuticos modernos disponíveis, do tratamento conservador às infiltrações guiadas por ultrassom e às ondas de choque. Seguir as orientações de um profissional de saúde é parte essencial do processo de recuperação.

Buscar avaliação ao primeiro sinal de dor persistente no calcanhar é fundamental. O tratamento precoce evita a progressão da inflamação e as compensações posturais que geram outros problemas ao longo do tempo. Quanto mais cedo o diagnóstico, mais simples tende a ser o tratamento.

Se você está sentindo essa dor e quer entender o seu caso, agende uma consulta comigo. Atendo em São Paulo e ofereço avaliação detalhada, com diagnóstico preciso e plano de tratamento individualizado. Entre em contato pelo WhatsApp e tire todas as suas dúvidas.

The post Esporão de calcâneo: por que dói e quando a infiltração resolve appeared first on Dr. Paulo Zugliani.

]]>
https://drpaulozugliani.com.br/esporao-de-calcaneo/feed/ 0
Neuroma de Morton: a pedra no sapato que não existe https://drpaulozugliani.com.br/neuroma-de-morton/ https://drpaulozugliani.com.br/neuroma-de-morton/#respond Mon, 09 Feb 2026 10:38:25 +0000 https://drpaulozugliani.com.br/?p=763 O neuroma de Morton é uma das causas de dor no pé que mais confunde os pacientes. A queixa é quase sempre a mesma: “Doutor, sinto como se tivesse uma pedra dentro do sapato, mas não tem nada lá.”  Esse sintoma peculiar é um sinal clássico dessa condição, e entender o que acontece por dentro […]

The post Neuroma de Morton: a pedra no sapato que não existe appeared first on Dr. Paulo Zugliani.

]]>

O neuroma de Morton é uma das causas de dor no pé que mais confunde os pacientes. A queixa é quase sempre a mesma: “Doutor, sinto como se tivesse uma pedra dentro do sapato, mas não tem nada lá.” 

Esse sintoma peculiar é um sinal clássico dessa condição, e entender o que acontece por dentro do pé é o primeiro passo para tratá-la corretamente.

A condição afeta aproximadamente 4% da população geral, segundo dados da literatura ortopédica. As mulheres são afetadas com muito mais frequência do que os homens, em uma proporção de até 8 para 1. 

O uso frequente de salto alto e bico fino está diretamente ligado a esse desequilíbrio. Por isso, a maioria dos pacientes que atendo com esse diagnóstico tem entre 40 e 60 anos e histórico de uso prolongado desse tipo de calçado.

O que é o neuroma de Morton

O neuroma de Morton não é, tecnicamente, um tumor. O nome pode assustar, mas trata-se de um espessamento do tecido que envolve um nervo digital plantar, em geral localizado entre o terceiro e o quarto metatarso, os ossos que formam o “peito do pé”. Esse espessamento ocorre por compressão e irritação crônica do nervo naquele espaço estreito.

O nome correto seria neurite interdigital ou neuropatia compressiva plantar. No entanto, o termo neuroma de Morton é o mais usado na prática clínica e o que os pacientes trazem quando chegam ao consultório depois de pesquisar os sintomas. Por isso, mantenho esse nome ao explicar a condição, mesmo que tecnicamente impreciso.

O espaço entre os metatarsos tem uma estrutura importante chamada ligamento metatarsal transverso profundo. Esse ligamento passa por cima do nervo. Quando o pé sofre compressão repetida, como acontece com calçados apertados ou atividades de alto impacto, o nervo fica espremido entre o ligamento e o solo. Essa compressão repetida gera fibrose ao redor do nervo, formando o espessamento característico da condição.

Por que aparece aquela sensação de pedra no sapato

A sensação de pedra, ou de algo estranho dentro do calçado, tem uma explicação fisiológica direta. O nervo comprimido começa a enviar sinais elétricos anômalos para o cérebro. Esses sinais chegam como dor em queimação, formigamento, dormência ou a famosa sensação de pressão localizada na planta do pé.

Além disso, o espessamento do nervo ocupa fisicamente espaço entre os metatarsos. Por isso, ao apoiar o pé no chão, o paciente sente de fato um volume ali. A sensação é real, ainda que não exista nenhum objeto estranho. Ao tirar o sapato e massagear o pé, a dor alivia temporariamente porque a pressão sobre o nervo diminui.

Um achado que uso muito no exame clínico é o sinal de Mulder. Ao comprimir lateralmente o antepé com uma mão e pressionar o espaço interdigital com a outra, provoco um clique palpável e dor característica. Esse sinal positivo, combinado com a história clínica típica, já direciona bastante o diagnóstico antes de qualquer exame de imagem.

Como faço o diagnóstico

O diagnóstico começa pela história clínica detalhada. Pergunto sobre o tipo de calçado usado, a localização exata da dor, se há dormência nos dedos e se os sintomas melhoram ao tirar o sapato. Esses dados, combinados com o exame físico, já fornecem um diagnóstico bastante seguro na maioria dos casos.

Para confirmar, solicito ultrassonografia do pé. Esse exame é excelente para identificar o espessamento do nervo e medir seu tamanho, o que ajuda a planejar o tratamento. Espessamentos acima de 5 mm costumam responder menos ao tratamento conservador. Em seguida, complemento com ressonância magnética quando há dúvida ou suspeita de outras lesões associadas, como indicam as diretrizes da American Academy of Orthopaedic Surgeons.

O que a ciência diz sobre o tratamento

Uma revisão sistemática publicada na revista Clinics in Orthopedic Surgery analisou 469 pacientes tratados com infiltração de corticosteroide para neuroma de Morton. Os resultados mostraram satisfação clínica em até 3 a 12 meses de seguimento. 

No entanto, cerca de 30% dos pacientes precisaram de cirurgia posteriormente por dor persistente. Esse dado reforça o que vejo na prática: a infiltração funciona bem como primeira linha, mas nem sempre resolve definitivamente.

Por isso, defendo uma abordagem escalonada. Começo pelo tratamento mais simples e avanço conforme a resposta de cada paciente. A maioria melhora antes de chegar à cirurgia.

Opções de tratamento para o neuroma de Morton

A primeira medida é a troca do calçado. Modelos com bico mais largo, menor salto e bom amortecimento reduzem a compressão sobre o nervo. Palmilhas com separador metatarsal ajudam a distribuir melhor a carga e aliviam a pressão no ponto afetado. Para muitos pacientes, essa mudança simples já traz alívio significativo em poucas semanas.

Além disso, a fisioterapia trabalha o fortalecimento da musculatura intrínseca do pé e melhora a biomecânica do apoio. Em casos iniciais, esse conjunto de medidas resolve o problema sem necessidade de nenhum procedimento. Por isso, sempre inicio por aqui, antes de qualquer intervenção mais invasiva.

Quando a infiltração está indicada

A infiltração para o neuroma de Morton entra em cena quando o paciente não melhora com as medidas conservadoras após 4 a 6 semanas. Realizo o procedimento com guia de ultrassom, o que permite posicionar a agulha com precisão no espaço interdigital afetado. Uso corticosteroide de ação prolongada associado a anestésico local.

O alívio costuma aparecer em poucos dias. Limito a 2 ou 3 aplicações no mesmo local, pois o uso excessivo pode fragilizar os tecidos ao redor. Quando o neuroma tem mais de 5 mm ao ultrassom, a resposta à infiltração tende a ser menor. Nesse caso, avanço mais rapidamente para outras opções.

Cirurgia: quando está indicada

A cirurgia fica reservada para quem não melhora após o tratamento conservador completo e as infiltrações. Realizo a neurectomia, que consiste em retirar o segmento espessado do nervo, por uma pequena incisão no dorso do pé. O paciente costuma ter alta no mesmo dia e retorna às atividades em 3 a 6 semanas.

É importante saber que a retirada do nervo pode deixar dormência permanente entre os dedos afetados. Explico isso com clareza antes de indicar a cirurgia. Na maioria dos casos, os pacientes consideram a dormência bem tolerável em comparação com a dor que tinham antes.

Busque o tratamento mais eficiente

O neuroma de Morton é uma condição real, com sintomas muito específicos e tratamento eficaz disponível. A sensação de pedra no sapato que não existe é um sinal que o nervo está enviando ao cérebro e que merece atenção especializada. Quanto antes o diagnóstico, mais simples tende a ser a abordagem necessária.

Sempre oriento os meus pacientes a não tentar conviver com essa dor por tempo prolongado. A compressão crônica do nervo pode aumentar o espessamento e tornar o tratamento mais complexo. Seguir as orientações de um profissional de saúde faz toda a diferença no resultado final.

Se você reconhece esses sintomas, agende uma consulta comigo. Atendo em São Paulo, com avaliação detalhada, ultrassonografia e plano de tratamento individualizado. Entre em contato e agende sua consulta.

The post Neuroma de Morton: a pedra no sapato que não existe appeared first on Dr. Paulo Zugliani.

]]>
https://drpaulozugliani.com.br/neuroma-de-morton/feed/ 0
Como a Prática de Esportes Pode Proteger a Saúde Óssea e Articular https://drpaulozugliani.com.br/como-a-pratica-de-esportes-pode-proteger-a-saude-ossea-e-articular/ https://drpaulozugliani.com.br/como-a-pratica-de-esportes-pode-proteger-a-saude-ossea-e-articular/#respond Mon, 23 Jun 2025 12:00:00 +0000 https://drpaulozugliani.com.br/?p=741 Manter uma boa saúde óssea e articular é crucial para qualquer atleta ou entusiasta de esportes. Os ossos e articulações desempenham papéis fundamentais em nossos movimentos diários e nos permitem alcançar o máximo desempenho. Ao cuidar bem deles, prevenimos lesões e garantimos uma prática esportiva mais segura e eficaz. Neste artigo, exploraremos dicas fundamentais e […]

The post Como a Prática de Esportes Pode Proteger a Saúde Óssea e Articular appeared first on Dr. Paulo Zugliani.

]]>
Manter uma boa saúde óssea e articular é crucial para qualquer atleta ou entusiasta de esportes. Os ossos e articulações desempenham papéis fundamentais em nossos movimentos diários e nos permitem alcançar o máximo desempenho. Ao cuidar bem deles, prevenimos lesões e garantimos uma prática esportiva mais segura e eficaz. Neste artigo, exploraremos dicas fundamentais e práticas para proteger seu sistema osteoarticular.

Importância da Saúde Óssea em Atletas

A saúde óssea é fundamental para qualquer pessoa, mas se torna ainda mais essencial para atletas. Ossos fortes e saudáveis permitem desempenhos melhores e ajudam a prevenir lesões. O impacto repetitivo de muitos esportes pode aumentar o risco de fraturas por estresse e outras complicações ósseas se os ossos não forem adequadamente fortalecidos.

Atletas devem estar cientes do risco de redução de massa óssea, especialmente aqueles que praticam esportes de alta intensidade. O exercício regular, quando bem estruturado, pode aumentar a densidade óssea e promover a regeneração óssea. Com isso, a saúde óssea em atletas não só favorece uma melhor performance esportiva, mas também uma longevidade no esporte.

Como Fortalecer Suas Articulações

As articulações são áreas críticas para qualquer atividade física. Elas conectam os ossos e permitem a movimentação, sendo constantemente submetidas a pressões e impactos durante os esportes. Manter as articulações fortes e flexíveis é essencial para um movimento eficiente e para prevenir lesões.

Para fortalecer as articulações, é importante incluir exercícios que melhoram a flexibilidade e a estabilidade. O treinamento de resistência, como musculação, pode auxiliar no desenvolvimento dos músculos em torno das articulações, oferecendo apoio adicional. Além disso, o pilates e a ioga são práticas que aumentam a mobilidade articular.

Atividades de baixo impacto também são recomendadas, como natação e ciclismo, que proporcionam exercícios completos sem causar muito estresse nas articulações.

Dicas Nutricionais para Ossos Fortes

A alimentação desempenha um papel vital na saúde óssea e articular. Incorporar certos nutrientes na dieta pode fazer uma diferença significativa na manutenção e desenvolvimento dos ossos. Aqui estão algumas dicas nutricionais importantes:

  • Cálcio: Essencial para a construção e manutenção da densidade óssea. Fontes ricas em cálcio incluem leite, queijo, iogurte, e vegetais de folhas verdes.
  • Vitamina D: Ajuda o corpo a absorver o cálcio de maneira eficaz. Pode ser obtida através da exposição solar e de alimentos como peixes gordurosos e ovos.
  • Proteína: Fundamental para a estrutura óssea e a reparação tecidual. Boas fontes incluem carnes magras, peixe, ovos, e leguminosas.
  • Magnésio e Zinco: Esses minerais ajudam na saúde óssea e articular. Fontes incluem nozes, sementes e cereais integrais.

Exercícios que Protegem e Fortalecem

A prática de exercícios físicos é um aliado para fortalecer os ossos e as articulações. Para proteger e melhorar essas estruturas, é essencial escolher os exercícios corretos. Aqui estão algumas sugestões de atividades que podem ajudar:

  • Treinamento de resistência: Exercícios com pesos ou resistores fortalecem tanto os ossos quanto as articulações.
  • Exercícios de impacto moderado: Atividades como caminhadas, corridas leves ou danças promovem a densidade óssea.
  • Exercícios de flexibilidade e equilíbrio: A prática regular de ioga ou tai chi pode prevenir quedas e, consequentemente, fraturas.
  • Alongamento: Fundamental para manter a flexibilidade e prevenir lesões articulares.

Introduzir variação nos exercícios e focar na técnica correta são cruciais para evitar lesões. Incluir um programa de aquecimento antes dos exercícios mais intensos e um período de relaxamento pós-exercício também é fundamental para a saúde geral e para garantir que os ossos e articulações estejam em sua melhor forma.

Considerar o equilíbrio entre treinamento, descanso e nutrição garante uma abordagem holística à saúde óssea e articular, permitindo não apenas a prática esportiva segura, mas uma melhoria contínua da qualidade de vida.

The post Como a Prática de Esportes Pode Proteger a Saúde Óssea e Articular appeared first on Dr. Paulo Zugliani.

]]>
https://drpaulozugliani.com.br/como-a-pratica-de-esportes-pode-proteger-a-saude-ossea-e-articular/feed/ 0
Artrose de Quadril: Sintomas, Diagnóstico e Novas Opções de Tratamento https://drpaulozugliani.com.br/artrose-de-quadril-sintomas-diagnostico-e-novas-opcoes-de-tratamento/ https://drpaulozugliani.com.br/artrose-de-quadril-sintomas-diagnostico-e-novas-opcoes-de-tratamento/#respond Mon, 09 Jun 2025 12:00:00 +0000 https://drpaulozugliani.com.br/?p=738 A artrose de quadril é uma condição debilitante que afeta a qualidade de vida de muitos. Felizmente, existem várias opções de tratamento que podem trazer alívio significativo. Neste artigo, vamos explorar os tratamentos mais eficazes para a artrose de quadril, passando por opções não cirúrgicas e cirúrgicas, além de estratégias complementares. O que é Artrose […]

The post Artrose de Quadril: Sintomas, Diagnóstico e Novas Opções de Tratamento appeared first on Dr. Paulo Zugliani.

]]>
A artrose de quadril é uma condição debilitante que afeta a qualidade de vida de muitos. Felizmente, existem várias opções de tratamento que podem trazer alívio significativo. Neste artigo, vamos explorar os tratamentos mais eficazes para a artrose de quadril, passando por opções não cirúrgicas e cirúrgicas, além de estratégias complementares.

O que é Artrose de Quadril?

A artrose de quadril, também conhecida como osteoartrite do quadril, é uma condição degenerativa que ocorre quando a cartilagem que protege as articulações se desgasta ao longo do tempo. Isso pode levar a dor, rigidez e dificuldade de movimento. Normalmente, a artrose de quadril afeta pessoas à medida que envelhecem, mas fatores como obesidade, histórico familiar e lesões anteriores podem aumentar o risco.

Os sintomas mais comuns incluem dor na virilha, nádegas ou parte interna da coxa, rigidez notada pela manhã ou após longos períodos de inatividade, e uma redução no alcance de movimento do quadril. É essencial buscar orientação médica caso esses sintomas se manifestem para um diagnóstico adequado e tratamento.

Tratamentos Não Cirúrgicos

Para muitos, a abordagem inicial de tratamento da artrose de quadril é não cirúrgica. Essas opções podem ajudar a aliviar sintomas e melhorar a mobilidade.

Exercícios e Fisioterapia

  • Exercícios de baixo impacto, como caminhada, natação, e ciclismo, são encorajados para manter a articulação móvel sem causar desgaste adicional.
  • A fisioterapia pode ser especialmente útil, proporcionando exercícios personalizados para fortalecer músculos ao redor do quadril, aumentando a estabilidade da articulação.

Medicação

  • O uso de analgésicos e anti-inflamatórios é comum para aliviar a dor e a inflamação. Medicamentos como paracetamol ou ibuprofeno podem ser recomendados.
  • Em alguns casos, injeções de corticosteroides podem ser aplicadas diretamente na articulação para proporcionar alívio temporário da dor e inflamação.

Opções Cirúrgicas para Artrose

Quando os tratamentos não cirúrgicos não são suficientes para aliviar a dor e melhorar a função, pode-se considerar as opções cirúrgicas.

Artroscopia do Quadril

Esta técnica minimamente invasiva permite ao cirurgião visualizar a articulação usando uma pequena câmera e fazer reparos, como remoção de fragmentos soltos ou tecidos inflamados, sem a necessidade de uma grande incisão. A artroscopia é mais indicada em fases iniciais da artrose.

Osteotomia

A osteotomia envolve o corte e realinhamento dos ossos da articulação do quadril para redistribuir o peso do corpo e aliviar a pressão sobre a área afetada pela artrose. Esta abordagem pode ser considerada em indivíduos mais jovens para preservar a articulação natural por mais tempo.

Artroplastia Total do Quadril

Também conhecida como prótese de quadril, esta cirurgia substitui a articulação danificada por implantes artificiais. Esta é uma opção frequentemente eficaz para casos avançados de artrose, oferecendo alívio significativo da dor e melhoria funcional.

Terapias Complementares e Estilo de Vida

Além dos tratamentos médicos convencionais, algumas terapias complementares e ajustes no estilo de vida podem ser benéficos.

Acupuntura e Massoterapia

  • A acupuntura pode ajudar a aliviar a dor crônica associada à artrose do quadril, estimulando pontos específicos do corpo.
  • Massoterapias podem proporcionar alívio temporário da dor e aumentar a flexibilidade, aliviando a rigidez muscular.

Controle de Peso e Dieta

Manter um peso saudável é crucial para reduzir a carga sobre a articulação do quadril. Uma dieta rica em anti-inflamatórios naturais, presentes em alimentos como peixes oleosos, nozes, sementes, e vegetais de folhas verdes, pode ajudar a reduzir a inflamação.

Modificações no Estilo de Vida

  • Use calçados adequados que ofereçam suporte adequado, minimizando o impacto em suas articulações.
  • A prática de exercícios regulares de fortalecimento e alongamento pode ajudar a manter a saúde do quadril.
  • Considere erguer assentos em casa ou no trabalho para facilitar o ato de sentar e levantar.

Em resumo, a artrose de quadril pode ser gerenciada de várias maneiras, desde intervenções não cirúrgicas até opções cirúrgicas e modificações de estilo de vida. Consultar um especialista em saúde é fundamental para determinar o melhor curso de ação, garantindo escolhas informadas e personalizadas para cada paciente.

The post Artrose de Quadril: Sintomas, Diagnóstico e Novas Opções de Tratamento appeared first on Dr. Paulo Zugliani.

]]>
https://drpaulozugliani.com.br/artrose-de-quadril-sintomas-diagnostico-e-novas-opcoes-de-tratamento/feed/ 0
Recuperação Pós-Fratura: Dicas para um Retorno Seguro às Atividades https://drpaulozugliani.com.br/recuperacao-pos-fratura-dicas-para-um-retorno-seguro-as-atividades/ https://drpaulozugliani.com.br/recuperacao-pos-fratura-dicas-para-um-retorno-seguro-as-atividades/#respond Fri, 23 May 2025 12:00:00 +0000 https://drpaulozugliani.com.br/?p=735 Se você está lidando com uma fratura e se pergunta como acelerar sua recuperação, está no lugar certo. A recuperação pós-fratura pode ser um desafio, mas com as dicas certas, é possível retomar suas atividades habituais mais rápido. Vamos explorar algumas estratégias eficazes. Importância de Seguir as Orientações Médicas Após uma fratura, a recuperação pode […]

The post Recuperação Pós-Fratura: Dicas para um Retorno Seguro às Atividades appeared first on Dr. Paulo Zugliani.

]]>
Se você está lidando com uma fratura e se pergunta como acelerar sua recuperação, está no lugar certo. A recuperação pós-fratura pode ser um desafio, mas com as dicas certas, é possível retomar suas atividades habituais mais rápido. Vamos explorar algumas estratégias eficazes.

Importância de Seguir as Orientações Médicas

Após uma fratura, a recuperação pode parecer desafiadora. A primeira e mais essencial etapa é seguir as orientações médicas cuidadosamente. Médicos e fisioterapeutas elaboram planos de tratamento específicos com base no tipo e na gravidade da fratura. Respeitar essas recomendações é crucial para garantir uma cura eficaz e evitar complicações futuras.

Um dos principais motivos para aderir às orientações médicas é evitar problemas como não-união da fratura ou consolidação inadequada. Em muitos casos, o médico pode recomendar imobilização com gesso ou tala, bem como a suspensão de certas atividades. Seguir essas recomendações evita movimentos que podem prejudicar o processo de cura.

Dicas de Nutrição para Recuperação Rápida

Uma alimentação adequada é um componente vital na recuperação pós-fratura. Consumir alimentos ricos em cálcio e vitamina D pode ajudar a fortalecer os ossos, promovendo uma recuperação mais rápida. Aqui estão algumas dicas nutricionais que podem beneficiar sua recuperação:

  • Inclua produtos lácteos: Leite, queijo e iogurte são excelentes fontes de cálcio.
  • Consuma peixes gordurosos: Sardinha e salmão são ricos em vitamina D.
  • Aposte em verduras escuras: Espinafre e couve são ricos em cálcio e outros nutrientes essenciais.
  • Adicione nozes e sementes: Amêndoas e sementes de chia fornecem importantes minerais.
  • Mantenha a hidratação: A água facilita a circulação de nutrientes pelo corpo.

Lembre-se de consultar um nutricionista para ajustar sua dieta conforme necessário, especialmente se você tiver restrições alimentares.

Exercícios Simples que Ajudam na Reabilitação

Uma parte fundamental da recuperação é a reintrodução gradual de exercícios na rotina diária. Realizar atividades físicas simples e controladas pode ajudar a restaurar a força muscular e a flexibilidade, além de melhorar a circulação sanguínea, essencial para a reparação óssea.

Considere as seguintes atividades, sempre após a liberação médica:

  • Caminhadas leves: Perfeitas para estimular a circulação sem sobrecarregar a área afetada.
  • Alongamentos: Ajudam a manter a flexibilidade e prevenir rigidez.
  • Exercícios de baixo impacto: Atividades como natação podem ser recomendadas por seu fisioterapeuta.
  • Fortalecimento muscular: Com acompanhamento, exercícios com pesos leves fortalecem músculos ao redor do osso fraturado.

Iniciar os exercícios sob supervisão de um fisioterapeuta pode otimizar a recuperação e garantir que o retorno às atividades seja seguro.

Acompanhamento e Adaptação à Rotina Pós-Fratura

Após uma fratura, adaptar-se à rotina e acompanhar o progresso são passos fundamentais para uma recuperação completa. O acompanhamento médico regular permite que o profissional de saúde avalie a cura do osso e ajuste o tratamento conforme necessário.

Algumas dicas práticas para facilitar a adaptação incluem:

  • Agende consultas regulares: Manter-se informado sobre a evolução da fratura.
  • Esteja atento aos sinais do corpo: Dor intensa ou sinais de infecção devem ser reportados imediatamente ao médico.
  • Faça ajustes na sua rotina: Pode ser necessário adaptar sua rotina diária, como reduzir atividades de alto esforço.
  • Mantenha-se positivo: O suporte emocional é vital na adaptação e recuperação.

Envolver-se com um grupo de apoio ou uma rede de amigos e familiares pode proporcionar o incentivo necessário para superar os desafios da recuperação.

No geral, a recuperação pós-fratura demanda paciência e compromisso com as recomendações médicas. Com a mistura certa de cuidados médicos, nutrição adequada, atividade física controlada, e suporte emocional, você estará de volta às suas atividades diárias em breve.

The post Recuperação Pós-Fratura: Dicas para um Retorno Seguro às Atividades appeared first on Dr. Paulo Zugliani.

]]>
https://drpaulozugliani.com.br/recuperacao-pos-fratura-dicas-para-um-retorno-seguro-as-atividades/feed/ 0
Fraturas em Idosos: Como Evitar e Quais São os Cuidados Essenciais https://drpaulozugliani.com.br/fraturas-em-idosos-como-evitar-e-quais-sao-os-cuidados-essenciais/ https://drpaulozugliani.com.br/fraturas-em-idosos-como-evitar-e-quais-sao-os-cuidados-essenciais/#respond Wed, 23 Apr 2025 12:00:00 +0000 https://drpaulozugliani.com.br/?p=729 Fraturas em idosos são uma preocupação crescente, mas com medidas preventivas eficazes, é possível reduzir significativamente os riscos. Este artigo explora estratégias práticas e dicas essenciais para manter a saúde e segurança dos idosos, promovendo um ambiente mais seguro e prevenindo acidentes domésticos. Fraturas em Idosos: Como Evitar e Quais São os Cuidados Essenciais As […]

The post Fraturas em Idosos: Como Evitar e Quais São os Cuidados Essenciais appeared first on Dr. Paulo Zugliani.

]]>
Fraturas em idosos são uma preocupação crescente, mas com medidas preventivas eficazes, é possível reduzir significativamente os riscos. Este artigo explora estratégias práticas e dicas essenciais para manter a saúde e segurança dos idosos, promovendo um ambiente mais seguro e prevenindo acidentes domésticos.

Fraturas em Idosos: Como Evitar e Quais São os Cuidados Essenciais

As fraturas em idosos são um problema de saúde significativo, impactando a mobilidade e qualidade de vida. Neste post, discutiremos estratégias eficazes para prevenir essas ocorrências, além de cuidados essenciais que ajudam a proteger nossos entes queridos.

Importância da Prevenção de Quedas

Quedas são a principal causa de fraturas em idosos. Com a idade, fatores como osteoporose e perda de equilíbrio aumentam o risco de quedas. Portanto, a prevenção é crucial.

De acordo com especialistas, prevenir quedas pode reduzir drasticamente os casos de fraturas. Medidas simples, quando aplicadas consistentemente, trazem resultados positivos para a saúde e segurança dos idosos.

Adaptações no Ambiente Doméstico

Adaptar o ambiente doméstico é uma das formas mais eficazes de prevenir quedas. Muitas vezes, pequenas mudanças fazem uma diferença enorme. Abaixo estão algumas dicas para tornar sua casa mais segura:

  • Remova tapetes soltos ou prenda-os com fita adesiva antiderrapante para evitar tropeços.
  • Instale barras de segurança em banheiros e corredores.
  • Certifique-se de que os ambientes são bem iluminados, especialmente escadas e corredores.
  • Mantenha os cabos e fios organizados e longe de áreas de passagem.
  • Utilize móveis estáveis e com bordas arredondadas para evitar ferimentos em caso de quedas.

Exercícios para Fortalecimento e Equilíbrio

Manter-se ativo é vital para a saúde dos ossos e músculos. Exercícios regulares ajudam a melhorar o equilíbrio e a fortalecer o corpo, reduzindo o risco de quedas.

Aqui estão alguns exercícios recomendados para idosos:

  • Alongamento: Melhora a flexibilidade e a mobilidade.
  • Caminhadas: Ajuda no condicionamento físico e no fortalecimento das pernas.
  • Treinamento de equilíbrio: Atividades como yoga ou tai chi podem ser extremamente benéficas.
  • Exercícios de resistência: Utilizar pesos leves ou faixas elásticas para fortalecer os músculos.

Antes de iniciar qualquer programa de exercícios, é importante consultar um profissional de saúde para garantir que as atividades sejam seguras e adequadas à condição física do idoso.

Acompanhamento Médico Regular

Os check-ups regulares são fundamentais para monitorar a saúde dos idosos e prevenir doenças que possam levar a quedas e fraturas.

Considere incluir em suas visitas médicas:

  • Exames de densidade óssea para diagnosticar e tratar a osteoporose.
  • Avaliações de visão e audição, pois deficiências sensoriais aumentam o risco de quedas.
  • Revisão de medicamentos, uma vez que alguns podem causar tontura ou comprometimento do equilíbrio.
  • Discussões sobre nutrição, já que uma dieta rica em cálcio e vitamina D é essencial para a saúde óssea.

Mantenha um diálogo aberto e regular com os profissionais de saúde para ajustar tratamentos e prevenções conforme necessário.

É mais fácil e eficaz tomar medidas preventivas do que tratar fraturas depois que ocorrem. Com informação e cuidados adequados, é possível proporcionar uma vida mais segura e saudável para nossos idosos, minimizando o risco de fraturas e complicações associadas.

Incorpore essas ações no cotidiano, e você verá não apenas uma redução de riscos, mas também uma melhoria na qualidade de vida e no bem-estar dos idosos. Seja proativo na prevenção de quedas e promova um ambiente seguro e acolhedor para todos.

The post Fraturas em Idosos: Como Evitar e Quais São os Cuidados Essenciais appeared first on Dr. Paulo Zugliani.

]]>
https://drpaulozugliani.com.br/fraturas-em-idosos-como-evitar-e-quais-sao-os-cuidados-essenciais/feed/ 0